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Artigo
 
Saudades de brincar
Por: Haroldo Pereira Barboza

Saudades de brincar com amigos vivos

Sem dúvida alguma, a maneira de formarmos um bom cidadão é integrá-lo à sociedade desde pequeno. A partir do instante em que ele começa a entender a comunicação com seus pais, irmãos e avós, ele nos avisa que podemos iniciar a orientação de boa conduta através de gestos suaves, voz baixa e repetição diária de atitudes exemplares para que a criança em formação perceba que tais procedimentos produzem uma convivência agradável e lucrativa para ele e os que o cercam.

Quando ele começar a conhecer seus primeiros amigos além dos caseiros (primos, vizinhos, colegas de escola, clube) certamente não vai discutir procedimentos políticos e sociais nas áreas que nos afetam diariamente na comunidade. O objetivo principal dele é brincar. Feliz daqueles que possuem esta oportunidade na infância. Sem a necessidade de equipamentos caros para que a atividade recreativa se desenvolva com sucesso. Com 2 palitos de sorvetes, dois copos plásticos de café, um pote de sorvete vazio, uma garrafa pet, um pedaço de espuma, uma caixa de sapatos e uma caneta eles preenchem o dia com dezenas de atividades sem normas para segura-los. Tendo um companheiro para trocarem “criatividade”, melhor ainda.

Se neste período houver a oportunidade de se contar com uma (ou mais) pessoa que possa conduzir um processo recreativo lúdico, aliando esta experiência adulta com a receptividade infantil, não será difícil (claro que tem de reduzir o uso do smart na semana) elaborar diversas atividades prazerosas para eles carregadas de mensagens orientadas para que eles internalizem o respeito, a disciplina, a segurança, a aceitação das diferenças pessoais, a percepção dos sentidos, a boa comunicação, a solidariedade, a amizade coletiva (que vem sendo reduzida com o aumento de crianças que passam o dia no quarto brincando com “amigos” conhecidos através da tela do micro) e o aperfeiçoamento da criatividade que lhes sobra. Fora outros atributos humanos de igual quilate e aqui não mencionados agora.

Os adultos devem perceber que o fato da criança desejar brincar o dia todo pode ser usado como ferramenta importante na formação do cidadão até seus 8 ou 10 anos. Ela pode ser convidada a “brincar” de arrumar o quarto (e outras partes da casa), montar a mesa para o almoço, secar louça (que não quebre), ensacar a roupa a ser lavada, de estudar, de preservar a natureza, de votar e efetuar compras. Ela deve brincar em casa, na escola, no play e outros locais adequados (a segurança física é o primeiro item a ser considerado). Podemos até brincar de ficar quieto (um ioga adaptado).

Tal teoria que aqui lanço para polemizar, certamente pode deixar de ser um tratado enfadonho para se transformar num importante resumo produtivo em função das dezenas de “fórmulas” que cada leitor terá para aprimorar esta proposta.

O fato é que se desejamos formar uma pessoa consciente para trilhar um futuro com menos percalços, devemos investir no ato de “brincar” com nossos herdeiros. Devemos elaborar uma tabela equilibrada das atividades dos pequeninos (na presença deles). Duas horas a menos na frente do micro em troca de atividades coletivas (4 a 10 crianças – sempre que possível com um orientador) certamente produzirão um resgate de atitudes que já estão nos dando saudades.

Vamos trocar os “amigos” (?) eletrônicos pelos que sem saber, nos ensinam a compreender (um pouco) a natureza humana e nos ajudam a aprimorar nosso caráter.

Haroldo P. Barboza – Vila Isabel / RJ - jan/2013
Autor dos livros: Brinque e cresça feliz / Sinuca de bico na cuca.

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