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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Somente isso resolve?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Quando o excesso de polidez é frescura


Quem está na faixa dos 50 anos ou mais não estranha tanto ao ouvir as palavras cego, surdo, mudo, demente e aleijado quando os outros se referem aos portadores dessas deficiências. O uso do politicamente correto ainda é recente no Brasil, mas até os antigos precisam se adaptar à nova forma de tratar, pelo menos no emprego das palavras, as pessoas. Talvez a ideia seja que um termo menos excludente amenize a limitação dos atingidos por essas adversidades. A reboque várias adaptações foram implantadas para facilitar a acessibilidade e a participação deles.
Provavelmente não fizeram um estudo com as próprias vítimas dessas infelicidades sobre o sentimento dos mesmos com a obrigatoriedade de empregar as palavras que se exigem na atualidade. Isso faz alguma diferença para eles? Ser chamado de afrodescendente é mais respeitoso que negro? Aliás, nem todos africanos são negros. Vemos muitos angolanos e sul-africanos que poderiam ser confundidos com um ariano. Será que a ofensa é pelo termo em si ou pela forma como é empregado? Chamar alguém de afrodescendente de alma branca é inofensivo?
Alguém já ouviu a frase “o pior cego é aquele que não quer enxergar”? Trata-se de um simples jargão popular, mas pode sintetizar tudo que se quer dizer sobre ver e enxergar. Especialistas do comportamento humano já escreveram artigos, textos e outras formas explicativas sobre isso. Também a maioria conhece o “quebraram as minhas pernas”, não é mesmo? Ainda tem o “fazer ouvido de mercador”, que resume, de forma sucinta, quando é melhor demonstrar que não ouvimos algo desagradável ou impronunciável. O dia a dia está cheio disso.
O esforço para incluir as pessoas que por alguma infelicidade são portadoras de alguma deficiência física ou mental conquistou alguns avanços. Que exemplo mais significativo do que os Jogos Paralímpicos? Nadadores, lutadores de artes marciais, jogadores de vôlei, basquete e futebol, corredores e outras modalidades mostraram ao mundo que alguns atletas poderiam ser considerados de alto nível. Portanto, a vontade de levar uma vida que pode se adaptar ao dia a dia dos outros afasta o preconceito e o sentimento de pena do restante da população normal.
Mas a mobilização para incluir as pessoas não se resume somente ao esporte. Alguns estabelecimentos comerciais empregam deficientes, indiscriminadamente, nas suas atividades. Provavelmente isso poderia ser maior se houvesse algum tipo de incentivo por parte do governo. Quem sabe? Só o fato da pessoa se sentir útil deve provocar uma transformação incalculável na sua autoestima. Em vez de ficar sentido pena de quem é condenado a viver na escuridão, no silêncio absoluto, impedido de falar o que gostaria ou numa cadeira de rodas... ofereça ajuda!
Um outro tipo de deficiência, tratando-se de inclusão social, é a comportamental. As leis dos homens usam meios lícitos para segregar quem não vive de acordo com as regras estabelecidas para a convivência respeitosa em sociedade. Daí que os nossos presídios estão superlotados por quem “escorregou” ou “tropeçou” perante os entendimentos jurídicos. Como atuar para que eles voltem e vivam de forma produtiva para o país? Descumprir e violar as tradições e os bons costumes seriam atos imperdoáveis para a sociedade? Perdão tem um limite?
Lamentavelmente, apesar da obsessão pela polidez, a forma de se referir a quem discorda, independentemente de raça, sexo e qualquer deficiência física ou mental, rasgou-se o politicamente correto e o jogou na lata do lixo. Não pensa igual a mim? É um perfeito idiota! Acredita no que eu não acredito? Babaca sem qualificação! Questiona a distribuição de riqueza no país? Sonhador que quer transformar nosso país numa republiqueta! Respeita a opção sexual alheia? Deve desfilar na Parada Gay todo ano! Ou seja, estamos tentando avançar, mas recuando.


J R Ichihara
24/09/2018

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