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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Sri Lanka, Muzema e STJ
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Tem como saber os motivos de certas coisas que acontecem?


O comportamento das pessoas, independentemente do lugar que habitam, pode ter muita coisa em comum, assim como apontar muitas divergências. Tal suposição se baseia no fato de que o ser humano age ou reage de acordo com as circunstâncias do momento, da situação socioeconômica geral e das perspectivas individuais e coletivas. Por isso, os atos de terrorismo no Sri Lanka, os desabamentos no bairro carioca Muzema e a decisão do STJ de reduzir a pena do ex-presidente Lula ganharam as manchetes dos noticiários internacionais e locais.
A Paz que todos elegem como o sonho da Humanidade mostra-se impossível quando o mundo assistiu o potencial de destruição do ódio e do extremismo ocorrido no Sri Lanka. Que motivos teria alguém para detonar explosivos, em pleno domingo de Páscoa? Não bastassem os ataques às três Igrejas católicas, as ações se estenderam a quatro hotéis de luxo em Colombo, a capital do país. Os números oficiais citam 290 vítimas de países diversos (Japão, Índia, Estados Unidos, Galizia, Dinamarca, Inglaterra, Turquia e Bangladesh), mas a maioria era de nativos.
Em solo pátrio, a tragédia ocorreu por causa das chuvas que provocaram o desabamento de dois prédios construídos no bairro Muzema, na zona Oeste do Rio de Janeiro. Fala-se que os mortos passaram de 20 pessoas. Foram presos, por determinação da Justiça, na última sexta-feira, os suspeitos de construir e vender os imóveis que desabaram. São eles: José Bezerra de Lima, conhecido como “Zé do Rolo”, Rafael Gomes da Costa e Renato Siqueira Ribeiro. Muito triste ver as imagens dos Bombeiros procurando as vítimas. Como evitar outras situações dessas?
Mas a notícia que ganhou muita atenção foi a decisão do STTJ (Superior Tribunal de Justiça) de manter a condenação do ex-presidente Lula, no caso de Triplex, mas reduzir a pena de 12 anos e 1 mês para 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão. O caso chamou muita atenção pelo fato de ser uma decisão por unanimidade. Isso ainda vai dar muito o que falar porque a condenação foi considerada injusta pelos petistas, mas perfeitamente democrática na visão dos antipetistas. Aplicar a Lei e praticar a Justiça dificilmente agradará 100% da população. Somente quando o TRF4 foi unânime estaria certo?
Finalmente o puxa e encolhe da Reforma da Previdência na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) foi aprovada e seguirá para uma Comissão Especial, para análise do conteúdo, onde serão apresentadas as emendas dos parlamentares, parecer do relator e encaminhamento para a votação em plenário. O tramite é extenso, cerca de 40 sessões, para a realização dos trabalhos. Nem poderia deixar de ser tendo em vista a seriedade do assunto e o impacto que as mudanças causarão na vida da população de maneira geral. Espera-se que, realmente, os interesses de todos estejam acima dos individuais.
No mais, a vida segue normal, ou quase, no dia a dia do brasileiro esperançoso por dias melhores. Para não perder o rumo, as futricas palacianas, envolvendo os filhos do presidente Bolsonaro, insistem em permanecer nas manchetes e nas redes sociais. Agora um dos filhos, o vereador Carlos, juntamente com o mentor intelectual deste governo, o astrólogo e filósofo Olavo de Carvalho, atacou o vice-presidente Hamilton Mourão, por este meio de comunicação. Haveria algum motivo especial para isso? Ou será que um ambiente de paz é inadequado para implantar as mudanças necessárias? Quem sabe um fogo amigo?
Que o mundo, a sociedade, as empresas e os países são feitos pelas pessoas todos sabemos. Portanto, o sonho de consumo dos povos, independentemente das opções individuais, não depende apenas das leis e das instituições porque quem as aplicam são as pessoas. A convivência harmoniosa, pacífica e respeitosa não significa que há uma unanimidade na concordância dos comportamentos. Discordar e pensar de forma diferente é um direito, mas agredir e ofender, usando as diversas formas para isso, não é o caminho para alcançar o que todos queremos há milênios. Nem todo oponente é inimigo.


J R Ichihara
24/04/2019

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