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Crônica
 
Se o sol nasce para todos...
Por: Marlene A. Torrigo

“Todos os seres humanos do planeta poderiam ser facilmente atendidos em suas carências materiais em relação a alimento, água, abrigo, roupas e confortos básicos, não fosse pelo desequilíbrio de recursos criado pela necessidade insana e voraz de querer sempre mais, a ganância do ego.” (Eckhart Tolle)

Diz um ditado popular que a vida é dura para quem é mole. E há quem diga que pobreza derive de ignorância e que portas se abrem para todos, bastando procurar as entradas certas. Sim, mas, absurdas discrepâncias sociais deixam claro que a grande massa populacional do mundo encontra muitas portas fechadas. Se o sol nasce para todos, entre todos há uma minoria que não permite que o sol brilhe demasiado para a maioria. Tal minoria é constituída de ratazanas palacianas que vivem faustosamente à custa de falcatruas. Homens, que por quaisquer lugares que seus olhos foquem estão sempre ávidos por ouro, não importa se para tanto crucifiquem os menos favorecidos, não importa que roubem o pão e o leite das criancinhas. Jamais interagirão com dignidade, irmanados ao bem e ao belo. Para muitos deles, humilhar os que estão sobre o seu jugo e os que não podem se defender das cruezas da vida está no topo de suas prioridades diárias.
Pondera-se que nem todos nasçam para serem intelectuais, que nem todos busquem ou sonhem com riqueza. Obviamente, precisamos de entendidos em todas as áreas de estudo, contudo, há de se ter semeadores. Acaba sendo o homem do campo - com seu pouco estudo, não se deixando levar pela cupidez de um ego majestoso - tão valioso quanto um doutor. Há sempre aquele que escolha levar uma vida pacata. Um pedacinho de terra, um emprego digno e dê-se a isso o nome de felicidade, sem sonhos tormentórios de grandeza.
A difícil arte de viver, de sobreviver, cria os desafortunados, presas fáceis de predadores sociais, de intermediários gananciosos. Não será de hoje que sabemos que pobreza extrema deriva da má distribuição de renda no mundo capitalista. Podemos citar como exemplo os altos salários das ditas “celebridades”. Gente do show business ganha uma soma fenomenal, sendo que se as analisarmos bem elas não possuem talento tão fenomenal assim. Possuem? Trata-se, isto sim, de afortunados que ganham rios de dinheiro. Por detrás do espetáculo que nos apresentam há toda uma produção articuladora e experiente em seduzir e ludibriar a nossa percepção. Tudo bem, artistas merecem ser bem pagos por proporcionar alegria ao povo, por se exporem, mas precisa um ator, uma atriz, chegar ao ponto de ganhar a bagatela de 10, 20, 50 milhões de dólares para atuar em um único filme, enquanto em muitos pontos da terra pessoas sofrem as agruras da fome propriamente dita, situação que remonta de décadas? No Brasil, o salário de um médico do SUS não chega a 1% de milhão. E ele precisa trabalhar em dois, três, quatro empregos, se quiser posar da confortabilidade de classe rica e feliz.
Vale sempre lembrar: no mundo, homens e mulheres de bom coração levados pelos mais nobres sentimentos, pessoas essas destituídas de arrogância e soberba na arte de viver, como Jesus Cristo, Francisco de Assis, Sidarta Gautama, Madre Teresa, Mahatma Ghandi, Chico Mendes, Zilda Arns, são alguns exemplos de pessoas excelsas que vieram ao mundo tão somente para alargar sorrisos, minimizar as dores e ensinar o verdadeiro sentido da vida e do amor. Em meio às grandes massas também existem anjos anônimos que levados por benesses do amor auxiliam outrens como podem, aplacando os estragos físicos e mentais da população sofrida, originados pelo ego dos Cains da vida. Há que se investir mais no amor à vida e na sublimidade das ações e reações humanas. Creiamos sim, que as gerações vindouras conseguirão viver num mundo onde - afora as doenças e os desastres naturais que tanto sofrimento causam à frágil e indefesa humanidade - possam ser e viver felizes de verdade.

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