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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Impacto das medidas anunciadas
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Espera-se que não seja uma conta de resultado zero


Sabe-se que é preciso um intervalo de tempo para avaliar qualquer gestão que assume uma administração, principalmente no serviço público brasileiro. Os investimentos estavam travados, parte aguardando quem venceria as eleições, assim como por causa das reformas necessárias para a retomada da confiança dos empresários de modo geral. Por isso, as atenções se voltam para o anúncio das medidas tomadas pelo novo governo que assumiu no dia 1 de janeiro do corrente. Mas esperar o tal choque de gestão, como na iniciativa privada, é pura ilusão.
Um problema que tem arranhado a confiança no novo presidente é que os auxiliares mais próximos contradizem o que ele anuncia publicamente através da mídia. Tipo aumento do IOF e correção da tabela do IRPF. Isso é de interesse nacional, portanto não deveria ser tratado com banalidade. Outras informações divulgadas na mídia, como a instalação de bases militares norte-americanas em solo brasileiro, não eram de conhecimento de autoridades dos Estados Unidos. À parte as notícias falsas, os tais fakes News, parece que a equipe não fala a mesma linguagem.
Mas uma das preocupações interna é sobre a segurança que continua em níveis preocupantes. No Ceará, uma onda de violência exigiu a presença da Força Nacional. Os mais de 90 ataques a prédios públicos, ônibus e carros particulares, desde o dia 2 deste mês, submeteram a população do estado ao clima de medo e impotência. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, 103 pessoas foram capturadas por envolvimento nesses crimes, sendo que 53 delas ocorreram neste sábado após a chegada da Força Nacional. Uma boa hora para sair do discurso.
Outro grande desafio a ser vencido é o desemprego. A saída pela iniciativa privada, ferrenhamente defendida pelos neoliberais, não acontece com a justificativa que as reformas previdenciárias e tributárias precisam ser aprovadas. Depois disso, a previsão é de que o país se tornará um canteiro de obras, com a geração de emprego e renda que precisamos. Àqueles que tem esperança de recolocação baseados apenas nisso precisam lembrar que as grandes obras de infraestrutura são investimentos públicos. Será que apenas as tais reformas vão encher os cofres do governo de grana? Onde está o neoliberalismo?
A nova equipe anunciou uma auditoria nos contratos em vigor e a exoneração de todos os cargos comissionados da gestão anterior, com a finalidade de “despetizar” o Poder Central. Será que mesmo fora do poder desde agosto de 2016, o mal ainda persiste? Reduzir o efetivo na Administração Pública é uma excelente medida, principalmente dos cargos comissionados que nada produzem e apenas incham a folha de pagamento. O ministro da Casa Civil disse que os ocupantes de cargos do terceiro escalão serão analisados caso a caso. Ele questionou os gastos da presidência anterior no apagar das luzes. Isso é bom!
Quanto ao problema da educação básica ineficiente, a percepção é que há uma clara intenção de militarizar as escolas públicas, abolir as ideias que questionam os acontecimentos históricos e preparar os estudantes para atender a necessidade de mão de obra. Resumindo: despolitizar o ensino e acabar com o pensamento esquerdista que se instalou no país. Aos especialistas que são contra isso, a justificativa é que a escola tem a obrigação de ensinar o aluno a pensar, questionar e expressar a sua opinião sobre qualquer assunto do dia a dia. Enquanto o novo governo vê a escola como um antro de comunistas, o mundo mudou.
Como ninguém tem bola de cristal para ter certeza do que acontecerá sob a nova gestão, o melhor é esperar e analisar imparcialmente. Mas isso não impede de questionar, sugerir e criticar construtivamente cada medida anunciada. Afinal, se a mudança não atender a expectativa da população, faz-se os ajustes necessários para que o crescimento e desenvolvimento do país melhore a vida de todos e não apenas dos que têm uma situação privilegiada. O impacto na perda de direitos e na redução de salário penaliza os da base da pirâmide, mas beneficia os do topo.


J R Ichihara
06/01/2019

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