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João Victor Vasconcelos de Matos
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Poema
 
À meia-noite
Por: João Victor Vasconcelos de Matos

Já passa da meia noite
A rosa desabrochou
O galo ainda não cantou
Estamos naquele intervalo angustiante
Para uns, o choro não dura até a manhã
Para outros, o amanhã nada é além da continuação do hoje
Nada muda
Tudo permanece, continua
Usamos verbos de ligação para representar o mesmo estado
Em um estado emocional em que as ligações são fracas
Complicadas o suficiente para fazer o português parecer fácil
Rasas ao ponto de fazer acordar com o primeiro canto da granja
Hora de levantar
Um novo dia começa
Ou simplesmente mais um dia

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