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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Ressuscitaram a velha política?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Nem sempre promessa é dívida!


À medida que as notícias chegam ao conhecimento da população muitos acham que os velhos hábitos no meio político estão longe de um sepultamento. Os mais críticos apostam que ao longo do mandato do novo presidente, o tão combatido toma lá dá cá será fortalecido de forma decepcionante. Mas o que os opositores do governo que assumiu ressaltam é que a própria mídia parece que já arrefeceu sobre as notícias que expõe os escândalos que envolvem os integrantes da equipe do Bolsonaro. Não se fala mais no ex-assessor Queiroz nem no caixa dois de Onyx.
Independentemente de torcer contra ou a favor do sucesso da nova gestão, os casos questionáveis nas indicações não podem passar em branco. A recente indicação do filho do vice-presidente para uma assessoria especial no Banco do Brasil, onde o seu salário triplicou por causa disso, coloca em dúvida a lisura e o nepotismo que sustentava a campanha eleitoral. Pouco importa se ele é funcionário de carreira – o critério é técnico, segundo o novo presidente. Será que ele seria indicado caso não fosse filho do general Mourão? Apenas ele preenche os requisitos?
Voltando ao jogo político, que é um dos pilares da sustentabilidade do presidencialismo no Brasil, como a população viu a aproximação do Planalto com a presidência da Câmara, onde a reeleição do deputado Rodrigo Maia tem todo o apoio do governo? Se era para acabar com a velha maneira de fazer política... o comportamento vigente não mostrou onde ocorreram as mudanças radicais. Mas como neste meio não adianta bancar o valentão, muito menos empunhar fuzil para defender os interesses, a oposição já acena para o Congresso, onde os indícios apontam para a escolha do senador Renan Calheiros como o presidente da Casa. Mudou tanto assim?
Os que gostam de polêmicas sobre os erros de uma gestão anterior se deliciam quando o novo ocupante de um posto importante faz uma declaração que depõe contra os antecessores. Assim foi sobre os “altos volumes de transferências, exonerações e nomeações, bem como uma movimentação financeira incomum nos últimos dias do governo Temer”, segundo o ministro Chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Em seguida, a orientação foi fazer uma revisão, pasta por pasta, sobre essas movimentações. Certo ou errado, desde que se esclareça, nada deve ser ocultado.
Diante dessas recomendações do novo presidente, surgiram críticas sobre as gestões de Lula que não fez nada disso quando recebeu o cargo de Fernando Henrique Cardoso. Será por isso que a comparação entre os índices socioeconômicos do país que ele recebeu e o que entregou é questionável? Até onde o povo conhece sobre a história do país não houve atitude dessa natureza por parte dos presidentes, mas pode ser que essa mudança seja a semente de algo positivo que irá germinar no futuro. Quem sabe? O fato é que poucos recebem tudo em ordem.
Como os que pertencem a classe média receberam a notícia do todo-poderoso ministro Paulo Guedes sobre o financiamento de imóvel pela Caixa Econômica Federal? Segundo o anúncio, os juros mais baixos são para as pessoas de baixa renda... A classe média deve pagar os juros de mercado! Quem não quiser pode procurar os bancos privados ou outra fonte de financiamento. Como disse o economista Milton Friedman: não existe almoço grátis! O problema é que a privatização que se aproxima pode incrementar a massa de desempregados. Então...
Duas notícias soaram desagradáveis para os lulistas fanáticos. A primeira, é que o ex-segurança de Lula disse, nas alegações finais do processo do sítio de Atibaia, que era o capataz da reforma e recebia envelopes de dinheiro do engenheiro da Odebrecht. A segunda, vista como uma premiação pelos petistas, é a nomeação do economista Pedro Guimarães, genro do executivo da OAS, Leo Pinheiro, condenado pela Operação Lava Jato. Ele inocentou e depois culpou Lula nas suas delações premiadas. Será que ressuscitaram a velha maneira de fazer política por aqui?


J R Ichihara
09/01/2019

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