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Crônica
 
Sobre joãozinhos de deus e joaninhas de deus
Por: Marlene Nascimento

De todos os homens maus, os homens maus religiosos são os piores (C. S. LEWIS)


Eles prestam-se à papeis de doutrinadores, de salvadores, de curadores, de líderes santos, intermediários de Deus. Como exímios ludibriadores, enganam letrados, bacharéis, até mesmo PhDs, posto que precisam primeiramente atrair a nata, a fim de auxiliá-los nos seus propósitos doutrinadores, e nesse contexto seguem ludibriando pessoas atormentadas, emocionalmente fragilizadas, ingênuas, pelas quais são adorados.

Galgando a tão honrada posição de líder religioso, com milhares de seguidores, claro que o sujeito (ou sujeita), vendo sua imagem refletida no espelho, já não vê um homem comum. Egocêntrico extremo, agora ele se vê um deus, um todo poderoso cercado de bajuladores.

Megalomaníacos, eles são muitos. Alguns conseguem chegar ao cacife de um João de Deus, tornando-se milionários. São aqueles possuidores de fazendas de gado, de muitos imóveis, de muitas contas bancárias.

E temos os joãozinhos de deus e as joaninhas de deus às centenas, de somenos importância, mas que não deixam de arrebatar o seu quinhão de seguidores incautos com lábia para boi dormir e curas duvidosas.

E o que impulsiona tais impostores a se sagrarem líderes espirituais? Talvez o temor da morte e o sofrimento psíquico dos fiéis sejam os maiores catalizadores de crentes. Assim, surgem caciques e pajés para todos os gostos.

Mas, certamente há algo bem mais forte, bem mais tenebroso e infernal, que faz com que certos líderes arrebanhem rebanhos de fiéis fervorosíssimos, seja em qualquer religião. Sim, há: são as taras da natureza humana, cuja quebra moral leva tais ludibriadores espirituais ao extremo de práticas libidinosas, impulsionados por anomalias sexuais. No mais... Freud explica.

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