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José-Augusto de Carvalho
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Poema
 
NA ESTRADA DE DAMASCO * Quase uma oração
Por: José-Augusto de Carvalho



Eu pago a água que é uma dádiva do Céu

Eu pago a energia que é uma dádiva da água

que é uma dádiva do vento

Eu pago o pão que é uma dádiva da Terra

que é um dádiva de quem trabalha a Terra

Senhor que és omnipresente e não me vês…

Senhor que és omnisciente e deixas-me perdido nos meus porquês…

Senhor, eu sei que sou o barro que amassaste

naquele dia antigo que perdura ainda nos escombros caóticos da memória

Tu sabes que também do mesmo barro que amassaste

eu fiz tijolos e ergui casas…

E outros meus irmãos ergueram muros e cárceres que perduram…

Senhor, o velho bezerro de ouro do Sinai

é um velho sempre em novas transfigurações e perversões

Senhor, a tua obra está datada

e o tempo sempre noutros tempos reinventado degenerou

Senhor, talvez tenha morrido o sonho que sonhaste

Talvez, num outro tempo,

no tempo de hoje,

eu tenha de amassar um outro barro

e inventar um sonho novo…



José-Augusto de Carvalho
Alentejo, 11 de Julho de 2018.

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