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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Kim Jong-un, quem diria, também é brasileiro!
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Colaborando com o Eixo do Mal?


Caiu como uma bomba a notícia que o líder norte-coreano Kim Jung-um, atualmente numa pendenga nuclear com a maior potência militar do planeta, os Estados Unidos, viajou por alguns países usando um passaporte como brasileiro. A divulgação na mídia informa que o documento foi emitido em 26/02/1996, onde consta que ele nasceu em São Paulo, em 01/02/1983. Seus pais são Ricardo Pwag e Marcela Pwag. A falsificação foi emitida e carimbada pela Embaixada do Brasil em Praga, na República Tcheca. Cita-se que os seus pais também tinham falsificações.
A Embaixada Norte-Coreana no Brasil recusou-se a comentar o assunto, mas chegou ao conhecimento público que o nosso Ministério das Relações Exteriores vai investigar os documentos. Essa suspeita já havia sido levantada por um jornal japonês, em 2011, quando ventilou-se que o ditador coreano havia visitado um parque da Disney, no Japão, usando um passaporte falsificado. Mas esta é a primeira vez que apresentam fotos do documento. Será que alguém responderá se houver a comprovação que o documento é falsificado? Aguardar para ver.
Qualquer brasileiro que viaja ao exterior sabe do valor que tem um passaporte desta nacionalidade. O motivo é simples: podemos assumir qualquer nacionalidade, assim como variadas fisionomias. Asiático? Podemos. Europeu? Também. Africano? Perfeitamente. Americano? Sem problemas. Por isso a recomendação do cuidado redobrado com o passaporte brasileiro. Fala-se que ele vale muito dinheiro, principalmente se tiver com o visto de entrada no país. Daí não causar tanta surpresa na artimanha usada pelos pais do atual ditador norte-coreano.
Logo que a notícia ganhou importância na mídia as opiniões afloraram. E não poderia deixar de surgir piadas sobre o assunto. Como saber quem era o cara se oriental é tudo igual? Agora temos armas nucleares para acabar com o narcotráfico no Rio! O carinha só queria se divertir na Disney! Será que o emissor do documento levou propina? Prato cheio para o próximo carnaval! Enfim, apesar de ser um assunto sério, a liberdade de emitir pensamento dá vazão à criatividade individual entre a população. Certamente os holofotes logo focarão em outro tema.
O Brasil está se tornando um lugar muito procurado por quem deseja sumir das garras da Justiça. Basta ver os filmes sobre assaltos e outras falcatruas, onde os protagonistas têm como destino o nosso Rio de Janeiro. Realidade ou ficção, não costumamos desconfiar dos estrangeiros abastados que aqui aportam. Geralmente os recebemos de braços abertos sem procurar saber o porquê de alguém tão independente financeiramente vir morar num país extremamente violento. Basta o cidadão morar numa bela casa e exibir sinais de riquezas que ganha a nossa confiança.
Espera-se que uma falha na emissão do documento por uma Embaixada Brasileira não traga nenhuma grave crise diplomática com o resto do mundo. Afinal, eles entraram legalmente em outros países se passando por brasileiros. Mas se houve má-fé do funcionário que emitiu e carimbou os passaportes... O caso é muito sério. Mesmo sendo um país extremamente fechado, onde o resto do mundo desconhece o que acontece internamente, a Coreia do Norte não é bem vista no Ocidente – e o impasse com os Estados Unidos em nada melhora a sua imagem.
Diz-se que não devemos ser muito desconfiados com as pessoas. Mas, infelizmente, na hora de preservar a segurança individual e coletiva, no momento de prestar informações pessoais, ou na emissão de documentos importantes não podemos deixar de lado o desconfiômetro. Sabe-se que muitos brasileiros têm dificuldades para obter visto para entrar em outros países e até mesmo para conseguir tirar um passaporte. Por outro lado, já vimos alguns compatriotas sendo pegos tentando entrar com drogas em outros países. Portanto, responsabilidade é intransferível.


J R Ichihara
28/02/2018

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