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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Vai sobrar alguma coisa para cortar?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Enquanto a gentalha se mata...


Os seguidos cortes de verbas para os serviços públicos essenciais (educação e saúde) começam a preocupar os que aplaudiam as decisões corajosas e necessárias do presidente Bolsonaro. Diz cada ministro responsável pela Pasta que isso foi promessa de campanha, portanto o Mito está apenas cumprindo o que disse que ia fazer. Os números que sustentam os gastos com a educação são fortemente questionados, mas o poder da caneta Bic não deixa dúvidas que o gestor não titubeia, muito menos quer saber de conversa, quando assume uma posição.
Circulou na mídia tradicional que os cortes na saúde condenarão milhões de brasileiros que precisam de assistência e medicamentos fornecidos pelo governo. Publicação do BMC Medicine informa que isso pode provocar a morte evitável de 27,6 mil pessoas até 2030. Será que isso tem algum valor para o novo governo? Como o povo, incluindo os que acham que o rumo está certo, vê essas medidas que se preocupam mais com cifras do que com as vidas? Provavelmente a conclusão é que cuidar da saúde não é prioridade, mas apenas um negócio.
Para justificar os cortes na Universidades o ministro da Educação fez um comparativo com os países desenvolvidos, concluindo que o Brasil gasta muito e produz pouco. À parte ele ter razão, mas quem neste país desenvolve pesquisa de interesse geral, a não ser as Universidades e empresas públicas? Não sensibilizou em absolutamente nada, o argumento de que países desenvolvidos só chegaram a este patamar através do ensino gratuito e de qualidade para todos. As más línguas até ventilaram que isso envolve os interesses da irmã do superministro Guedes.
Infelizmente a manipulação para manter um ambiente de segregação ideológica conseguiu o seu objetivo. As pessoas não param mais para pensar nas consequências das medidas adotadas pela nova gestão. Será que basta falar que o importante é que os petralhas estão fora do poder? Quem não tem condições de bancar educação e saúde privada, independentemente de ser mortadela ou coxinha, ganhou com os cortes na educação e na saúde? Enquanto os coitados se agridem, sem motivo racional, os ricos riem à toa e enchem os bolsos.
Toda gestão que precisa mostrar austeridade fala que vai cortar na própria carne os supérfluos e controlar de perto os gastos. Isso é praxe em qualquer administração, seja pública ou privada. Por isso as medidas radicais, o chamado choque de gestão, o recado de que a coisa é séria, para valer, atingindo todos os setores, departamentos, alta cúpula – enfim, cortar o excesso de gordura que compromete o resultado. Especificamente no serviço público, o buraco é mais embaixo, como dizem no popular. Geralmente se começa pelo osso e nunca chega na carne.
Seria um desafio enorme pedir para qualquer cidadão brasileiro mostrar em qual gestão pública o corte de supérfluos começou pelo topo da Administração Geral. Até onde a história do país mostrou transparência, isso continua sendo um tabu inquebrável. Portanto, os fanáticos por partidos, os contra ou a favor, deviam concentrar esforços para combater outro adversário e não quem pensa de modo diferente em questões de interesse geral. O gasto de forma irresponsável deve ser questionado, denunciado e exigido a investigação e um julgamento imparcial. Senão...
Quem está na faixa dos 50 e 60 anos já viu muitos pacotes governamentais milagrosos salvadores da Pátria. A cada anúncio de um deles cresciam as expectativas otimistas e pessimistas – e assim a vida seguia em frente. Se até hoje nunca saímos da condição de subdesenvolvido e campeão da desigualdade, à parte o governo ser de direita ou esquerda, onde erramos insistentemente e não procuramos mudar? Será que o Bolsonaro, um dos poucos que quer acabar com a educação e com a saúde públicas, está no caminho certo? Só o tempo dirá!


J R Ichihara
06/05/2019

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