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Crônica
 
Sobre heróis
Por: Marlene A. Torrigo

Com tantos políticos e seus asseclas traindo e surrupiando, com tanta desordem política e corrupção levando o Brasil ao fundo do poço da vergonha mundial, vale lembrarmos os nossos grandes heróis pátrios, homens e mulheres incorruptíveis. Atualmente, arcamos com severos tributos - e os aumentam cada vez mais – diminuindo sobremodo os nossos direitos sociais. Diante de tanto canalhismo das classes dominantes no Brasil, lembremo-nos sempre daqueles que não hesitaram em fazer o bem sem escolher a quem. Grandes nomes, grandes homens!

José Joaquim da Silva Xavier, o Tiradentes, líder da Inconfidência Mineira, dispensa grandes apresentações. Portugal exigia dos brasileiros o quinto de todo ouro extraído em terras brasileiras. Quando não atingiam esse montante, tropas portuguesas brutalmente invadiam-lhes as propriedades e surrupiavam pertences para completar o valor devido à Coroa. Tiradentes sonhava com a República, mas foi traído por Joaquim Silvério dos Reis, que delatou o movimento em troca do perdão de suas dívidas com a Coroa. A Inconfidência não vingou, mas, tornou-se o marco de luta pela independência brasileira, conquistada 100 anos depois.

Princesa Isabel, ela sancionou a Lei do Ventre Livre, tornando livres todos os filhos de escravos nascidos a partir de 28 de setembro de 1871. Em 13 de maio de 1888, mesmo ganhando antipatia política, a princesa promulgou a Lei Áurea, que dizia: "A partir desta data ficam libertos todos os escravos do Brasil". Ela foi também primeira senadora e primeira mulher a reconhecer e defender os direitos do trabalhador brasileiro.

Nise da Silveira, médica e psiquiatra, bacharelou-se à sua época em uma área dominada por homens. Especializou-se em comportamento humano e o tratamento de patologias psíquicas. Desprovida de vaidades e ambições, ojerizada pelos colegas médicos, ela revolucionou a maneira de tratar os doentes mentais, estimulando-os à terapia ocupacional, utilizando técnicas artísticas, pintura e desenho. Foi pioneira nas relações emocionais entre pacientes e animais. Horrorizada com o eletrochoque e a lobotomia, defendeu o fim de tratamentos tradicionais. Denunciada por ter em sua biblioteca livros considerados subversivos, foi encarcerada por um ano. No presídio conheceu o escritor Graciliano Ramos, também preso político.

Oswaldo Cruz, médico, cientista, bacteriologista, epidemiologista e sanitarista brasileiro, ele foi pioneiro no estudo das moléstias tropicais e da medicina experimental no Brasil. Combateu os surtos epidêmicos da peste bubônica, varíola e febre amarela, mesmo tendo que enfrentar fanáticos e ignorantes revoltados quanto às suas severas medidas sanitaristas em cidades brasileiras.

Ana Neri, ela foi a pioneira de enfermagem no Brasil. Apesar de lidar com as péssimas condições de trabalho, pouca higiene, falta de materiais e excesso de doentes, ela chamou a atenção por sua dedicação ao trabalho e amor aos doentes, bem diferente da maioria dos enfermeiros e enfermeiras atuais que, ostentando suas jóias, prezam em trabalhar no macio à pôr a “mão na massa”, porque é assim que lhos ensinam as faculdades de Enfermagem.

Ivo Pitangui, o renomado cirurgião-plástico, professor e escritor, não hesitou em socorrer e tratar durante anos, gratuitamente, inúmeras vítimas queimadas no incêndio do Gran Circus Norte Americano, ocorrido em 1961, que matou cerca de 500 pessoas, das quais 70% eram crianças.

Chico Mendes, seringueiro, sindicalista, ativista político e ambientalista brasileiro que pagou com a vida o seu idealismo de preservação da Amazônia. Tornou-se ele uma ameaça para latifundiários ambiciosos e inescrupulosos. Quase 30 anos após sua morte, assassinado que foi por dois fazendeiros, ele é lembrado pelo legado que deixou contra o desmatamento da floresta.

Doroty Stang – missionária norte-americana, mas brasileira de coração – foi uma ambientalista que, com tenacidade, defendeu a Floresta Amazônica, e ao lado de povos nativos, camponeses, agricultores e índios, defendeu-lhes a terra. Unida a movimentos sociais para impedir o desmatamento na Amazônia, ela foi igualmente assassinada a mando de um fazendeiro.

Os mencionados acima são apenas alguns dos nossos aclamados e reconhecidos grandes heróis. Temos também, mesmo atuando subjugados pelos Golias da Nação, os nossos grandes pequenos heróis anônimos, aqueles que zelam carinhosamente para conservação da fauna e flora. Se de um lado a balança da vida oscila para o MAL, do outro lado as forças do BEM, nascidas no coração, equilibram-na. Ainda bem!

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