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Crônica
 
Ódio: o cancro-mor da humanidade
Por: Marlene A. Torrigo

"Com a vingança, o homem iguala-se ao inimigo. Sem ela, supera-o." (Francis Bacon)

Possuímos instintos primitivos, assim, muitas vezes somos compelidos a ter sentimentos daninhos e um deles é a vingança. Vingar-nos de que nos traiu, de quem nos lesou, de quem nos maltratou. Sim, vingar-nos! Será esse o primeiro pensamento da nossa mente afrontada, contudo, há algo de muito triste na vingança,a perda da serenidade do coração.
Uma pessoa com o abalizado propósito de vingança, não se aquieta enquanto não assiste a derrocada da outra ou perde momentos importantes da sua vida arquitetando uma retaliação pessoal. “Ah, você me paga! Eu vou acabar com você!” Delirante assim, essa pessoa já não dorme e nem se alimenta direito, vivendo em estado de intensa euforia mental prejudicial à sua própria saúde. Fatalmente adoecerá, e eis que colocará a culpa dos seus males no alvo da sua vingança.
O desejo de revanche é um mal terrível. Sentimento vingativo é normal senti-lo, mas torna-se insanidade quando revidamos a toda maldade que nos cerca. Sim, não é nada fácil lidarmos com pessoas que parecem existir apenas para perpetrar o mal, que parecem trazer uma pedra no peito e não um coração. Assim, batalhamos no dia a dia com a índole do mal dos que lesam, difamam, traem, ferem, alimentando-se tão somente de maldade.
Antes ignorar do que vingar-se. “Ah, deixa pra lá! Vou ignorar; é o melhor que faço.” Sim, é isso, ignorar! Essa e a palavra mágica. É o melhor caminho para não deixar que o ódio nos domine. Ignorar! Socorrer-nos na fé, abraçarmos as pessoas que nos querem bem, florir o nosso espírito com o glamour exuberante de uma primavera, sorrir de montão, não permitindo que a índole da maldade avilte os cálidos acordes da nossa alma.
Ora, vamos lá, somos humanos! Como humanos raciocinamos. Assim impeçamos que emoções e sentimentos bizarros infernizem a nossa vida.Pensamentos bons representam mansidão de espírito.
Não dá para impedirmos os grandes confrontos da humanidade, resultantes do primitivismo que há no homem, mas podemos nos fazer menos imperfeitos. Quanto mais humanos, mais felizes haveremos de ser. Desejemos o bem a todos. Desejemos que todos usufruam de felicidade muita, de coração. Porque assim, desejando o bem, far-nos-emos melhores, abolindo em nós o sentimento bárbaro do desagravo.
Atos de vingança é ódio. Ódio é o cancro-mor da humanidade. Ou expulsemos do coração toda odiosidade ou chafurdemos no submundo nebuloso das negras paixões.

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