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Crônica
 
PROCURA-SE UMA NAMORADA. URGENTE!
Por: Luiz Carlos Morete

PROCURA-SE UMA NAMORADA. URGENTE!




Olhou-se no espelho e concordou com que o seus amigos falavam: cara cheia de espinhas, cabelos alvoroçados, sem trato. Fazia jus ao apelido “sardento fedido”.
Seria caso de abrir um processo por “bullying”? Deixa prá lá!
Daniel estava apavorado! Não tinha ninguém para ir com ele para o baile de formatura.
Olhou-se de novo no espelho... Trocou-se e saiu à rua.
Não demorou muito e encontrou com o Fernando.
- Pois é Fernando. Estou numa sinuca, pois não consegui arrumar alguém que fosse comigo ao baile.
- Carlos, você está mesmo em dificuldades! Mas eu vou te ajudar. Vou conversar com a turma e depois te digo alguma coisa.
Ficou um pouco tranquilo, Mas não podia se descuidar.
Alguns dias depois, Fernando apareceu com a turma.
= Daniel, achamos a solução para o seu caso. Fizemos uma “reunião” de emergência e descobrimos quem pode ir ao baile com você: a Silvia! Lembra-se dela?
- A Sílvia? A gorda?
- Ela mesma,
- Com aqueles dentões, com óculos de fundo de garrafa? A quem vocês tanto insultaram?
- Sim.
- Vocês são meus amigos!
- Vai firme, Daniel!
Desconsolado achou que o jeito seria esse mesmo. Mas fazia muito tempo que não a via. Como será que ela está? Lembrou-se que ainda guardava o telefone dela. Pegou o celular ligou.
- É a Silvia? Aqui é o Daniel.
- Daniel... Daniel
- Nós estudamos juntos.
- Lembrei! O cheio de “espinhas”?
- É. - disse meio chateado
-- De morou para se lembrar de mim, Daniel. Posso perguntar por que agora?
- É que eu não tenho com quem ir ao meu baile de formatura, e queria te convidar!
- Sei. Não tem com quem ir. Vou pensar, mas não posso te dar a resposta pelo celular. Venha até a minha casa e conversaremos. Estou fazendo isso por que você foi o único da classe que não zombou de mim, com brincadeiras sem graça. Me machucou muito.
- Está bem. O endereço é aquele que você deixou comigo?
- Esse mesmo. Vou estar te esperando amanhã à tarde.
Ficou com uma grande curiosidade em vê-la para ver se estava bem.
À noite, no barzinho. Fernando comentou com os outros.
- Fiquei sabendo que o Daniel vai se encontrar com a Silvia. No baile vamos fazer uma surpresa para eles. Vamos todos falar: “olha a gorda! O espinhento fedido!”.
Ficou receoso de tocar a campainha, mas criou coragem e tocou.
- Boa tarde. Edu gostaria de falar com a Silvia.
- Sou eu mesma.
A cara de Daniel foi ao chão. Não é possível.
- Pensou que ia encontrar uma obesa, óculos de fundo de garrafa, mal arrumada? Eu mudei muito, Daniel.
- É que você está diferente!
- Mas foi bom ver você.
- Não vou chamar para você entrar, pois estou com um compromisso marcado. Mas aceito seu convite.
- É sábado às dez horas.
Está bem.
Silvia não deixou de ser a gordinha que era, mas estava mais bonita, mais otimista e gostava mais de si mesma. Era outra pessoa.
Sábado. O grande dia para Daniel, pois se formava em Engenharia e estava orgulhoso de si. Após a colação de grau, veio à festa, que todos esperavam com ansiedade, principalmente Fernando e sua turma.
Os alunos iam sendo chamados e entravam com sua acompanhante para dançar a valsa. Quando Daniel foi chamado o amigo de Daniel ficou agitado. Será que aquela é a Silvia?
Ela estava linda. Vestido longo, vermelho com detalhes em branco, cabelos e maquiagem bem feitos e uma elegância de chamar a atenção.
Daniel estava surpreendido e parece que seu coração parecia queria disparar.
Durante a dança Daniel começou a jogar a conversa,
- Podemos nos encontrar mais vezes?
-Ela respondeu:
- Não Daniel. Daqui a pouco vou lhe mostrar por que.
Ficou curioso.
Acabou a dança e Silvia disse que precisava ir embora.
- Mas não vai ficar para a festa?
- Não posso. Venha que vou lhe mostrar por que.
Ao chegar á fora estava um rapaz a esperar por ela.
- Este é o Marcos, meu namorado. Ele permitiu que eu viesse à sua festa. Meus parabéns, Daniel.
- Mas você não me falou que tinha um namorado!
- |Agora que você vê isso? Nos tempos de colégio você nunca demonstrou interesse por mim, Eu era gorda e feia, não é mesmo? Mas você eu ainda perdoo, pois não zombava de mim. E o Marcos foi a única pessoa que me fez ver a vida de outra maneira. Fez com que eu gostasse mais de mim, como eu sou. Espero que você encontre quem te faça feliz.
- Sinto muito por tudo, Silvia.
- Não tem nada não, Daniel. A vida é assim. Adeus.
Daniel ficou pensativo: “Vale a pena julgar os outros pela aparência?”.
Tinha muito que refletir e saber que toda a pessoa tem sentimentos e respeitá-las é o correto.



13/09/2016 08:50




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