A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 

 

Matheus Oliveira Borges
Publicações
Perfil
Comente este texto
 
Artigo
 
O novo papel que o dinheiro fará será virtual.
Por: Matheus Oliveira Borges

Diante de tantos escândalos de corrupção na nossa trôpega e claudicante república, das recentes reportagens da migração do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para o Ministério da Justiça e Segurança Pública comentei com um amigo que o dinheiro físico de-veria acabar a fim de se obter mais controle nas transações financeiras e tornar mais difícil esta corrupção desenfreada. A resposta dele foi que isto seria difícil acontecer para não dizer impossível. Ao pesquisar sobre o assunto descobri que já existem 2 Projetos de Lei na Câmara dos Deputados, o PL 48/2015, do deputado federal e economista, Reginaldo Lopes (PT-MG), o qual tem como objetivo extinguir a produção, circulação e uso do dinheiro em espécie, e determina que as transações financeiras se realizem apenas através do sistema digital. O outro é o projeto de lei 6721/2016, de autoria do deputado federal, Gilberto Nascimento - PSC/SP, o qual foi apensado (posto junto) ao PL 48/2015.
Num primeiro momento esta ideia pode causar estranheza ou ser de pronto desconsidera-da sem as devidas ponderações devido ao padrão cultural de sempre termos usado o papel-moeda ou cédula, como é mais conhecida, como também as moedas. Até na recente campanha publicitá-ria fato ou fake do Banco do Brasil foi perguntado: “O dinheiro vai deixar de existir?” e as duas respostas sobre o tema foram: “fake”.
O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), em artigo publicado no site www.brasil247.com em 17 de Janeiro de 2018, registrou que há um ano, a Índia resolveu pôr fim ao dinheiro em espécie. Mesmo assim, entre julho e setembro, a economia indiana cresceu 6,3%. Houve um aumento na arrecadação do Estado devido a drástica redução da sonegação e pelo aumento no número de cidadãos que passaram a declarar imposto de renda. A medida acabou com mais da metade da informalidade e fez aumentar o número de empregos.” Países como a Noruega e a Suécia chegam a níveis impressionantes de uso do dinheiro físico na margem de 4%. Vários economistas da Europa defendem o fim do dinheiro físico, inclusive pelo economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kenneth Rogoff.
Quando estes projetos virarem lei será uma vitória contra os crimes de lavagem de dinheiro, falsificação (R$28.754.052,00 em notas falsas nos registros oficiais do Banco Central em 2018), tráfico de drogas, roubos a agências bancárias, caixas eletrônicos, carros fortes como também da violência que a população, principalmente do interior, sofre com as quadrilhas especializadas em roubo a bancos pelo aparato policial menos estruturado; a economia destes municípios fica prejudicada devido ao tempo que as agências bancárias passam para reabrir; a sonegação fiscal terá sensível diminuição, não veremos mais homem da mala ou homem das malas nos noticiários e passar-se-á para uma fase de maior estabilidade, confiança e credibilidade devido a maior transparência dos agentes envolvidos nestas transações financeiras.
Medidas para combate a lavagem de dinheiro e a corrupção vêm sendo tomadas como a regra para saque acima de R$ 50 mil, a qual foi determinada pelo Banco Central (BC) para aumentar o controle sobre movimentações financeiras de alto valor em espécie; ajudam bastante, mas quando se faz um saque de valores altos o “rastro” do dinheiro ilícito desaparece e muitas vezes o dinheiro desviado de corrupções das mais variadas além de não ser mais encontrado, deixa de ser aplicado em áreas importantes para o país quando se trata de dinheiro público.
Não haverá mais custo com a produção e reposição de notas para o mercado. A ironia é que a China, onde se desenvolveu o papel moeda como solução para diminuir a carga dos comerciantes, permitindo que transportassem grandes quantias em dinheiro a distâncias consideráveis, em 2016, já realizava 80% das suas transações comerciais por meio eletrônico e estuda pôr fim ao papel-moeda que inventou para não deixar o peso deste custo no seu comércio.
É evidente que ajustes terão que ser feitos para que a população, em geral, seja beneficia-da, mas que não deverá haver maiores problemas devido ao tempo de transição razoável de 10 anos constante na lei.

 Comente este texto
 

Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: UaMT (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP sera enviado junto com a mensagem.