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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Crônica
 
Descompromisso prazeroso
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Por que todos sabem o que é melhor para os outros?


Depois de 40 anos trabalhando para custear o seu sustento e dos familiares chegou a hora de se aposentar. Afinal, com a renda que conseguiu, sem dívidas e com um lugar para morar dignamente, qual o sentido para continuar num corre-corre estressante diariamente? Mas as opiniões de amigos e de parentes questionam o porquê de não continuar na ativa. As sugestões argumentam que a falta de atividade cerebral é a porta de entrada para muitos males, entre eles, o Alzheimer, o alcoolismo e a depressão. Também usar a experiência para ajudar os mais jovens.
Quando tomou a decisão estava ciente que essas conversas viriam à tona. Incrível como todos se acham no direito de opinar sobre o que os outros fazem. Onde estavam quando ficou algumas vezes desempregado? Que ajuda ofereceram nessas ocasiões? Até os convites para a cervejinha sumiram. Como ficar dando pitaco numa decisão sem saber o nível de satisfação e prazer no trabalho que exercia ultimamente? É a velha estória que “café cheiroso é o do vizinho” ou que “a vida dos outros sempre é mais fácil”. O martelo foi batido e pronto! Já deu... Basta!!!
Mas nem tudo é o paraíso na vida de aposentado. Sobra tempo, principalmente porque, apesar de não ter mais compromisso com horário, continua acordando por volta das 5 horas, inclusive nos domingos e feriados. E pensar que deixou de fazer muita coisa por falta de tempo. Como preencher tanta disponibilidade? Isso chega a ser um grande problema? Felizmente nada disso o preocupa. Só o fato de ser o dono do seu tempo, não mais dedicado a defender os interesses das empresas, dos chefes que querem tudo para ontem... usar o tempo para si.
Apesar de manter contato com os amigos de trabalho a vida é direcionada para outros interesses. Reunir mais com os familiares, viajar, conhecer outros lugares e pessoas diferentes, retomar as leituras que adiou por falta de tempo, enfim, viver da forma que pensou ser gratificante e prazerosa. Analisa tudo que não podia fazer porque precisava se dedicar ao trabalho e chega à conclusão que esta recompensa teve um preço. Mas não lamenta de nenhuma adversidade que enfrentou ao longo da vida profissional. Danem-se os que acham que ainda deve trabalhar.
Um dos motivos que reforça a sua decisão é a rejeição do mercado às pessoas com idade acima dos 60 anos. Quem desconhece que as empresas querem profissionais cada vez mais jovens? Os mais velhos têm menos habilidades com as novas tecnologias, isso é fato. Quem valoriza alguém que possui muita experiência numa área, mas não consegue fazer uma apresentação convincente, tipo Power Point, para um grupo de investidores? A realidade é que o conhecimento hoje é muito volátil, rapidamente torna-se obsoleto – a validade vence muito rápido!
Mas por que uma decisão tomada conscientemente incomoda terceiros? Que mal há em perder longas horas apreciando uma paisagem? Ou jogar conversa fora dando ótimas gargalhadas numa reunião informal com amigos? Se quando estava na ativa, com todas as condições para ganhar salários maiores, não ficou rico... Por que voltar à vida onde não mandava nem no próprio tempo? Desculpem os que se preocupam, mas é muito bem-vinda essa falta de compromisso com o trabalho formal e horários. Dinheiro é indispensável para todos, mas não é tudo na vida.
O tempo é um excelente remédio para curar os males da vida. Mas como tudo que é real precisa ser dosado adequadamente. Isso exige uma boa gestão. Depois de cumprir com todas obrigações familiares, profissionais e sociais o feliz ocioso perdeu até o medo da morte. Quando os filhos dependiam totalmente dele, morrer era algo impensável e assustador. Hoje, consciente que uma hora ela chega, procura desfrutar a vida como um presente diário e deixou de fazer planos de longo prazo. Daí curtir alegria e felicidade agora porque o futuro só a Deus pertence.


J R Ichihara
09/06/2018

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