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Crônica
 
Plágios - e os grandes quocientes de inteligência literária
Por: Marlene Nascimento

Eles são célebres, autores de muitos livros, vinte, trinta, quarenta, cinquenta. Estupendo! Mas que seus leitores não se enganem, porque, por mais que nos mostremos inteligente é impossível que os nossos neurônios cerebrais armazenem tanta imaginação literária. Mas como esses escritores e escritoras publicam tantos livros? De onde vem tanta trama literária? Simples: usando o artificio do plágio descarado.

Dá-se assim: Um certo escritor desconhecido, que escreve muito bem, envia seu trabalho literário para editoras várias. Uma delas se interessa e chama seu autor para confabular. E o editor diz: “Prezado autor, seu trabalho é ótimo, mas você não tem nome. Não podemos arriscar em desconhecidos. Bem, eu te proponho comprar os seus direitos autorais e dou seu romance para um escritor famoso. Você aceita assim?” E o pobre escritor, desempregado, desencorajado, desesperado, precisando de grana urgente, vende seu bom trabalho por uma quantia irrisória, perdendo assim o direito de reclamá-lo como seu. Seguidamente o editor vê em qual escritor aclamado o romance se encaixa, o escritor escolhido dá umas boas bordadas no texto, e pronto, nasce mais um best-seller. Minto? Não, não é mentira. O escritor Jack London se valeu muito desse recurso sem-vergonha, assim como tantos outros. London publicou muito plágio. Era pegar, dar uma consertadinha aqui, outra ali, tirar algumas vírgulas, colocar outras tantas, acrescentar um ponto, dois pontos, reticências, etc, perfeito! Mais um na estante dos mais vendidos.

Em verdade, fiquei danada da vida quando eu soube à respeito de Jack London. Eu o admirava muito e até usei uma frase dele na introdução de um livro meu, mas ao ler na biografia da vida do aclamado autor de que ele valeu-se de tais artifícios para publicar dezenas de livros, eu senti raiva de mim mesma por minha santa ingenuidade. Agora fico pensando se London foi mesmo o autor brilhante do livro de onde escolhi a reflexão.

Eu tenho uma amiga, escritora de literatura infanto-juvenil, cujo amigo dela, escritor de romances, recebeu uma proposta de uma editora conhecidíssima para vender um romance dele por entender que ele não tem nome famoso. Ele recusou, publicando-o como seu mesmo.

Também, filósofos, sociólogos e companhia abusam do artificio do plágio. Tenho encontrado nas redes sociais pensadores ilustres estimulando seus seguidores a fazerem comentários sobre um determinado assunto. A partir das centenas e centenas de respostas, valendo-se de tudo que leu, tais escritores elaboram seus textos e lançam livros e mais livros sem que seus leitores percebam a artimanha usada por eles. Como são exímios oradores eles duplicam a fama, tornando-se pessoas bem sucedidas, sempre dando muita lição de moral. Olha só o quanto somos tapeados!

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