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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Existe receitas para a vida?


Ouve-se de tudo sobre o que interessa nesta vida. Viva o presente sem se importar com o que virá pela frente; aja de acordo com o que você acha que é certo; usufrua tudo que o dinheiro pode obter porque ninguém leva nada após a morte. À parte o que funciona nessas recomendações fartamente divulgadas em todos os meios de comunicação, inclusive nas redes sociais, a caminhada de cada um tem suas particularidades. Quantos podem se dar ao luxo de fazer o que der na telha? Ou viver uma velhice tranquila, sem problemas financeiros ou de saúde?
No mundo real os acontecimentos nem sempre permitem que cada um faça o que os conselhos otimistas indicam como eficazes. Quantos se prontificam a ajudar quem está extremamente necessitado? O que fazer nos momentos de desespero? Apenas olhar para o que a vida tem de belo resolve uma situação emergencial? Pois é. Entre o que se fala e o que se enfrenta na realidade vai uma distância enorme, às vezes um fardo pesado demais para suportar. Todos precisam ter esperanças, acreditar em mudanças, lutar com todas as forças, mas...
Diz-se que cada ser humano é diferente dos outros, apesar das regras legais que tentam dedicar um tratamento igual para todos. Por que então a pretensão de definir um estilo de vida padrão que sirva para todos? Será que todos querem, realmente, ser bilionários? Ou excluídos da sociedade que deveriam fazer parte e usufruir de tudo de bom que existe no mundo? Quem sabe ser importante e mundialmente reconhecido como alguém competente, inteligente e generoso? Pode ser que muitos só entendam oportunidades como aquilo que permita ganhar muito dinheiro.
Talvez as opiniões do que interessa na vida dependam da idade, da situação socioeconômica de cada um e até do estado de saúde. Como um morador de rua vê o sentido da vida? E uma pessoa em estado terminal, independentemente de aparência, raça, cor, preferências sexuais ou políticas? O que alguém na terceira idade, com dificuldades financeiras porque torrou muita grana, sem pensar no futuro, diria sobre os conselhos do viver apenas o presente? Vê-se que dar conselhos pode ser extremamente pretensioso da parte de quem o faz. Como generalizar?
Mas têm aqueles que acham que viver o presente, sem arrependimentos no futuro, pode ser a melhor fórmula para a vida. Claro que todos têm o direito de satisfazer suas vontades pessoais, desde que não ultrapassem o limite da legalidade – não há crime nisso. O que não é coerente é ficar culpado tudo e todos pelas adversidades posteriores. Dificuldades no momento onde as condições físicas, além da desvantagem no mercado de trabalho competitivo, devem ser previstas quando ainda temos disposição para enfrenta-las. A vida não é só um mar de rosas!
Um dos grandes males do consumismo exagerado é a força do marketing. O poder de convencimento e a tentação são capazes de induzir até quem não pode assumir certas dívidas. É o tal quem não aceita correr risco, vive uma vida sem emoções. Por isso muitos comprometem a situação presente e o futuro da família porque caem na armadilha de que alguns supérfluos são indispensáveis na vida. Ignoram as necessidades básicas, totalmente atendidas no momento, pela inconsciência de que elas são permanentes enquanto estivermos vivos. A cobrança vem depois.
Acreditar que existe uma fórmula para uma vida perfeita é pura inocência. O mundo pode até oferecer oportunidades para todos, mas será que as chances de cada um conseguir o seu objetivo são iguais? Portanto, dizer o qual é a melhor forma de viver pode até funcionar para alguns, mas generalizar isso para a população de um país extremamente desigual como o Brasil torna-se um discurso que cai no vazio. Que esperanças tem um aposentado, que ganha um salário mínimo e gasta quase tudo em medicamentos, de fazer tudo aquilo que gostaria? Então...


J R Ichihara
14/01/2018

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