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Crônica
 
DESCRENÇA NO JUDICIÁRIO
Por: Suely Braga


DESCRENÇA NO JUDICIÁRIO
SUELY BRAGA
O Brasil é o país que mais tem leis, mas estas leis ficam no papel e não são cumpridas e a própria Constituição Cidadã de 1888 está sendo retalhada. A justiça não é igual para todos. É muito difícil fazer justiça numa sociedade de classes, em que o poder de renda e a riqueza se distribuem de forma absurdamente desigual. Os “todos iguais perante a lei” é mera retórica numa sociedade burguesa onde existe o “foro privilegiado”. No Brasil a população carcerária é composta em sua maioria de pobres e negros. Vivem em condições sub-humanas e são vítimas de brutal violência.
A justiça tem que respeitar certas regras e limites.
Respeito à soberania do povo expressa através do voto popular. Defesa intransigente das garantias constitucionais, dos direitos dos cidadãos. Um magistrado tem que ter postura discreta, distante dos holofotes e da mídia e não ter adesão ou filiação em nenhum partido político.
O judiciário brasileiro é exatamente o oposto disso. Caro,
ineficiente, conservador se coloca acima da lei. Seus quadros são oriundos das classes abastadas, negros e mulheres são minoria.
Sem nenhum pudor os juízes aumentaram seus rendimentos, criando vantagens como o absurdo auxílio-moradia e outros penduricalhos imorais, que resultaram em remunerações muito acima do teto constitucional.
A degringolação total do judiciário brasileiro começou em meados da década passada com o início da ação penal 470. Nos últimos três anos o Supremo perdeu totalmente a credibilidade. Gilmar Mendes é a própria figura do anti-magistrado: autoritário, grosseiro, parcial, atuante no quadro político.
Os ministros não tem limites, nem obedecem regras, pedem vistas, dormem em cima dos processos por meses e anos para proteger interesses nada republicanos.
O Ministério Público foi um dos pilares do golpe de 2016 para o afastamento da Presidenta.
O processo de centralização da justiça culminou com sua partidarização. O Judiciário que muitas vezes usurpa sua função constitucional está no epicentro da crise institucional que assola o país.
O Brasil vive o mais humilhante e vergonhoso momento de sua história. Comandado por um presidente golpista, corrupto, detestado pela população e escrachado pela imprensa internacional e um Congresso que é o covil da corrupção. O STF persegue uns sem provas concretas e deixa soltos os mais envolvidos na corrupção.
Osório, 08/08/2017.

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