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Poesia
 
SEM DESTINATÁRIO
Por: ROSANGELA MALUF


era amor de fim do dia
amor de final de tarde
de seis horas, um pouco mais
com clarões de por do sol
tons vermelhos de arrebol
luzes de aurora boreal

era um amor sem mistério
sem palavras, sem andanças
um amor de quase noite
sem saudades, sem lembranças

amor que não fere mais
não alegra, nem atiça
amor sempre tão igual
amor de dar preguiça
sem paixão, desanimado
de tão sereno, angelical

um amor de quase noite
temendo a escuridão
um céu sem lua cheia
sem ondas molhando a areia
um amor sem metas, metades
amor de contemplação

era assim quase mentira
um amor de pedacinhos
amor de quase- nada
juntado em retalhinhos
um monte de tiras em cores
trapinhos do que já fora
nada lembrando o namoro
o fogo, tempero, amores

amor que se foi com o tempo
(e o tempo não volta atrás)
e o amor se foi de tardinha
como um barquinho, solto
no cais!

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