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Ensaio
 
Fechar ciclos, fechar portas, encerrar capítulos
Por: Marlene A. Torrigo

É preciso aceitar quando uma etapa da vida termina. Se você insistir em permanecer nela, poderá perder a alegria e o sentido de viver. Chame como quiser: fechar ciclos, fechar portas, encerrar capítulos; o importante é fechá-los e seguir em frente. Não podemos viver o presente pensando no passado e nem ficar o tempo todo nos perguntando: “Porque isso aconteceu comigo”? Não podemos ser crianças ou adolescentes eternamente, nem funcionários de empresas inexistentes ou ter vínculos com pessoas que não gostam de nós.

Os problemas acontecem e devemos deixá-los ir:
Um dia, de repente, um sentimento de nostalgia lhe invade e você se lembra de todo o tempo perdido, os minutos desperdiçados que não voltam mais. Entenda que o tempo é o nosso bem mais valioso; o tempo é vida. É normal lembrar do passado; o que é prejudicial é viver com as feridas emocionais abertas. São elas que nos impedem de caminhar, viver o presente e desfrutar tudo o que temos.

A vertigem emocional:
Acreditar que o passado foi melhor é garantia de sofrimento emocional no presente. Essa crença nos impede “de soltar e deixar ir” e podemos mergulhar num abismo profundo. É assim que surge a vertigem emocional, que nos impede de esquecer o passado, curar nossas feridas e viver o presente.

A limpeza do nosso passado:
Algumas pessoas acreditam que olhar para o passado é perda de tempo; o importante é viver o presente. Dessa forma, as tristezas emocionais do passado vão se acumulando, criando “uma montanha de dor” cada vez maior. Precisamos nos libertar das correntes que nos ferem, para que as feridas não se aprofundem. O que você é hoje é fruto do seu passado, tenha sido ele bom ou ruim. Revisando seu interior você não conseguirá mudar o passado, mas sim entender as partes negativas e não permitir que elas perturbem o seu presente. Isso é muito doloroso, mas abre espaço para o novo.

Cicatrizar as feridas emocionais:
Superar o medo do passado é a única forma de acabar com esse sofrimento. Vale a pena tentar curar as feridas do passado. Livre-se da sua carga e perceba o que o oprime. Imagine que você está soltando um balão; as cordas que o prendem vão se afrouxando, até que ele se solta completamente. Deixe-o ir, enquanto olha para o céu até perdê-lo de vista, sorrindo e sentindo muita paz.

Liberte-se! A perda será muito menos dolorosa do que a dor de apegar-se “ao que já foi e não é mais.”:
Se não traz alegria para sua vida… Solte!
Se não lhe faz feliz… Solte!
Se permanece ao seu lado, mas não acrescenta nada de bom… Solte!
Se procura segurança e assim evita o esforço de desenvolver-se… Solte!
Se não reconhece suas qualidades… Solte!
Se não lhe dá carinho… Solte!
Se não promove o seu sucesso… Solte!
Se diz, mas não faz… Solte!
Se não há um lugar em sua vida para você… Solte!
Se tenta mudar seu jeito de ser… Solte!
Se te amedronta… Solte!
Se são mais desencontros do que acertos… Solte!
Se simplesmente te faz sofrer… Solte!

(Fonte: A Mente é Maravilhosa)

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