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Crônica
 
Nos tempos da boa política
Por: YÉ GONÇALVES

Lembro-me bem, de quando criança, dos ensinamentos do amigo Aristóteles, sobre a boa política, que nos induzia aos relacionamentos da boa vizinhança, do bem proceder em sociedade, dos cumprimentos cordiais do "bom dia", "boa tarde" e "boa noite".

Esse amigo Aristóteles tão presente nos tempos de ternura; mas, na atualidade, anda bastante esquecido de muitos.

Foi-se o tempo em que os pais tinham tempo para ensinar boas maneiras a seus filhos; em que as mães tinham tempo para ensinar seus filhos a caminharem, a trocarem os primeiros passos e prepará-los para a vida.

Foi-se o tempo em que as famílias e os vizinhos se reuniam, costumeiramente, e conversavam ao luar, trocavam ideias, nada virtual.

Foi-se o tempo das cadeiras nos quintais, nas portas das casas, do bate-papo inocente nas praças e nos botequins. Foi-se o tempo...

Hoje em dia, o que vemos e testemunhamos, a todo instante, são muitos pais sem tempo para as respectivas famílias, priorizando a busca da conquista de bens materiais e promoções profissionais, em detrimento da convivência familiar.

Percebo uma grande preocupação de muitos pais em dar coisas materiais a seus filhos, a exemplo de uma boa mesada, e acostumando-os à dependência financeira e até moral.

Há pais que ensinam os filhos a obterem vantagem na vida, do avanço do sinal vermelho, do burlar das leis, do sonegar dos impostos, das trocas de favores, etc.

E, assim, constroem um mundo cada vez mais corrupto, através da má educação de seus filhos, que aprenderam com os seus pais os vícios da corrupção.

Precisamos acordar! Ainda é tempo!

Ainda é tempo de ensinar as boas condutas cidadãs aos nossos filhos.

Ainda é tempo de ensiná-los a se colocarem no lugar do outro; de fazerem ao outro somente aquilo que gostariam que lhes fossem feito; de responsabilizarem-se pelas colheitas daquilo que plantaram.

Afinal, cada um de nós, em particular, é responsável pela construção de um mundo melhor e mais fraterno, começando pela boa política com base na educação moral.

E aqui, amigo leitor, vou ficando em sintonia com os meus botões, refletindo sobre aqueles tempos de ternura em que a vida era de face a face (= cara a cara), nos convívios dos quintais e das conversas ao luar.

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