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Conto
 
Ah promessa sem jeito!
Por: Morena

Por não conseguir resistir à duas tentações, eu, sendo católica (não fervorosa), fiz duas promessas direto com o Pai, porque não confio em intermediários. Uma, feita em agosto: não jantar nunca mais do nunca mais mesmo (essa seria moleza). Duas, feita no início de novembro: não incomodar nunca mais uma certa pessoa no facebook (essa seria difícil, mas sentia-me bem confiante em cumpri-la).

Sobre não mais jantar, de início estava sendo fácil. Não comer comida sólida a noite me dá intenso bem estar pela manhã. Por ser diabética, já não acordo com cegueira matinal e nem com aquela sensação de cansaço, além do meu teor glicêmico se manter bem comportado. Mas eu não contava com a gula diante de um jantar quentinho e fresquinho. E quebrei a promessa uma meia dúzia de vezes. Depois me arrependi. Refiz meus votos e me dei bronca, “Morena, não esquece, nada de comida sólida à noite. Deus está te filmando ó. Apenas mingauzinho, papinha, leitinho, entendeu? Ou quer que eu desenhe?” Tudo bem, entendi. Difícil mesmo é quando a janta está daqui ó, e eu não posso sequer beliscar. Nesses momento falo igualzinho no filme O Alto da Compadecida, em que o personagem João Grilo jeremia “Ah promessa desgraçada! Ah promessa sem jeito” Mas como promessa é promessa...

Sobre nunca mais bisbilhotar no facebook certo alguém que me foi caríssimo... Mãe do Céu, vós sabeis que eu estava viciadíssima! Ah promessa desgraçada! Ah promessa sem jeito! Tudo bem! Caríssimo ou baratíssimo, embora eu já a tenha quebrado duas vezes, hei de resisitir! Mas confesso que agora há pouco, antes de iniciar esse texto, eu quase cai deslisei feio na luxúria. Quase quase! Aí lembrei-me em tempo dos votos que refiz ao Pai. Pedi-lhe perdão por minhas fraquezas, por não conseguir resistir às tentações do demônio com a dignidade de uma deusa. Então, acabou. Não importa mais. Não faz sentido. Basta! Sei que Deus está zangado comigo, mas sabe Ele que os meus arrependimentos são sinceros. O que me consola é saber que o Roberto Carlos eu posso ver quando bem quiser, porque promessa para não vê-lo nunca mais do nunca mais mesmo, eu não faço mesmo!

Ai ai. E pensar que não posso mais jantar fora... Ainda mais nessa época de muita confraternização em que todos fazem o maior esforço para provar que se amam de verdade. Ai Pai, e se o Roberto Carlos vier numa dessas noites estreladas e garboso me convidar para jantar caviar no Fasano? O que direi a ele? Que fiz uma promessa à Vós para nunca mais jantar nada sólido? Eu sei que o Roberto é católico fervoroso e há de compreender, porém ele poderá procurar outra, sensata, uma mulher inteligente que não Lhe faça promessas tão idiotas.

Logo... Não tenho um cinquentenário inteiro de anos pela frente. O que representa ficar sem jantar alguns aninhos mais? Quantos? Não sei. E Roberto, se eu morrer amanhã (ou ainda hoje), addio, amore mio!

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