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Sátira
 
Misericórdia!
Por: Morena

Os anjinhos de casa pensam que tudo o que é de mãe/avó é de todo mundo. Como eu não gosto de celular e demoro dias para usá-lo por cinco minutos, encontrei sessenta contatos no meu WhatsApp, de gente que desconheço contra apenas dez contatos meus. Aborrecida, bloqueei todos os sessenta. Isso me tomou um tempo precioso por não conseguir excluir todos de uma vez. Até parece que meu tempo é para ser gasto com coisas desinteressantes.
Sempre deixo claro para os mãos-leves que o celular é meu! Eu não o uso, mas é meu, certíssimo? Não é para ninguém pegar. Mas pareço me expressar numa língua que nem eu entendo.
Pretendi excluir os desconhecidos, mas não conseguia. Só conseguia bloquear. Fucei, fucei, fucei, até que aprendi a excluir. Isso me tomou outro punhado de tempo precioso. Morena, a expert em tecnologia!
Por que eu não tenho empatia com celular? Porque, por volta de 1900 e bolinhas - quando o celular tinha apenas como funções a telefonia e o rádio - adquiri um para “monitorar" a família, posto que trabalhasse a noite. Traumatizei-me tanto durante os plantões noturnos com o celular trazendo-me notícias devastadoras que... Deixa para lá!
Alguém também pode se perguntar por que teimo em ter celular se não gosto do bicho. Bem, problema meu!
Que tem mulher faladeira demais, ah, tem de montão! E com a epidemia de celulares tem aquelas que conseguem falar no celular o tempo de uma eternidade inteirinha. Uma dessas perto de mim... Deus me livre! Minhas colegas de trabalho, misericórdia! Celular para elas é tão necessário quanto o ar que respiram.
A minha família reclama que eu saio sem celular e não sabe onde estou. Mas eu sei onde eu estou, certíssimo de novo? Eu não sofro de amnésia. A família acha que se me acontecer alguma coisa não saberão como me encontrar. Ora, se me acontecer alguma coisa... Notícia ruim chega num rastilho de pólvora, igualzinho no celular. E como é bom passear livre leve e solta sem carregar celular! Nada de ouvir ruídos inconvenientes vindos de dentro da minha bolsa, nada de receber notícias ruins, nada de correr desembestada para casa a fim de hospitalizar as formigas e enterrar as baratas. Beleza!


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