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Artigo
 
Previdência justa
Por: Salvatore D' Onofrio

Conforme notificado pela Folha (26/02: "Reforma da Previdência trata sobre disputa eleitoral de PM e bombeiro"), Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, informa que o atraso da Reforma da Previdência no Brasil se deve à demora na apresentação da proposta para as Forças Armadas. Quer dizer, enquanto o presidente Jair Bolsonaro não enviar ao Congresso, via lei complementar, a reforma previdenciária dos militares, a PEC (proposta de emenda constitucional) da Previdência não vai andar. É muito estranho relacionar uma coisa com a outra, inclusive porque nenhum regime verdadeiramente democrático deveria admitir privilégios entre classes sociais, visto que nossa Constituição deixa bem claro que todos somos iguais perante a lei.
A reformulação da Previdência não deveria permitir que o trabalhador urbano possa se aposentar antes do rural, o juiz antes do bombeiro, o político antes de seu eleitor, a mulher antes do homem, o militar antes do civil. Seria mais justo e muito menos complicado instituir a idade mínima de 60 anos para todas as categoria de trabalhadores, cada qual recebendo o benefício de acordo com os anos de contribuição. Isso resultaria num estímulo a trabalhar mais, até à idade mais avançada, para aumentar o rendimento final. Também a transformação da aposentadoria em pensão para dependentes deveria ser revista, evitando acúmulos e abusos que onerem os cofres do Estado. O bem público deveria sempre prevalecer sobre benefícios privados, de classes ou corporações, incentivando a produtividade coletiva. É isso que faz um país prosperar!
É muita ignorância considerar os militares merecedores de privilégios apenas porque, usando a força das armas, são vistos como defensores da ordem e salvadores da Pátria. O culto do militarismo, às vezes, pode se tornar até prejudicial a um país. Haja visto o caso recente de generais sustentarem o ditador Maduro, que está levando a Venezuela à miséria econômica e à desagregação social. Uma Nação não se defende apenas com as armas, mas principalmente pela administração da justiça e pela formação de uma consciência de cidadania. Os militares são tão importantes quanto delegados de polícia, médicos, professores. É justo, portanto, que a propalada Reforma da Previdência contemple todas as categorias sociais com equanimidade, abolindo qualquer tipo de privilégio.

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Salvatore D' Onofrio
Dr. pela USP e Professor Titular pela UNESP
Autor do Dicionário de Cultura Básica (Publit)
Literatura Ocidental e Forma e Sentido do Texto Literário (Ática)
Pensar é preciso e Pesquisando (Editorama)
www.salvatoredonofrio.com.br

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