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Matosinho Serafim da Silva
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Conto
 
FORMIGAS NÃO LEEM, MAS TRADUZEM!
Por: Matosinho Serafim da Silva

Esta noite eu tive um sonho...
Sonhei que procurava um livro na minha estante.
Encontrei-o.
Ao encontrá-lo, entre as suas cento e quinze páginas, muitas formigas passavam
Indo e vindo, como que aflitas, desesperadas.
Acordei, quando pensava incessantemente na situação deste sonho.
Lembrei-me de um poema dócil, contido na página sessenta e três, que em tempos passados escrevi e o recitei para minha querida mãe.
No finalzinho dele dizia assim: "Mãe é como bons docinhos... Quando prontos, até as formiguinhas aparecem!".
- Dias seguintes eu a perdi.
- Ela faleceu.
- Deus a levou!...
Em meio à grande tristeza que me tomara pela perda da minha mãe, me veio a resposta que me faltava sobre a atitude daquelas formigas, que folheavam aquele livro: - Minha mãe não morreu.
Ela vive nos seus atos aqui praticados.
Ela vive o florescer de cada semente, por ela semeadas no chão dessa vida.
- Como tais formigas, a minha mãe foi grande guerreira!
- Como páginas que se submetem a se balancearem num formigueiro, foi a minha querida mãe.
- Parou apenas por uma vez...
- Na morte...

Do filho sempre amado,
Matosinho Serafim da Silva.

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