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José-Augusto de Carvalho
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Poesia
 
TEMPO DE SORTILÉGIO * O elogio do poeta
Por: José-Augusto de Carvalho



Poeta sem diploma que te valha
nem estatuto que te recomende
na feira franca do consumo espalha:
um verso não se compra nem se vende.

Que a tua voz ressoe como um grito
e assombre ou incendeie a multidão:
um verso nunca pode ser maldito
se nele fala livre um coração.

Rebelde, o verso nunca se conforma
com o silêncio inerte da mortalha.
Se amante, faz da vida a sua norma,
que tão-somente o puro Amor lhe valha!

E o verso seja enleio enamorado,
quando, pela tardinha, o sol declina,
ou seja, ao meio-dia, um sol irado,
quando inclemente cega a tremulina…

Ou seja, no fulgor da rebeldia,
a mesa, que sem pão, protesta -- basta!
Ou seja o rio, em louca correria,
que além das margens cresce e tudo arrasta!…

Que um verso seja um verso além da rima!
Que além do metro e ritmo, seja tudo!
Importa que o poeta se redima…
…e a redimir-se nunca fique mudo!


José-Augusto de Carvalho
9 de Janeiro de 2019.
Alentejo * Portugal

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