A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Artigo
 
Esperança como sobrevivência?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Se a ajuda não chegar...


Diz-se que a esperança é a última que morre. Isso é passado de geração para geração, ao longo da História da Humanidade. Sabe-se também que apesar do mundo ser apenas um, a visão de cada pessoa depende de onde ela está olhando para a situação. Tem o exemplo prático com o número seis. Dependendo da posição de quem o vê, pode ser considerado como um nove. Como saber quem está certo ou errado? Na verdade ambos estão certos. Não podemos considerar alguém ignorante somente porque na sua visão mostra algo diferente de outra.
Qual seria o desejo de alguém que se encontra em alto mar, ou num rio muito largo, após um naufrágio, lutando para não se afogar? Provavelmente encontrar muita terra firme ou uma embarcação que o resgate. Mas o que uma pessoa que está perdida num deserto, sentindo os efeitos da falta de água, desesperadamente procura? Com certeza muita água para refrescar o corpo e matar a sede. Portanto, a esperança também depende da situação em que o necessitado se encontra. Não tem como atender as necessidades humanas olhando somente de uma posição.
O recente dia de Natal é um bom exemplo para uma reflexão sobre esperança e necessidades das pessoas. Enquanto muitos se fartam entre comida, bebida e presentes caríssimos, outros sequer tem onde dormir com dignidade. Certamente a esperança de quem tudo na vida é que no próximo ano a fartura seja maior. Afinal, o esforço individual precisa ser recompensado. Portanto, nada mais justo que a multiplicação do poder aquisitivo. Por outro lado, quem depende da divisão espera que a solidariedade acrescente algum sentido na sua vida.
Teria como quantificar a esperança das pessoas, independentemente da classe social de cada um? O que seria prioridade na vida, a esperança número um? Saúde, fim da violência, Justiça que funcione para todos, fim da desigualdade? Até onde a busca da realização de um sonho individual se confunde com a esperança? O fato é que todos têm esperança em algum acontecimento que mudaria as suas vidas. Mas quando os acontecimentos independem da vontade das pessoas, como os terremotos, furacões e tsunamis, que deixam seus rastros de dor...
Como manter a esperança se a passagem do tempo em nada modifica uma situação indesejada? Provavelmente o simples fato de esperar que algo aconteça não contribui para uma mudança satisfatória. Isso comprova que apenas esperar pouco resolve. Acreditar que há uma conspiração universal somente contra determinado grupo de pessoas é como esperar o milagre do Papai Noel na noite do nascimento do Menino Jesus. Talvez o esperançoso precise atrair a atenção da esperança, mudando o seu comportamento. Afinal, nada vem de graça para ninguém.
Mas a vida tem de seguir em frente, diz o conhecido ditado popular. Esperar que todos os problemas do dia a dia desapareçam como num passe de mágica é pura ilusão. Nenhum governo, muito menos Justiça, garante uma vida livre de dificuldades. As divergências de interesses entre as pessoas, as classes sociais, patrões e empregados sempre vão existir no nosso país e em qualquer outro no planeta. Se os serviços públicos oferecidos são inaceitáveis diante dos tributos que pagamos... nenhuma melhoria ocorrerá se não houver uma cobrança com bons argumentos.
Historicamente fala-se que o grande obstáculo para o nosso desenvolvimento é a educação deficiente. Estudos recentes mostraram que metade dos jovens de 19 anos não concluiu o ensino médio. Soma-se a isso a baixa qualidade na avaliação das nossas universidades, onde poucas (cerca de 2%) atingiram a nota máxima, entre as públicas e privadas. Mas o que também dificulta a mobilidade social é a enorme desigualdade que exclui milhões de pessoas nas oportunidades de ascensão. Então... Como manter acesa a chama da esperança para elas?


J R Ichihara
26/12/2018

 Comente este texto
 

Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: eVIK (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP sera enviado junto com a mensagem.