A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

João Victor Vasconcelos de Matos
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Crônica
 
Nascimento
Por: João Victor Vasconcelos de Matos

Poucos prazeres na vida são comparáveis ao nascimento de uma criança. Ou melhor, arrisco-me em dizer que nenhum prazer na vida iguala-se a tal fato. Seja filho, irmão, sobrinho, primo, neto, vizinho (ou qualquer uma dessas opções no gênero feminino), um bebê tem o poder de mexer com uma família inteira. Brigas entre irmãs, desavenças entre cunhados ou simplesmente uma birra de criança, são resolvidos com um simples sorriso de um ser que, na verdade, ainda nem sabe o que está fazendo. É curioso analisar que quando alguma mulher dá a luz, os membros de sua família mobilizam-se rapidamente para conhecer o novo príncipe ou a nova princesa. Há quem compre brinquedos, outros levam roupas, há quem presentei a mãe, outros simplesmente desculpam-se por não levarem nada. Porém todos, certamente todos, do mais rico ao mais pobre, do extrovertido ao tímido, saem infinitamente recompensados ao colocarem a mais jovem vida em seus braços.

Já os bebês, protagonistas do momento, não fazem ideia do está acontecendo. Sair do conforto de onde estavam para desbravar o novo mundo é uma tarefa difícil, perfeitamente compreensível. Escutar sons estranhos, enxergar os primeiros vultos, tatear texturas diferentes são experiências que podem levar ao maior pesadelo de quem o segura: o choro. Rapidamente aparecem médicos e psicólogos amadores que fazem de tudo para descobrir o que está acontecendo. Uns julgam que a criança está com fome, outros argumentam ser sono, há quem queira abafar o choro com chupetas, há quem afirme que o bebê está doente. Todos errados. Mal sabem eles que, na grande maioria das vezes, a única coisa que querem é algo mais simples possível, algo que esse mundo cruel não devia ter-lhe tirado: o colo da mamãe.

 Comente este texto

 

Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: RBFO (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.