Seleção de Livros! Clique e confira.

A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

EDUARDO JOSÉ DE MIRANDA KRUSCHEWSKY
•Publicações
•Perfil
•Comente este texto
 
Crônica
 
VIREI UM SAUDOSISTA, FAZER O QUÊ?
Por: EDUARDO JOSÉ DE MIRANDA KRUSCHEWSKY

Modernistas de plantão, fiquem calmos! Mas, coloquem-se à vontade para a crítica: descobri que sou um saudosista convicto. Simples assim: de repente, bateu a saudade dos tempos em que o bem querer era puro, focado em uma só pessoa, capaz de transformar o mais sério dos homens num meloso e trêmulo dândi. E que, fazendo juras de amor eterno, com os olhos marejados, oferecia braçadas de flores à sua doce e idolatrada eleita. Haviam também os cidadãos que, em nome de seu povo, ideal ou amizade revelavam-se heroicos ou altruístas. Assim, em nome desse sentimento de tantas nuances, o Amor, gostaria de pedir um pouco mais de seu tempo para provar que é necessário regredir para ampliar a nossa maneira de pensar e agir...
Há coisas de apenas dois, três séculos (convenhamos que este hiato de tempo é um nada para a história da humanidade que tem milhares de anos) entre suspiros e arroubos, morria- se de amor ou por amor. Aliás, desde os primórdios da humanidade, chegam histórias bem românticas ou trágicas (algumas delas, obras primas de ficção). Histórias estas de amantes como Helena de Tróia e Paris, Tristão e Isolda, Romeu e Julieta, Branca de Neve e seu Príncipe Encantado, além do Duque de Windson e sua plebeia e, modernamente, os fantásticos desenhos animados gerados por computadores de última geração, onde Shrek e sua princesa são os protagonistas. Enfim, a fantasia se misturou com a realidade, tornando real a frase do filme, altamente meloso, “Love Story”: “Amar é dar e dar-se” Na infância da minha geração tinha mais: as histórias relatadas por nossos pais, contadas à mesa de refeições ou à porta da rua, livres da violência de hoje em dia, onde sentados em cadeiras postas no passeio, ouvíamos atentos casos e casos repletos de encanto e enlevo. Ah, como era gostosa a brisa que corria ali e era um prazer dar “boa noite” aos passantes, quando não raro algum parava para dois dedos de conversa.
Alguns de nós, os que estão na terceira idade, ainda recordam o primeiro beijo, a “colada”, dado lábio com lábio apenas, sem troca de salivas, roubado nos instantes a sós. Beijar diferente disso era uma coisa inimaginável nos namoros das décadas 1950, 1960... Na era do yê-yê-yê, as musicas vertidas para o português tinham letras ingênuas, sem duplo sentido ou incentivo às drogas ou mesmo ao sexo. Era uma juventude mais cidadã, respeitando seu semelhante e, de certa maneira, meio inocente. Hoje em dia, com a proliferação dos motéis, jovens tornaram-se habituées e as drogas rolam nas festas em ambientes privados. A tecnologia e o modernismo tornaram nossa vida mais fácil, permitindo o avanço de um século a cada dez anos, mas serviu também para separar amigos e escancarar um mundo cruel e desumano. Antigamente, o bem mais precioso era a virgindade preservada para o casamento, hoje é motivo de mofa nas “tribos”. A droga faz estragos entre os jovens que participam de noitadas onde se cheira, se engole e se aplica de tudo, deixando a meninada “alombrada”, como costumam afirmar. A violência grassa em todas as camadas sociais e o ser humano sensato se refugia atrás de portões com controles remotos, cercas elétricas, vigilância eletrônica e outras modernidades, enjaulados no próprio lar. As famílias se desagregam, os filhos se consideram “independentes” e as Delegacias da Mulher punem homens que, num dia, oferecem flores e um amor bom e calmo e no outro agride a companheira como se ela fosse a pior das inimigas. Juntemos a isto políticos que cometem falcatruas, certos da impunidade e os negociantes da religião que fazem das igrejas seu negócio lucrativo e teremos uma verdadeira Torre de Babel. Quero, apenas, me alongar um pouco no que se refere às igrejas: através de templos suntuosos e programas de TV eles oferecem um mundo melhor, fazem “ milagres” e prometem a Vida Eterna, enchendo as burras de dinheiro. Levando “na conversa” os incautos que os seguem...
Poderíamos nos estender sobre as aberrações que se tem cometido, mas nossa pretensão não é lhe assustar, leitor. Resumindo tudo isto, quero afirmar que a força mais poderosa que nós temos é o Amor e todas as suas derivações. Assim, quero lhe fazer uma proposta: Vamos tentar melhorar a nossa vida e o nosso meio praticando o Amor sem abrir mão das comodidades, encantos e conquistas sociais que a Modernidade nos deu? Basta, apenas, que alinhemos a ele (o Amor) o bom senso e a vontade de servir ao próximo. Tornando, assim, o próximo cada vez mais próximo.
Vamos tentar, sim, porque, sem ser falso moralista, estou ansioso por dizer: VIREI UM MODERNISTA, FAZER O QUÊ?

 Comente este texto

 

Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: ZeOP (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.