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A Ilusão da Posse e do Poder
Por: Valdir Pedrosa

A ILUSÃO DA POSSE E DO PODER

“Senhor Alfredo - disse um velho de barba muito alva -, estou aguardando o resultado da minha petição. Em que ficamos, quanto às minhas terras e os escravos? Paguei bom preço ao Carmo Garcia. Sabe o senhor que venho sendo perseguido durante muitos anos, e não posso perder mais tempo. Quando volto para casa? Creio esteja o senhor ciente da necessidade de eu voltar ao seio dos meus. Esperam-me a mulher e os filhos.” [1]

As atividades no posto de socorro da colônia “Campo da Paz” eram intensas, embora muito bem organizadas em todos os sentidos. Ali se encontravam Espíritos nas mais diversas situações, inúmeros ainda sem consciência de terem desencarnado. Enquanto inúmeros tarefeiros movimentavam recursos que seriam utilizados nos serviços de auxílio, André Luiz percebia centenas de entidades recolhidas em albergues, parecendo loucos em vasto manicômio. Localizavam-se naquele lugar grande número de entidades enfermas, mais desequilibradas do que propriamente perversas.

Os doentes, percebidos por André, estavam em condições um pouco melhores, pois já eram capazes de se locomover e alguns até já conseguiam conversar, não obstante o desequilíbrio que lhes marcava a fala e os pensamentos. Foi neste cenário que surgiu Malaquias, um irmão enfermo que se aproximou de Alfredo rogando respostas em relação a determinado pedido, conforme pode ser visto no início do artigo. O velhinho manifestava intenso interesse pelos assuntos que havia deixado na Terra, sem saber que tinha sido arrebatado pela morte do corpo físico. Podemos perceber por suas palavras o quanto o apego aos bens e assuntos de ordem material são nocivos ao Espírito. É claro que, enquanto encarnados, temos compromissos a serem honrados, assim como responsabilidade por tudo o que conquistamos. Todavia, não podemos, em hipótese alguma, confundir apego com zelo. Temos, de fato, de zelar por tudo que nos cerca, contudo, sem se apegar a absolutamente nada.

A expressão “caixão não tem gaveta”, ensina que, ao recebermos o beijo da morte, materialmente falando não levamos nada em nossa transferência para o Além. Iludidos pela sensação da posse e do poder, precisamos nos livrar urgentemente das ilusões que criamos, antes que as ilusões nos abandonem, pois neste caso passaremos a ter por companhias indesejáveis a dor e o sofrimento.

Malaquias vivia em desarmonia íntima, ansiando retornar a uma existência que não lhe pertencia mais. Com muita atenção, respeito e carinho, Alfredo lhe respondeu que, no momento, sua saúde não lhe permitia o regresso ao lar; por enquanto era necessário cuidar da saúde, visto que suas ideias ainda não estavam bem coordenadas. Informou-lhe que sua esposa deveria estar tranquila, tendo em vista que ela mesma pediu que ele fosse tratado naquela instituição. Por fim, lhe perguntou por que se preocupava tanto com terras e escravos, sendo que a saúde deveria ser sua principal preocupação.

Diante da firmeza de Alfredo, Malaquias sorriu e objetou: “Reconheço que as suas observações são justas, mas meus filhos não se movem sem mim, são preguiçosos e necessitam da minha presença.” Doutrinando-o de forma sutil, o administrador ensinou: “Entretanto, donde vieram os filhos para os seus braços paternos? Não vieram das mãos de Deus? (...) Pois é isso, Malaquias, chegam instantes na vida, em que precisamos devolver a Deus o que a Ele pertence. Além do mais, seus filhos são também responsáveis, e, se forem ociosos, responderão pelos males que criarem em torno de si mesmos. Por agora, é indispensável que você se refaça, aclare as ideias e sossegue o coração.” [1]

É lícita a preocupação dos pais em relação aos filhos. Imagine como isso aumenta quando os pais estão ausentes e desprovidos de notícias da prole. É angustiante. O fato dos filhos serem preguiçosos não diminui a preocupação dos pais; pelo contrário, até aumenta. No entanto, os filhos não “são” nossos; eles “estão” nossos; isto porque a condição de pai, mãe e filho pode ser alterada a cada reencarnação, dependendo das necessidades evolutivas dos envolvidos. Porém, nunca podemos nos esquecer de que o verdadeiro Pai de todos nós é Deus. Ele é o Pai por excelência e confiar na Sua Providência, obedecendo aos Seus ditames, é o que se espera dos filhos atenciosos e despertos para suas responsabilidades. É preciso permitir que os filhos caminhem com suas próprias pernas, afinal de contas, cientes da ação protetora do plano espiritual superior, bem como da Providência e da Justiça Divina, podemos duvidar que exista um Pai melhor do que Deus? O Criador é a certeza perene. A posse e o poder são ilusões e, por isso mesmo, temporárias.

[1] Os Mensageiros – Pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier – capítulo 21 (Espíritos dementados).

Valdir Pedrosa – Janeiro/2016

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