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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Quantas dúvidas se a Lei é para todos
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Ocorrências além de Brumadinho


Como os meios de comunicação voltaram as câmeras para a tragédia que aconteceu em Brumadinho-MG, na última sexta-feira, algumas notícias perderam a importância. Tem como desviar o interesse disso? Afinal, este acontecimento chamou a atenção do mundo pelo número de mortos e desaparecidos tragados pela enxurrada de rejeito da barragem que rompeu. Como na catástrofe anterior, envolvendo a mesma empresa, no mesmo estado (Minas Gerais), a direção desta não mostrou a cara e falou para o país o que aconteceu. Parece que não foi com eles.
Tudo que a população brasileira sabe é o divulgado pela mídia. Fala-se da operação de resgate, dos recursos utilizados nas operações, dos mortos e identificados, dos saques dos oportunistas... e até das multas aplicadas pelos órgãos fiscalizadores. Indo mais além, já que no Brasil a frouxidão nesses casos é inadmissível, soube-se que os acionistas dos Estados Unidos moverão uma ação para punir os dirigentes da empresa infratora. A alegação é que eles mentiram quando disseram que tomaram providências depois do desastre em Mariana. Por aqui tudo certo!
O que se viu de punitivo foi a prisão dos engenheiros que emitiram os laudos técnicos aprovando a segurança da barragem. Seria para dar uma satisfação à população de que algo estava sendo feito? Pelo que o povo está acostumado a ver nos casos semelhantes, a desconfiança é que os peixes graúdos se livrarão de mais essa. O nosso vice-presidente falou até na possibilidade de afastar a diretoria da empresa, mas depois o ministro da Casa Civil falou que isso está fora de cogitação. Divergência de informações tornou-se uma marca deste governo?
Mas outros acontecimentos do dia a dia, mesmo escapando dos holofotes midiáticos, precisam ser comentados. Apesar do momento de dor e sofrimento dos familiares dos mortos e desaparecidos de Brumadinho, a vida precisa seguir em frente. Portanto, os casos que envolvem a atuação rigorosa no combate à corrupção não podem ser ignorados. Chegou à público que o Conselho de Ética da Câmara arquivou o processo sobre os R$51 milhões encontrados no apartamento do irmão do ex-ministro Geddel Vieira, em Salvador-BA. Precisa explicar o quê?
Soube-se também que o ex-governador do Paraná, Beto Richa, foi preso sob acusação de receber propina. Ele já esteve preso antes, mas foi solto. Agora, sem o tal Foro Privilegiado deve receber um tratamento igual ao de qualquer outro cidadão que não ocupa um cargo importante na Alta Administração do país. Mas por ser do PSDB, o partido que não teve nenhum denunciado nos escândalos preso, a turma da esquerda acha que nada acontecerá com ele. As cifras envolvidas no esquema são altíssimas e as delações premiadas cheia de detalhes. Mas...
Já sobre o inquérito de Aécio Neves, aberto no STF, para investigar dados do Banco Rural entregues à CPI dos Correios, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu o arquivamento. Ela não concordou com as provas citadas no Relatório da Polícia Federal finalizado em maio passado. Talvez a decepção dos que querem um combate mais rigoroso à corrupção seja porque os processos são abertos e conduzidos de forma errada. Quem sabe? Juntam-se provas documentais e tudo mais e nunca é o suficiente. Ou têm outros motivos desconhecidos?
Provavelmente o caso mais comentado na atualidade seja a negação ao ex-presidente Lula para comparecer ao sepultamento do seu irmão, o Vavá, que faleceu nesta terça-feira (29/1/19). Segundo os defensores do ex-presidente, ele tem o direito de ir para o último adeus ao irmão porque a Lei assim permite. Após dois pedidos negados, a defesa recorreu ao STF, onde foi autorizada a saída dele para encontrar com os familiares numa Unidade Militar da Região, inclusive com a possibilidade da presença do corpo de Vavá. Seria porque se trata do Lula?


J R Ichihara
30/01/2019

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