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Artigo
 
Deus!... Obrigado e desculpe.
Por: Moisés Dias

Obrigado Deus.
Por esse farol que não abre... Isso quer dizer que estou em uma condução que me leva a algum lugar.
Por esse mendigo que, no farol, me pede um real e eu tenho para dar.
Por me aparecer esse menino que, no farol, faz um monte de artes com o fogo e eu me maravilho e dou a ele alguns trocados e me sinto bem.
Por me fazer parar o carro para a Senhora idosa passar ( atravessar a rua ) e nenhum carro com um motorista maluco, doido, vir e bater em meu carro por decidir fazer uma boa ação.
Por ter em minha casa o que comer e ainda sobrar para o dia seguinte.
Por ter o suficiente para pagar meu aluguel, mesmo que para isso nada sobre para ter regalias e poder ir a um cinema ou qualquer outro lugar com a esposa que amo.
Por me dar esses sapatos que reclamo por estar velhos, mas que, graças a você, Deus, eu tenho como calçá-los enquanto tantos outros sequer têm pés.
Por usar essa calça, essa camiseta cafona, esse cinto arcaico que acredito estar fora de moda. Afinal, eu tenho o que vestir, o que não deixar a calça cair, o que me proteger do frio.. Enquanto tantos outros sequer têm o que comer.
Por tomar uma posição da qual acredito ser correta , em não julgar, entender, aceitar... Mas, respeitar acima de tudo.
Pela natureza, linda, única, maravilhosa, que, sem custo algum nos deste.
Pela chuva, pela seca, pelo mar, lagoas, grutas, filhos, família, pessoas e coisas que fazem o bem sem olhar a quem.
Por todos os animais, plantas, pessoas de bem.
Por toda a tecnologia disponível.
Pelo dinheiro, sem o qual não somos nada ( que horrível e pobre ), mas.. Fazer o quê?
Pelos empregos disponíveis e que logo são ocupados.
Desculpe pelas barragens, pelas matanças da natureza, inclusive animais raros que nos deste gratuitamente.
Desculpe por todas as violências nas e das pessoas, do poder político, nos indefesos, do poder financeiros que manda, mata, horripila, destrói os seres humanos.
Desculpe ainda as creches que maltrataram os pupilos, idosos, carentes, que amamos mas que somos preguiçosos, ruins, ridículos, egoístas.
Desculpe pelos asilos que abrigam toda a experiência de vida. Nossos avós, pais, mães...
Desculpe por sermos tão estúpidos em acreditar que as gerações futuras não merecem nossa resiliência em recuar e deixar um mundo melhor pra eles.
Desculpe pela corrupção generalizada.
Desculpe pelos maus tratos aos índios (defensor ferrenho do que acreditam, e, fala sério, eles sabem de tudo ).
Desculpe pela não valorização dos professores e professoras que tentam abrir nossas mentes e olhos para o que de fato importa nessa vida ( são tão rejeitados politicamente... Jesus. Ajuda aí ).
Desculpe Deus.
Pela intolerância. Pelos insultos. Pelos infortúnios. Por tentarmos sermos diferentes para piores.
Pelos estupros. Pelos conceitos de família que não existem mais.
Pelas contas atrasadas.... Afinal somos assalariados.
Pelas empresas geradoras de empregos, principalmente as micro,que a cada dia, faz a sua parte em contratar um ou vários funcionários.
Pelas crianças que passam de ano sem o mínimo necessário.
Pelos adultos que passam de ano ( pagando ) para ter um diploma.
Enfim meu amigo Deus...
Desculpe por nós fazermos do mundo que nos deste, que com certeza usou tudo o que de melhor havia disponível, um pardieiro, onde nós, ridículos mortais, conseguimos pelas nossa arrogâncias, mostrar que não temos condições técnicas de administrar.
Perdoe-nos. Pela poluição continuada. Pelos bezerros desmamados. Pelos cães abandonados. Pelo animais rejeitados....
Deus? Falando sério...
Perdoe-nos por sermos insignificantes diante de tudo o que deu e ainda deixa disponível sem nada nos cobrar.
Eu sei Deus... Eu sei. Você ainda acredita. Tanto é que a cada ser que nasce, é um sinal que acredita no homem e que ainda pode ser melhorado a cada dia. Mas, desculpe Deus. Aqui, nesse mundinho ridículo. O que existe é cada um por si e você pra todos.
Enfim meu amigo Deus que tanto me ajuda, auxilia, abençoa, protege...
Peço desculpas, perdão por tudo o que você vê por aí. Sexo demasiado. Drogas em excessos. Bebidas aos montes. Famílias desfeitas. Conceitos esquecidos. Ou seja meu amigo Deus... Desculpe, perdoe, se possível, a nossa incapacidade de administrar o que de graça, nos deu.
Enfim amigo fiel e insubstituível...
Perdoe-nos por sermos tão ínfimos perante à você. É O MÁXIMO QUE CONSEGUIMOS SER.

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