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ALESSANDRA LELES ROCHA
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Crônica
 
Renascimento, Transformação ou Passagem, como queiram chamar.
Por: ALESSANDRA LELES ROCHA



Ano a ano e tudo parece permanecer o mesmo. Muito do simbolismo mercantil. Pouco da fé genuína e transformadora. Independente do rito e da crença que se professa, sempre é tempo para reflexão.
Absortos por uma superficialidade que atinge todos os níveis da nossa existência, isso é no mínimo preocupante. Seja por ignorância ou por imobilismo voluntário, a questão é que estamos perdendo a noção sobre a importância da vida. Postergamos. Desqualificamos. ...Enfim, nos abstemos de ser e de estar nesse mundo.
De fato, não é surpresa para ninguém que viver é uma arte. É trabalhoso. É desafiador. Mas, se estamos com os pés fincados sobre a Terra, não há escapatória. No entanto, há escolhas. Sim, há decisões que podemos tomar em favor de tornar esse processo profícuo ou inútil, leve ou demasiadamente pesado... E isso, nada mais é do que renascimento, transformação ou passagem, como queiram chamar. Uma benesse como poucas; na medida em que somos agraciados por ela diariamente.
Justamente porque o cotidiano tem se mostrado cada vez mais áspero, difícil, conturbado é que aprender a se metamorfosear tornou-se tão essencial. Fazer do amargo de ontem o doce de hoje é a prova de resistência imposta pela contemporaneidade. Sei que, algumas vezes, essa alternância entre o bom e o ruim não é assim tão linear; mas, ainda é possível. Talvez, a chave do bom êxito esteja na simples redescoberta do EU.
Pois é, por mais estranho que isso possa parecer, precisamos urgentemente nos reencontrar com o nosso EU mais profundo. Temos vivido o narcísico encantamento das self; mas, esquecidos do EU, maior, que existe em nós. Aquele que traz à tona a nossa essência, o que somos, o que queremos, o que realmente pensamos. Aquele que não se entrega aos modismos, aos comodismos, as efemeridades da vida. Aquele que Walt Disney, de maneira tão mágica e excepcional, traduziu na figura do Grilo Falante, em Pinóquio; ou seja, a nossa consciência.
Ora, e se não sabemos mais quem somos como querer coexistir, conviver? É a partir da nossa porção limitada de matéria que aprendemos a ser, a estar, a existir em um mundo repleto de bilhões de outros como nós. Com base no que de melhor podemos apresentar, então, é que se podem pautar as nossas escolhas. Mas esse é o ponto. Escolhas pressupõem transformações. E a humanidade parece entregue a sua zona de conforto, ainda que esta represente uma zona de risco. Nem adiantam argumentos como a evolução da ciência e da tecnologia, ou os comportamentos que refletem a contemporaneidade. Abster-se, no fundo, é apenas um modo equivocado de se posicionar, quando o assunto diz respeito ao EU.
Todas as mazelas que se desdobram diante dos nossos olhos, a cada segundo, são exemplos dessas abstenções. Estamos sempre à espera que alguém alcance o limite do insuportável e tome uma atitude, tome à dianteira, faça uma escolha capaz de nos beneficiar. Só que enquanto isso não acontece, o caos vai se proliferando e vamos sofrendo, entristecendo, adoecendo, até morrer.
Ainda que uma escolha individual possa não trazer uma repercussão positiva tão abrangente, sua importância continua sendo significativa, na medida em que promove benefícios pontuais. Se cada um age assim, em breve a propagação torna-se coletiva e os efeitos positivos redimensionados. Mas, para que isso aconteça, o desejo de transformar precisa estar ativo, pulsante, consciente.
Portanto, aproveite a Páscoa para se transformar. Não, melhor, aproveite todos os dias. Permita-se enxergar com os olhos da alma e utilizá-los para enxergar o mundo. Sim, enxergar; não somente ver. Trazer para dentro de si os detalhes, as informações, as reflexões que precisam gerar ações. Um mundo melhor depende disso. Uma vida melhor também.

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