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José Arthur de Oliveira Filho
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JOAQUIM E SEUS MORTOS
Por: José Arthur de Oliveira Filho

JOAQUIM E SEUS MORTOS
- Um Conto de Assombração

Nossa história começou assim:
Todo flagelo, chega de repente
E o Rio Doce não teve piedade

levou toda a família do Joaquim
seu amado pai, Clemente
seu filho, Serafim,
e o irmão, Zé Trindade

Joaquim era um homem bom e puro
Via seus trespassados em todo lugar
Por isso tinha horror ao escuro
E estava sempre a rezar

Naquela tarde de breu,
Joaquim andava cismado,
Depois de cuidar da horta
E do porquinho Camafeu
Correu pra casa, assustado,
Chegou a trombar na porta

com os olhos arregalados,
as botas sujas de lama
Mal se benzeu,
do banho foi pra cama

Saldou-me com poucas palavras,
Sem mesmo olhar pra mim
Foi aí que ouviu-se um estalo
e um grito do Joaquim

Um raio caiu ali perto
desligando a nossa luz
A escuridão assombrou o lugar
E então ouvi, baixinho,
a voz do nosso Joaquim
Percebi que estava a rezar

E ele dizia assim:
“Sinhô do Céu, amado Jesus”
“me iscuta, se faz o favor”
“Aqui quem fala é o Joaquim”
“Ajueiado na iscuridão”
“Pedindo duas coisa prá mim”
“Força pra carregá essa dor”
“E luz pro meu barracão”

“Assinados, eu, Joaquim”
“meu pai, meu filho e meu irmão”

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