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Artigo
 
Jesus Cristo: O fundador da maior religião do mundo
Por: Marlene A. Torrigo

Por esses dias eu pretendia escrever um texto sobre Jesus Cristo, mas um texto não religioso, isto sim, um texto que o colocasse dentro da Historia da Humanidade. De fato o Jesus histórico quase inexiste. Tudo o que sabemos sobre o filho de Maria e José, está condicionado nos Evangelhos. Como achei o texto abaixo, com Jesus encabeçando as dez pessoas que mudaram o mundo, e o que seria da humanidade sem elas, bem fiel ao que eu eu tinha em mente escrever sobre Jesus, estudando a sua trajetória de vida real, publico-o aqui.

“CURRÍCULO
Nome: Jeshua ben Joseph
Nascimento: cerca de 7 a 4 a.C., Nazaré, Galileia
Morte: c. 30-36, Jerusalém
Ocupação: Aprendiz de carpinteiro, profeta, mártir, fundador do cristianismo

Jesus Cristo: O fundador da maior religião do mundo e de boa parte da história ocidental

De certa forma, nenhum outro personagem desta lista (das dez pessoas que mudaram o mundo) existiria sem ele. É quase impossível imaginar a história do mundo ocidental sem Jesus Cristo, com séculos de pensamento dedicados a conciliar a filosofia e hábitos pagãos com o monoteísmo importado da Judeia. "Seus seguidores continuam a ser os mais numerosos no mundo, o calendário é baseado nele e constitui o elo entre o judaísmo e o helenismo", afirma o historiador e arqueólogo Pedro Paulo Funari, da Unicamp. Ainda que a civilização cristã raramente tenha conseguido viver pelas palavras de Jesus de amar ao próximo, não julgar para não ser julgado e dar a outra face, a Igreja fundada em seu nome é absolutamente central na História do Ocidente. Tanto que o calendário se divide em antes e depois de Cristo.
Países como Alemanha, França e Espanha só existem porque reis bárbaros se converteram ao cristianismo e ganharam legitimidade após a queda do Império Romano. As Cruzadas introduziram o gosto por especiarias aos europeus, e isso é tanto a origem das Grandes Navegações, na Península Ibérica, quanto do capitalismo que bancou a Renascença, na Itália. Foi a Igreja que fundou as primeiras universidades, e dela saíram vários pensadores que retomaram a filosofia clássica, como Santo Agostinho, Roger Bacon e São Tomás de Aquino. A Reforma Protestante comandada pelo alemão Martinho Lutero liberou o homem para acumular riqueza sem culpa, uma das causas da Revolução Industrial. É um assunto controverso, mas vários pensadores, como o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, relacionaram o cristianismo aos ideais igualitários modernos da democracia e do socialismo.

O personagem mais importante para a história do Ocidente é aquele sobre o qual menos se sabe. Nem uma linha foi escrita sobre Jesus enquanto ele viveu. Autores não cristãos que trataram dele, Tácito e Flávio Josefo, só apareceram décadas após sua morte - e suspeita-se que monges medievais piratearam trechos sobre Jesus nos originais. Quase 2 mil anos depois, a maior fonte sobre sua vida continuam a ser os Evangelhos, que não são livros de História, mas de pregação religiosa.

A busca pelo Jesus histórico é limitada. Pesquisadores costumam comparar os Evangelhos com fatos conhecidos de seu tempo. Por exemplo, como não existe nenhum registro de um censo na Judeia na época de seu nascimento, a maioria dos historiadores acredita que ele nasceu mesmo em Nazaré, não em Belém (fato usado para identificá-lo à estirpe do rei Davi), e isso foi no máximo em 4 a.C., no fim do reino de Herodes, o Grande. Portanto, nosso calendário carrega um erro de cálculo.

Mas alguns fatos bíblicos são amplamente aceitos: Jesus existiu, foi batizado por João Batista e crucificado por Pôncio Pilatos, após um incidente no Templo de Jerusalém. E a religião que fundou já havia chegado à capital do Império Romano no reino de Nero (54-68), décadas depois de sua morte. O que quer que Jesus tenha dito ou feito em vida, o cristianismo não existiria apenas com ele. Paulo de Tarso, que nunca o encontrou em pessoa (teve uma visão), foi quem abriu a religião a todos.
A conversão do imperador Constantino, em 312, tornou o cristianismo a maior religião do mundo, com 2,2 bilhões de fiéis hoje.

O mundo sem ele:
Sem Jesus Cristo e o cristianismo, não haveria uma Igreja unificada e forte para preservar o pensamento e conhecimento da Antiguidade durante a Idade Média, nem para avalizar autoridade a imperadores como Carlos Magno (742-814), que começou a impor ordem à Europa. O mundo "ocidental" seria mais voltado ao Oriente, no que restou do Império Romano, da Grécia ao Norte da África. Sem cristãos não haveria o Islã. Maomé derivou um conteúdo considerável de sua doutrina do cristianismo. Jesus era um dos profetas maiores. Em uma Europa bárbara não haveria Renascença, Grandes Navegações ou Revolução Industrial. Talvez outra civilização fosse dominante, como os persas ou indianos. A tecnologia estaria alguns séculos atrasada.”

(Fonte: guia do estudante)

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