Seleção de Livros! Clique e confira.

A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Artigo
 
Arrocho seletivo?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Um inexplicável clima de paz


Os sucessivos aumentos nos preços de combustível anunciados pela Petrobras chegaram ao limite do suportável pelos caminhoneiros que transportam os produtos no Brasil. Diante dos inúmeros aumentos sucessivos, as manifestações podem ser consideradas fichinhas diante dos bloqueios e protestos quando o PT estava no poder. Mas o problema não é político e quem procurar culpados pela legenda partidária está perdendo tempo. A ironia é que Dilma foi acusada de causar prejuízos à Petrobras quando manteve os preços sem reajuste. A quem reclamar agora?
Qualquer brasileiro adulto dotado de um mínimo de inteligência sabe que a maioria da movimentação de carga no pais é feito por rodovias, sobre caminhões movidos a óleo diesel. As ferrovias foram desativadas e o transporte fluvial ou marítimo é voltado exclusivamente para as exportações. Portanto, todo e qualquer reajuste no preço do diesel implicará um aumento no custo do transporte de mercadorias. Os deslocamentos urbanos também são onerados quando isso ocorre porque as pessoas utilizam ônibus e veículos de passeio. Este problema é recente?
Sabe-se que a evolução da tecnologia sinaliza que a eletricidade substituirá os combustíveis fósseis para movimentar os veículos automotores num futuro próximo. Os testes e as informações divulgadas aumentam a credibilidade nessa nova fonte de energia. A realidade pode ser comprovada pelos carros híbridos – misto de combustível fóssil com eletricidade - que já circulam nas ruas de algumas cidades brasileiras. É a velha máxima de que a necessidade estimula a criatividade do ser humano. Seria um bom negócio se desfazer da Eletrobras agora?
Considerando que o barulho maior sobre os aumentos veio dos caminhoneiros tem-se a impressão que o impacto econômico é seletivo. Por muito menos – R$0,20 de aumento na passagem do ônibus – a sociedade viu bloqueios de ruas na cidade de São Paulo. Alguns críticos enfatizaram que a maioria dos manifestantes nem utilizavam ônibus para os deslocamentos diários, mas o movimento ganhou muita visibilidade, conforme foi mostrado pela mídia. Estranhamente, os sucessivos aumentos que ocorrem não incomodam as pessoas. Por que?!
A nossa matriz energética é baseada no volume de água das hidrelétricas, assim como a logística para transporte de cargas, através de rodovias, depende fundamentalmente dos derivados de petróleo. Nosso país, apesar da generosidade da Natureza quanto a sol e vento, ainda engatinha na obtenção de energia elétrica por meio dessas fontes alternativas e menos agressivas ao meio ambiente. Seria por falta de competência técnica para administrar os nossos recursos naturais que precisamos vender a Eletrobras e a Petrobras para grupos estrangeiros?
Divulgou-se na mídia que os presidentes da Câmara de Deputados e do Senado Federal, preocupados com os sucessivos aumentos de combustível e com as manifestações dos caminhoneiros, resolveram arregaçar as mangas e reuniram com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, para encontrar uma saída para o problema. O anúncio feito pelo ministro foi a redução da CIDE sobre o diesel, que atualmente é de R$0,50/litro. Não ficou claro qual será o valor da redução, mas não se ouviu nada sobre redução alguma sobre a gasolina. Faltou mais gritaria?
Ironicamente esses acontecimentos questionam os números animadores que o governo orgulhosamente anuncia. Queda de inflação (?), economia em crescimento (?), aumento de emprego com carteira assinada (?), redução da SELIC... crescimento de 20 anos em 2. Talvez os membros do alto escalão do presidente Temer não sintam a realidade porque não precisam abastecer os seus carros, fazer compras nos supermercados, nem procurar emprego nos diversos locais país afora. A seletividade deste arrocho tem como público alvo os menos favorecidos.


J R Ichihara
22/05/2018

 Comente este texto

 

Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: KOXY (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP será enviado junto com a mensagem.