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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Bomba é um perigo constante
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Uma hora aconteceria a explosão


No termo bomba cabem muitos significados. Pode ser para divulgar algo surpreendente, a tal notícia bombástica, aquilo que distribui estragos atingindo pessoas, empresas ou produtos. Também pode resumir tudo que há de ruim, negativo, o que nada acrescenta de bom no dia a dia da sociedade. Para os apaixonados por futebol, isso pode servir para descrever a potência de um chute, ou de uma cabeçada, que resulta num gol espetacular ou numa defesa sensacional. Enfim, dependendo da situação e do objetivo do emprego, trata-se de uma palavra muito usada por nós.
O recente movimento dos caminhoneiros, que ganhou notoriedade de Norte a Sul do país, no fundo se resumia ao valor final do diesel na bomba do posto de abastecimento. Tudo aconteceu por causa disso. Por isso, a manifestação atingiu a economia como uma bomba de efeito moral. E não adianta nada, absolutamente nada, se depois de todas as negociações, estudos e propostas de parte a parte, se no final o que sair da bomba do posto desagradar o consumidor. Quem quer saber se os acionistas da Petrobras estão absorvendo o prejuízo? Dane-se a arrecadação!
Pouco resolve os especialistas no assunto virem a público justificar que o preço do combustível é regulado pelo mercado internacional. Os questionamentos sempre serão os mesmos: por que em outros países o preço não é absurdo como no Brasil? Para que servem as imensas reservas e as refinarias nacionais? A verdade é que a bomba no posto de abastecimento foi a responsável pela paralisação da atividade econômica de todos os setores (primário, secundário e terciário), que precisarão de um tempo para voltar à normalidade. Alguém não viu?
Curiosamente até os assuntos que nunca saem da mídia há algum tempo deixaram de atrair a atenção dos holofotes por uns dias. Violência, corrupção e sucessão presidencial deram lugar às bombas de abastecimento e às filas quilométricas que se formaram nos postos de combustível. Afinal, os temas que levam a audiência às alturas já demonstram sinais de desgaste pela exposição diária. O importante é mostrar as notícias bombásticas sobre a paralisação, apesar de muita consequência do desabastecimento ser produto requentado, com validade vencida.
Mas quem pensava que o governo perderia arrecadação precisa rever suas convicções. A voracidade para manter privilégios e penduricalhos, além de bancar emendas parlamentares para aprovar suas propostas no Legislativo, se dá ao luxo de renúncias fiscais, mas nunca de deixar de tributar o povo em outra coisa. Pena que os defensores dos interesses do povo não têm ousadia suficiente para esclarecer isso publicamente – a coisa funciona na surdina, longe dos olhares atentos. A população é como marido traído, o último que sabe do que está acontecendo.
Uma certeza a sociedade brasileira pode internalizar: tirar o presidente Pedro Parente da direção da Petrobras não muda a política de preços do combustível no Brasil. Quem mantém as antenas ligadas sobre o que realmente importa na economia do país percebe que esta empresa é de fundamental importância. Do foco de corrupção dos petistas e aliados do PMDB, à atual política de reajuste de preços... toda decisão tomada pela gestão desta estatal gera um impacto na cadeia produtiva do país. Por isso houve redução no diesel, mas aumento da gasolina na bomba.
A recente paralisação dos caminhoneiros serve para uma análise econômica dos que acham que o mercado se autorregula, sem interferência do governo. Quem acredita que os acionistas da Petrobras baixariam o preço do diesel, na bomba, se não houvesse a intervenção do Planalto? Como apostar que a livre concorrência é quem regula o preço de produtos e serviços no Brasil, vendo os exemplos que temos aqui? Para quem não sabe, a Petrobras não detém mais o monopólio da exploração do petróleo, muito menos refina nosso consumo interno totalmente.


J R Ichihara
03/06/2018

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