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Crônica
 
Mulheres malévolas - rivalidade versus sororidade
Por: Marlene A. Torrigo

As mulheres competem entre si? Sim, são direcionadas a fazê-lo tão logo começam a interagir no mundo à sua volta. Menininhas populares sabem ser malévolas quando formam quadrilha para praticar bullyng contra aquela garota tímida e nerd, da qual na verdade sentem inveja. E sabem aquela alterna aparentemente boazinha que, de modo sutil e ofídio, exclui a subalterna por quem não nutre empatia de receber benefícios que concede às demais. E sabem aquela funcionária mais velha que insiste em permanecer na ativa, porque se sente bem trabalhando, mas sofre assédio moral amiúde das colegas mais jovens devido suas restrições laborais?

Quem afirma que mulheres são unidas?! Amiúde leio artigos flamejantes, algo furiosos, extravasados de verborragia narcisista e arrogante de que as mulheres são desqualificadas socialmente por outras mulheres. Nota-se em tais textos a falsidade e a mentira saltando sobre verdades que não ousam confessar. Verdade é que a competição feminina surge na infância quando dizem a uma garotinha que ela é mais linda do que a Lalá, quando dizem que seu vestidinho de princesa é bem mais bonito do que do vestidinho de chita da Lelé, quando dizem que a casa dela é a mais bonita de todas do bairro, em nada comparável com a casa da Lili, uma tapera.

E como tem mulher ínvida! Inveja as conquistas pessoais de uma outra, inveja-a pelos seus admiradores, inveja-lhe as roupas, inveja os sonhos da outra, inveja-lhe até os dentes postiços. E os homens adoram a rivalidade feminina. Divertem-se as vendo arrancando os cabelos uma da outra, puxando o tapete uma da outra, atirando farpas uma na outra. É mesmo hilário.

Sintoma grave de inveja feminina foi o primeiro discurso que Melania Trump fez na campanha do marido, um plagio descarado de um discurso de Michelle Obama. Eu tive uma chefe a qual mostrei um texto meu “Nós (equipe de enfermagem) também temos família”. Ela muito me elogiou. Meses à frente, durante um evento, para minha grande surpresa, a chefona (tomara que ela leia essa crônica) discursou usando partes do meu texto, sem ter pedido a minha autorização prévia. Que cara de pau! Ao perceber que eu estava próxima, deu-me uma esguelhada e continuou a discursar com a cara de pau própria dos canalhas da vida. E a plagiadora não perde um culto sagrado. Não duvido em nada que ela continue usando textos meus em seus discursos obtusos.

Certas mulheres não são boazinhas nem piedosas. São malévolas, sabem fingir amizade. Beijinhos e abraços, é tudo falso. Sabe aquela amiga que fala cobras e lagartos da melhor amiga e aquela outra que tenta seduzir o parceiro da amigona? Pois então... Mulheres não são santas. E quando brigam na disputa por um homem até o diabo aplaude. Homens, ao contrário, são unidos, ajudam-se bem mais. Até tornam-se cego às vistas daquele amigo traindo a parceira. Acobertam-no.

Mulheres são fogo. Passam o tempo todo lançando indiretas diretas e retas umas às outras, como a dizer, "Não ouse me desafiar, garota! Eu sou malévola." A rivalidade entre duas das maiores estrelas de Hollywood de todos os tempos, Bette Davis e Joan Crawford, não era apenas coisa de cinema. O ódio que sentiam uma da outra era reciproco, brutal e destruidor. É como disse Nietzsche: "As próprias mulheres, no fundo de toda a sua vaidade pessoal, têm sempre um desprezo impessoal - pela mulher."

Demais, mui embora eu tenha discernido amplamente sobre a rivalidade feminina sem a máscara de melindres espirituosos, pilhéricos, desejo que todas as mulheres fortaleçam a sororidade, conceito pouco conhecido que representa a aliança entre mulheres em várias dimensões da vida e reflete de maneira exata a expressão "não somos concorrentes, somos irmãs". Busca a união baseada na amizade verdadeira e no fortalecimento de objetivos em comum. Meninas, tentem sim seguir contra a correnteza generalizadora de que devemos competir o tempo todo, maneirismo que aprendemos desde a infância no mundo estranhável e bizarro dos adultos.

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