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Crônica
 
Quando chega janeiro
Por: Marlene Nascimento

Ele, o tempo, passa rápido, muito rápido. Como quem não quer nada, engana-nos. Ano que terminou, ano que começou com o ribombar de rojões, e eis janeiro fluindo. Dias lépidos levarão janeiro e mal notaremos, preocupados que já estamos em pagar encargos tributários, com a lista de material escolar das crianças, com o retorno ao trabalho depois de férias memoráveis, e tantas outras preocupações. É a vida normal seguindo seu curso, ora calmo, ora agitado. Seguimos então com garra e determinação.
Quando chega janeiro, de sol intenso ou chuvas torrenciais, cobramos de nós tudo o que prometemos para o novo ano, como promessas quase impossíveis de cumprir: o regime alimentar difícil de seguir, o projeto deixado de lado, dedicação maior às atividades físicas. Como somos exigentes conosco!
Quem chegou em 2017 no vermelho certamente pelejará para colocar as finanças em ordem. Quem chegou no azul, que bom! Mormente, sigamos, afinal viver é ter jogo de cintura, recuperar-se das perdas e aproveitar os ganhos. É preciso sintonizar a constância do dia a dia, dançando no sol, dançando na chuva. Assim será enquanto vivermos.
A cada ano muitos ficam pelo caminho. Sortudos, estamos aqui. Destarte, vamos cuidar de nós, da família, da saúde, selecionar sonhos, elaborar planos com fleuma e otimismo. Tenhamos a sabedoria de entender que não temos a obrigação de mostrar que somos batalhadores o tempo todo, solícitos o tempo todo, felizes o tempo todo. Não, não temos. Silêncio, recolhimento, solidão, também fazem bem na dose certa. O que precisamos de verdade é viver com dignidade e amar, nem que seja desse nosso jeito meio torto, atrapalhado.
O tempo segue à frente, mas eu sempre penso no passado. Existem pessoas que apagam o passado, não eu. Matar o passado é como matar a nossa ancestralidade. Ainda é como matar um amor querido que partiu para muito longe, é como matar a lembrança dos entes queridos que nos deixaram. Todos nós perdemos pessoas queridas no ano que passou. E doeu, doeu muito. Doerá sempre, mas chegará o dia de lembrarmos apenas dos momentos felizes vividos com elas, honrá-las no coração.
Sim, nos entristeceremos no decurso do ano com notícias de tragédias acontecendo pelo mundo, com a senhora fatalidade rondando cada caminho, cada trilha, cada vereda da vida. No entanto, a ordem é seguir. Seguir... Seguir lembrados que todas as estações desabrocham as suas flores.

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