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Matheus Oliveira Borges
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Graça, justificação pela fé com obras e tentativa da justificação própria pelas obras sem fé.
Por: Matheus Oliveira Borges

Fui movido a escrever este breve texto sobre a graça, a fé e as obras, pois vejo uma falta de consenso entre os estudiosos da bíblia sagrada. A referência bíblica base para este texto se encontra em Ef. 2:8,9, que diz: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.” Neste pequeno trecho já revela que a salvação é alcançada pela graça como fonte, a fé é o meio e o instrumento, e as obras não têm parte alguma na salvação. Que somos salvos pela graça, não há dúvida, mas as controvérsias surgem quando se põe as obras da lei ou apenas as obras, vistas por alguns como pontos de salvação, para outros como formas de justificação, ou seja, maneira de ser tornado justo. Há uma aparente contradição na bíblia, mas não passa de aparência mesmo, pois os escritos sagrados têm como Autor, Deus e formam um todo sincronizado e harmonioso, não havendo contradições, apenas conhecimentos que precisam ser mais aprofundados a fim de se ter uma compreensão correta do que Deus quer nos comunicar através dos instrumentos humanos (escritores dos livros sagrados). Na carta do apóstolo Paulo aos romanos, é dito: “Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independentemente das obras da lei.” Rm. 3:28. Em Rm. 9:30-33 é registrado o seguinte: “Que diremos, pois? Que os gentios, que não buscavam a justificação, vieram a alcançá-la, todavia, a que decorre da fé; e Israel, que buscava a lei de justiça, não chegou a atingir essa lei. Por quê? Porque não decorreu da fé, e sim como que das obras. Tropeçaram na pedra de tropeço, como está escrito: Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, e aquele que nela crê não será confundido.” Nestas duas últimas passagens bíblicas citadas, nota-se harmonia com o trecho do livro de Efésios, exposto acima, pois confirmam que a justificação é pela fé (meio, instrumento) e não por obras da lei ou não apenas por obras sem a fé em Deus. Porém, há o questionamento sobre justificação pelas obras da lei ou apenas pelas obras, esta última parte será esclarecida logo adiante. O livro de Tiago, na parte que trata de fé e obras, que gera esta celeuma, incompreensão e aparente contradição, como se encontra em Tg. 2:24: “Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente.” Paulo escreve que a justificação é pela fé, sem as obras da lei e Tiago, que a justificação não ocorre apenas pela fé, mas também por obras. Como na bíblia não há contradição, a diferença e chave para o entendimento correto dos textos citados se encontra entre “obras da lei” e “obras” no contexto em que as expressões são usadas. Rm 9:30-33, referido acima, nos traz luz sobre o que são as obras da lei quando trata sobre os judeus e os gentios(não judeus). Os judeus estavam buscando a justificação (tornados justos) apenas pelo cumprimento da lei, mas esta obediência não decorreu da fé em Deus, mas achavam que dependiam apenas das suas obras; os gentios foram justificados pela fé em Deus. Em resumo, querer ser justificado pelas obras da lei é anular a graça de Deus, comentada como única forma de salvação em Ef. 2:8,9, a qual põe de lado Cristo e Sua graça e coloca no centro o homem como agente responsável pela sua salvação, ou seja, a tentativa da justificação própria; já a justificação pelas obras, citada por Tiago, quando escreve sobre o equilíbrio correto entre fé em Deus e obras, que virão naturalmente, não como causa de salvação mas como consequência de um relacionamento com Deus. O mesmo apóstolo Paulo, que ensinou sobre a justificação pela fé e não por obras da lei no livro de romanos, em Gl. 2:21, diz: “Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça é mediante a lei, segue-se que morreu Cristo em vão.” Os judeus buscavam ser justificados pela obediência da lei, mas como o próprio texto explica, a justiça não é através da lei, pois se assim fosse, a morte de Cristo teria se tornado inútil, pois foi justamente pelo fato da lei ter sido violada, que o homem precisou do ministério da reconciliação, obtido através da morte do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, o próprio Cristo, que Se entregou por nós na cruz do calvário. Neste contexto que entra a fé em Deus, pois como a lei foi desobedecida, primeiro no céu por Lúcifer e depois na Terra por Adão e Eva, tentados por ele, caíram em pecado e por consequência necessitou-se de um Salvador, que foi Cristo, não só para o primeiro casal, mas para toda a raça humana pós-queda pelo pecado, porém, aquele que aceitar a graça de Deus por meio da fé em Cristo realizará as obras do Senhor e será salvo. Em resumo, nós somos salvos pela graça (origem, fonte única da salvação), mediante a fé em Deus (meio, instrumento), não por obras. A justificação se opera tanto pela fé em Deus quanto pelas obras que realizamos advindas desta fé genuína e não na tentativa humana de, separado da fé em Deus, buscar a justificação própria, fazendo vã a tão preciosa morte de Cristo, que nos permitiu sermos conciliados com Deus mediante o derramamento do Seu sangue como Cordeiro puro, imaculado a fim de salvar todos aqueles que aceitarem esta preciosa graça. A graça nos é oferecida de graça, ou seja, gratuitamente, porém a um alto custo do sangue de Cristo. Participará do banquete no céu todo aquele que aceitar esta graça, mediante a fé, pois como nos ensina o dito inglês: “Não existe almoço grátis”, assim também será no céu com os salvos, não por existir dinheiro lá, mas a única moeda de valor inestimável estará estampada nas mãos e pés de Cristo, expressa pelas únicas marcas que o pecado deixará de lembrança no céu.

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