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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Possível calmaria?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Uma breve pausa entre os estragos feitos


Depois dos bombardeios sobre alvos previamente selecionados na Síria, que por tabela envolveu a Rússia, o clima tenso entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, parece que surgiu um momento de calmaria para que todos coloquem os nervos sob controle. O encontro entre os líderes das duas Coreias, Kim Jong-un, do Norte, e Moon Jae-in, do Sul, sinaliza um acordo de paz entre os países divididos desde 1953. O que a mídia divulgou foca na desnuclearização, que assusta a vizinhança por causa dos testes realizados. Se isso ainda não é tudo, mas é um começo.
No outro lado do mundo, o encontro que ganhou manchetes internacionais foi entre os presidentes da França, Emmanuel Macron, e Donald Trump, dos Estados Unidos, em Washington. O tema também foi o armamento nuclear. A visita de Macron foi para convencer Trump a não retirar os Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã. Para alguns colunistas o francês não atingiu o seu objetivo. Pelos termos, o Irã desistiria do programa nuclear, até 2025, em troca da suspensão de sanções econômicas. Sem os Estados Unidos, o Irã questiona a garantia do acordo. Então...
Outra visita que chamou a atenção internacional foi da chanceler alemã Angela Merkel ao presidente Trump, na Casa Branca, nesta sexta-feira (27/04/18). Não há muita cordialidade entre esses líderes, como ficou registrado em encontros anteriores. A guerra entre essas potências não é nuclear, mas comercial. As medidas protecionistas de Trump contrariaram alguns interesses da Alemanha. Merkel falou que apoia o acordo firmado com o Irã, em 2015, apesar do seu país não ser membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Trump falou em reduzir as barreiras.
Longe das ameaças nucleares mas ciente da guerra urbana que ceifa milhares de vidas anualmente, o Brasil também foi atingido por sanções comerciais. A União Europeia proibiu a importação de carne de frango in natura, alegando descumprimento de normas e descaso do governo brasileiro quanto a inspeção e registros sobre a fiscalização. Quando aprenderemos que nem todos aceitam o nosso “jeitinho” sobre assuntos sérios? Torna-se difícil reconstruir uma imagem arranhada dessa forma. Não basta ser taxado de ser o país mais corrupto do mundo?
Acabaram-se as ameaças nucleares? O Oriente Médio pode dormir sossegado? A paz voltou a reinar entre as duas Coreias? Nada disso, com certeza, está garantido. Acordos, tratados, reuniões cheias de boas intenções e tudo que envolve a vontade das pessoas é tão volátil como o ar que respiramos. De um momento para outro, tudo volta à estaca zero. Mas ninguém pode desprezar os acontecimentos no sentido de buscar uma convivência menos violenta entre os povos das regiões férteis em conflitos armados. Tudo isso envolve as diversas formas de poder.
Haveria outros motivos para tantas guerras e conflitos armados que não envolvam o poder e o ganho financeiro? Os estudiosos expõem opiniões baseadas em longas pesquisas tentando justificar os desentendimentos entre os povos ao redor do mundo. Mas para quem lê e analisa o resultado desses estudos conclui o quê? O que motivaria alguém a se apossar de uma riqueza que não lhe pertence? Como aceitar que uma inteligência superior seja dominada? Num mundo com recursos naturais limitados, a competição global é acirradíssima. Mas... Quem dita as regras?
Infelizmente não é só a guerra movida a bombardeios e armas de destruição em massa que amedronta. Há uma nova forma silenciosa de invasão que manipula milhões de pessoas no planeta, independentemente de racismo, xenofobia, crença religiosa e ideologia política - a obtenção de dados pessoais nas redes sociais. Fala-se que isso influenciou até em eleições presidenciais ao redor do mundo. Resultou que até o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, teve que responder perguntas no Congresso norte-americano sobre a privacidade dos usurários.


J R Ichihara
27/04/2014

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