A casa dos grandes pensadores

Bem-vindo ao site dos pensadores!!!

| Principal |  Autores | Construtor |Textos | Fale conosco CadastroBusca no site |Termos de uso | Ajuda |
 
 
 
Poema
 
A verdade da videira
Por: Leila Martins

cantar, ser sensível ás dores e ás necessidades alheias e amar simplesmente... A música sempre contribui para expressar o pouco de magia que insiste em sobreviver dentro de cada um de nós, alunos da felicidade. O dia nascendo, crianças brincando, alguém sorrindo ou chorando, o trabalho, a disputa, a dúvida e o próprio silêncio sonoriza a música. Lua minguante do mês de julho, hora da poda. A videira que parece morta, precisa ser podada. O silêncio dos frutos, o congelamento das folhas e a sequidão dos galhos são diagnósticos da morte. A mão tem que ser firme, decidida, delicada e frágil ao pegar a tesoura e mutilar a videira que aparenta não mais suspirar. Nos próximos dias ela não irá reagir, nem revidar, parecendo condenar a mão que a decepou. Mas em pouco tempo responde; arrancando um verde limpo e insistente do fundo do tronco seco e fibroso. As espirais surgem dentre as fendas dos brotos e reafirmam o misterioso e musical ciclo da vida. Enfim, as mãos que pareciam condenar a planta, são presenteadas com grandes cachos de uvas roxas ou verdes que enfeitam e encantam a mesa farta na ceia de natal. Para que tenhamos dezembros fartos, coloridos e doces precisamos tomar decisões firmes, desafiando às vezes o anúncio da própria morte.

 Comente este texto
 

Comentário (0)

Deixe um comentário

Seu nome (obrigatório) (mínimo 3, máximo 255 caracteres) (checked.gif Lembrar)
Seu email (obrigatório) ( não será publicado)
Seu comentário (obrigatório) (mínimo 3, máximo 5000 caracteres)
 
Insira abaixo as letras que aparecem ao lado: fDPW (obrigatório e sensível. Utilize letras maiúsculas e minúsculas;)
 
Não envie mensagem ofensiva e procure manter um intercâmbio saudável com o seu correspondente, que com certeza busca dar o melhor de si naquilo que faz.
Seu IP sera enviado junto com a mensagem.