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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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Retomada do crescimento: encontramos o caminho?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

Aprovação da Reforma da Previdência acima de todos!


Desde o impeachment de Dilma Rousseff na presidência da República que o país não encontrou a saída para a crise política, econômica e jurídica. E já se vão quase três anos! Na época acreditava-se que somente tirando o PT do poder recolocaria o Brasil nos eixos... A mídia apoiou isso fortemente, juntamente com as empresas e as pessoas de bem. Tudo seria diferente com o presidente Michel Temer! Nem as conversas gravadas entre ele o pessoal da JBS, fora de horário normal de despacho, mudou as opiniões. Agora virou réu, foi preso, mas já está solto.
Foi uma época de agressões verbais pesadas e muitas denúncias sobre esquemas de corrupção – o povo queria extirpar esse câncer maligno do seu dia a dia. Para isso, nada como a Operação Lava Jato, a salvação da lavoura num país diagnosticado em estado terminal quanto a ética, a moral e a impunidade. Muita coisa rolou de lá para cá. A ultradireita venceu as eleições presidenciais, o herói da Lava Jato virou super-ministro, o principal opositor está preso, o povo continua desempregado e a Justiça virou o inimigo número um da sociedade. Mas a corrupção...
Entre o último mandato presidencial e o atual, uma mudança importantíssima aconteceu: a Reforma Trabalhista, a que geraria os milhões de empregos que o país precisava. A proposta era tão boa que até os desempregados e os desalentados apoiaram. Por que não? Como perguntava o então candidato à presidência Jair Bolsonaro, depois eleito como o salvador da Pátria: melhor emprego sem direitos do que direitos sem emprego? Os fatos mostram que nem um nem outro aconteceu depois da benéfica reforma. Agora os números é que são questionáveis!
Para completar o saco e maldades do governo, Temer e o Congresso aprovaram um Teto nos gastos públicos, por vinte anos, a chamada PEC da morte. Não bastava apenas a Lei de Reponsabilidade Fiscal, um dos motivos da condenação de Dilma que, segundo os condenadores, praticou um ato inaceitável e inédito neste quesito, as abomináveis pedaladas fiscais. Pois bem. O fato é que quase três anos fora do governo, o novo ministro da Educação disse que os cortes/contingenciamentos são consequências das medidas no mandato dela. Simples assim!
O cidadão consciente sabe que nenhuma medida do governo, seja de qual partido for, faz corte que atinge os da Alta Administração. Para esses não pode faltar mordomias e direitos, mas para quem já está pela hora da morte... Faltar mais uma coisinha de nada não vai fazer diferença. Portanto, PSDB, PT e PMDB, os que estiveram no Poder nos últimos anos, nada fizeram para taxar os ricos e beneficiar quem não tem condições de sobreviver dignamente. Daí que o contribuinte precisa deixar de ser ingênuo empunhando bandeira partidária. A luta é por direitos!
Infelizmente não é o tempo de permanência no cargo da presidência da República que vai mudar a situação do excluído, se as políticas públicas continuarem a favorecer o deus mercado e esquecer que a maioria precisa de assistência. Muito menos justificando o corte de verbas para a Educação, sob a alegação de “balbúrdia”, vai resolver o atraso no ensino em todos os níveis, o que nos condena à desvantagem na competitividade mundial. Talvez por isso o povo nunca acredita nos benefícios que as medidas anunciadas trarão para os mais pobres – os fora da bolha.
Enquanto os governantes, as empresas, a mídia e a sociedade não entenderem que tudo está interligado continuaremos patinando. Pagar salários mais baixos estimula o consumo? Privatizar tudo diminui a exclusão? Não precisa ser um gênio da economia para perguntar para quem as empresas vão vender seus produtos e serviços se há milhões de desempregados. Quantas obras paralisadas estão na mira da retomada? Como aumentar a arrecadação reduzindo o consumo? Será que a única saída possível é a aprovação desta Reforma da Previdência?


J R Ichihara
19/05/2019

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