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Crônica
 
Do Pica-pau ao Avatar
Por: Marlene A. Torrigo

Influenciados pelo rock, pelo cinema e televisão e pelos acenos de paz mundial, a tão proclamada juventude transviada dos anos 50, com seus modismos rebeldes, foi sofrendo modificações, sempre dominada pela influência do som da guitarra. Evidentemente muita coisa mudou. De lá para cá são décadas de intensa revolução industrial, tecnológica e cultural. Os jovens, Velha e Jovem Guarda, tornaram-se remanescentes pós-guerras, sendo agora pessoas agrisalhadas que tecem considerações sobre os jovens d’agora.
Se a música foi responsável pelos arroubos desenfreados dos jovens do passado, hoje essa responsabilidade cabe sobremodo à tecnologia, tão necessária quanto infernal. Deveras que a mídia virtual coopera para tanto desajuste mental em crianças e adolescentes, causando corrosão em seus valores morais.
Meses atrás, assistindo um programa televisivo a fim de estudo, tive que mudar o nome do entretenimento para Big Bordel. Não se trata de puritanismo, isto sim, espanto. Sabia-se que àquele momento milhares de crianças e jovens assistiam as cenas de feio conteúdo erótico. Muitos dirão: A culpa é dos pais que não obrigam os filhos a dormirem cedo ou não os proíbem de assistir televisão em horário impróprio. Contudo, numa sociedade altamente consumista, onde crianças na primeira idade têm acesso à parafernália eletrônica em seus quartos, o hábito d’elas nanarem cedo já era.
Obviamente a sociedade ajuda na fabricação de mentes deturpadas. Critica-se o assédio moral e violência das animações virtuais de hoje, mas isso vem tomando força-mor desde os primeiros desenhos animados. Preste-se atenção, como exemplo, nos desenhos do Coiote e Bip-Bip, Tom e Jerry, Frajola e Piu-Piu, Pato Donald e Peninha, entre outros. Tudo era regado à pura pancadaria. Dos antigos filmes de faroeste, onde a bala corria solta, o cinema esmerou-se em cenas violentíssimas. Nos jogos virtuais, haja matança!
Os neurotransmissores em formação captam violência e saem por aí metralhando violência. Ainda temos o bombardeio químico dos alimentos. Também, estudos recentes revelam que excesso de chumbo em jovens os torna violentos.
A incitação à violência nasceu nos primórdios. Se primatas surgiram estalando chibatas, podemos dizer que os primatas modernos não são menos cruéis. Resplandecemo-nos em seres modernos, densamente cultos por uma enxurrada de informações, prósperos de parafernália eletrônica, mas turrões tanto quanto os nossos irmãos primatas. Quase tudo que poderia ser usado para sermos tão somente felizes é usado para aliciar-nos, até mesmo a religião. O meio em seu todo sofre com a degradação imposta e sofre o homem o efeito bumerangue das infâmias da vida. Falta bom senso, sobeja ignorância.
Mas, à bem dos prós e contras, havemos de desejar às próximas gerações os nossos sinceros votos de juízo, honradez, felicidade... E muita música!

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