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Crônica
 
Ceia de Natal entre a nobreza
Por: Marlene A. Torrigo

Chegamos ao evento a que fomos convidados, eu e o Ale, meu filho, às oito horas da noite do dia 22 de dezembro de 2017, realizado no amplo salão localizado na maior praça da minha cidade. Os nobres convivas foram chegando, apresentando-se humildes, pegando educadamente um lugar à mesa.
Um deles me perguntou se já poderia servir-se do rico banquete. Disse-lhe: Claro, claro, sirva-se à vontade! Coma como um rei. Ele me olhou feliz e soltou-se num belo sorriso, agradecido, fazendo-me mesuras:- Obrigado senhora!
Meu filho sentou-se entre os nobres enquanto eu permanecia em pé tirando fotos. Que festança! Quanta gente feliz! O jantar magistral foi coordenado por um jovem altruísta muito conhecido no município, que aliado a outras pessoas levariam pratos prontos e bebidas que resultaram em metros de mesas repletas de gostosuras natalinas fazendo a felicidade dos nobres convidados. Serviram-se eles à vontade, com muito júbilo e contentamento. Havia muitas crianças. Que maravilha tantas guloseimas!
Quem eram os nobres convidados? Eram os nossos irmãos em situação de rua, os mendigos da minha cidade.
A cantora convidada para enriquecer o evento cantou a primeira música, Trem Bala. Um morador de rua - sujo, de bermuda mostrando as chagas das suas pernas, muito maltratado pela vida - cantou a música Boate Azul dedilhando um violão. Que voz! Cantando, o seu semblante triste não escondia a amargura de sua vida. Àquele momento, meu Deus, lágrimas ameaçaram cair. Disse aos meus olhos para se comportarem, afinal, o momento exigia risos.
Mais pessoas cantaram, outras declamaram seus poemas de rua, um senhor fez um breve discurso onde narrou que fora indigente e conseguira sair do submundo, revelando que seu pai fora morto no Massacre do Carandiru, lembram dessa tragédia?
E nada de afetação e estrelismo nas pessoas que organizaram o evento, nem naquelas que ajudaram. E todos unidos puderam saborear de tudo sem serem cerceados nas suas vontades. A confraternização fantástica foi de muita brincadeira, muita união fraterna.
Indigentes e/ou viciados em drogas ilícitas são criançonas perdidas na vida. Não convêm julgá-los, condená-los, feri-los. Suas vidas erradas e as nossas, tão “certinhas”, nos levam para um mesmo caminho. Também, alguns poucos programas assistenciais conseguem algum resultado positivo na tentativa de reintegrá-los à sociedade. O muito que resta é desprezo, ojeriza a até mesmo ódio por eles.

“A vida é trem bala, parceiro
e a gente é só passageiro prestes a partir...”

Que emoção maravilhosa eu senti por compartilhar uma Ceia de Natal com a nobreza! Realmente, foi uma experiência inolvidável.

Ainda emocionada pelos singulares momentos vividos, encerro desejando a todos Feliz Natal e Próspero 2018. É meu desejo que todos alcancem o Novo Ano usufruindo de paz, saúde, luz e muitos momentos de alegria.

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