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Operação Lava Jato: A culpa é do Cabral
Por: Morena

Com tanta gente envolvida, pergunta-se: Quem não é integrante da mega-corrupção brasileira? A culpa e do Cabral. Não do Cabral atual, mas do Cabral de 1500 d.C., aquele um que errou o caminho para as Índias.

“A Operação Lava Jato é um conjunto de investigações em andamento pela Polícia Federal do Brasil, cumprindo mais de mil mandados de busca e apreensão, de prisão temporária, de prisão preventiva e de condução coercitiva, visando apurar um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou de 10 a 20 bilhões de reais em propina. Iniciada em 17 de março de 2014, a operação contava até fevereiro de 2016 com trinta e oito fases operacionais, durante as quais mais de 100 pessoas haviam sido presas e condenadas. A Operação investiga crimes de corrupção ativa e passiva, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, organização criminosa, obstrução da justiça, operação fraudulenta de câmbio e recebimento de vantagem indevida. De acordo com investigações e delações premiadas recebidas pela força-tarefa da Operação Lava Jato, estão envolvidos membros administrativos da empresa estatal petrolífera Petrobras, políticos dos maiores partidos do Brasil, incluindo presidentes da Câmara e do Senado e governadores de estados, além de empresários de grandes empresas brasileiras.
A origem do nome da operação deve-se ao uso de uma rede de lavanderias e postos de combustíveis em Curitiba para movimentar valores de origem ilícita, investigada na primeira fase da operação, na qual o doleiroAlberto Youssef foi preso. Através de Youssef, constatou-se sua ligação com Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, preso preventivamente na segunda fase. Seguindo essa linha de investigação, prendeu-se Nestor Cerveró em 2015, que depois delatou outros. Em junho, a operação atingiu grandes empreiteiras brasileiras, como a Andrade Gutierrez e Odebrecht, cujos respectivos presidentes foram presos; posteriormente, muitas outras empresas de ramos diversos seriam investigadas. Da ligação política, José Dirceu, já condenado em 2013 pelo seu envolvimento no Mensalão, foi preso novamente em agosto, e o publicitário João Santana seria investigado em fevereiro de 2016, enquanto, em março, a condução coercitiva do ex-presidente Lula para depor à Polícia Federal em São Paulo repercutiu na imprensa internacional. No mesmo mês, a Operação Lava Jato realizou sua primeira operação internacional, em parceria com a Polícia Judiciária portuguesa. O ex-tesoureiro do Partido Progressista, João Cláudio Genu, foi preso em maio. Dois ex-ministros da Fazenda foram presos em setembro, Guido Mantega e Antonio Palocci, aquele liberado logo depois. O primeiro membro eleito do executivo a ser preso foi o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral em novembro; no mês seguinte, foi a vez de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara de Deputados. Em janeiro de 2017, o empresário Eike Batista foi preso, e posteriormente, em março de 2017, o ex-gerente da Petrobras Roberto Gonçalves foi preso ao movimentar recursos ilícitos da Suíça para China e Bahamas. Em abril de 2017, a justiça bloqueou 470 milhões de reais do Partido Progressista (PP) e políticos da legenda, em uma ação que pede ressarcimento do partido de 2,3 bilhões de reais. A operação continua ativa.
Ao final de dezembro de 2016, a Operação Lava Jato obteve um acordo de leniência com a empreiteira Odebrecht, que proporcionou o maior ressarcimento da história mundial. O acordo previu o depoimento de 78 executivos da empreiteira, que gerou 83 inquéritos no STF, e de que o ministro do tribunal Edson Fachin retirou o sigilo em abril de 2017. Em 2017, peritos da Polícia Federal levantaram que as operações financeiras investigadas na Operação Lava Jato somaram 8 trilhões de reais. A Polícia Federal considera-a a maior investigação de corrupção da história do país.
A Operação Lava Jato descobriu um quadro de corrupção sistêmica no Brasil e atingiu ricos e poderosos. É uma grande operação, em que cada fio da meada puxado tem desdobramentos imprevisíveis. A fase batizada de Catilinárias, cujo alvo foram Eduardo Cunha e outros políticos, refere-se a um discurso de Cicero no Senado romano para entender a situação do Brasil: "Até quando abusarás da nossa paciência? Por quanto tempo a tua loucura há de zombar de nós? A que extremos se há de precipitar a tua desenfreada audácia? (...) Não te dás contas de que teus planos foram descobertos?"
Espera-se a resposta por meio do fortalecimento das instituições.”

https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Lava_Jato

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