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Magnetismo nas Palavras
Por: Valdir Pedrosa

MAGNETISMO NAS PALAVRAS

O mentor Aniceto conduziu seus pupilos, André Luiz e Vicente, na direção das câmaras que se encontravam separadas no posto de socorro. Chegando lá, o guia espiritual lhes apresentou Paulo, um irmão enfermo bastante irritado, que os recebeu com olhar vago e grito ensurdecedor. Não obstante, Aniceto o cumprimentou de forma atenciosa: “- Como vai, Paulo?” [1] Em função do magnetismo que revestia essas palavras, o doente ficou mais calmo, porém se conservando trêmulo e assustado.

Já diziam os mais sábios que “a palavra tem poder”, e completamos dizendo que sim, seja para o bem ou para o mal. Em verdade tal poder ou força reside nas vibrações e energias com as quais lhe impregnamos, e isso vale tanto para a escrita quanto para a fala. Imaginemos a cena: em uma situação qualquer de desarmonia, alguém que chegue expressando palavras de serenidade e bom senso conseguirá promover uma melhora no ambiente, bem como no ânimo dos presentes. Pode acontecer um cenário inverso, ou seja, estamos em local harmonizado e, de repente, uma pessoa invigilante começa a pronunciar palavras que geram discórdia e desconforto em todos. Em poucos minutos é bem provável que muitos estarão em completo desequilíbrio, perturbando completamente a psicosfera (atmosfera psíquica) do lugar.

É comum em reuniões de intercâmbio mediúnico depararmos com Espíritos infelizes que chegam nestes recintos falando alto e, às vezes, agredindo verbalmente os tarefeiros. Diante do verbo fraterno, porém firme do esclarecedor, tais entidades recuam em função do alto poder do magnetismo envolvido nas expressões utilizadas no diálogo. O encarnado responsável pelo atendimento a esses irmãos profere frases de consolo, esclarecimento e orientação, com brandura e firmeza, apoiado no seu conhecimento e na vivência do Espiritismo, além de ter sempre presente o amparo dos guias espirituais da reunião. A palavra dita com amor e sinceridade, com serenidade e verdade, é luz imperecível no caminho de todos, sejam sofredores ou não, que nos direciona ao Cristo.

“- Tem sentido melhoras, Paulo?”, perguntou Aniceto enquanto tocava seu ombro com bondade. O doente respondeu custando a raciocinar: “- Vou melhorando, graças...” Diante da vontade enfraquecida, faltava-lhe forças para concluir e foi neste momento que novamente percebemos a força das palavras, pois o mentor espiritual falou de forma imperativa e com a firmeza de quem deseja auxiliar: “-Termine!”. Com extremo esforço, Paulo conseguiu concluir a afirmativa reticenciosa: “- Graças a Deus.”

Ao presenciar o sofrimento e a indecisão do infeliz irmão, André Luiz se lembrou dos enfermos que ficavam nas Câmaras de Retificação da colônia Nosso Lar, aos quais a querida enfermeira Narcisa prestava grande e afetuosa colaboração. Buscando esclarecer seus aprendizes, Aniceto explicou: “- Vêem a diferença entre os que dormem, os que estão loucos e os que sofrem? Em “Nosso Lar”, não temos dos primeiros, e os que se encontram desequilibrados, nos serviços da Regeneração, sentem, na maioria, angústias cruéis. É necessário reconheçamos que os que gemem e sofrem, em qualquer parte, estão melhorando. Toda lágrima sincera é bendito sintoma de renovação. Os escarnecedores, os ironistas e os perturbados que não registram a dor são mais dignos de piedade, por permanecerem embotados em estranha rigidez de entendimento.” [1]

Diante da explicação acima, podemos inferir a lamentável situação de alguns Espíritos no plano espiritual. A pior delas, sem dúvida, é daqueles que não reconhecem seus próprios erros e dificuldades. Os que não admitem suas mazelas, consideram correto tudo de errado que fizeram e que continuam a fazer, não impondo-se nenhum, limite, disciplina moral ou vigilância. Não enxergam a necessidade de pedir perdão a quem prejudicaram e muito menos se acham necessitados de promover a reparação das faltas cometidas. Esses, por enquanto, não se consideram devedores perante a Lei Divina e, por isso, sofrerão por algum tempo seus efeitos educativos mais rigorosos. Ainda nestes casos, a palavra amiga e abalizada, magnetizada por energias salutares, é capaz de realizar verdadeiros “milagres”, tirando-os da inércia evolutiva e chamando-os para uma maior compreensão de si mesmos.

[1] Os Mensageiros – Pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier – capítulo 27 (O caluniador).

Valdir Pedrosa – Dezembro/2016

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