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JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA
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E se a Reforma da Previdência não for aprovada como querem?
Por: JOSE ROBERTO TAKEO ICHIHARA

O chefe entrega a toalha para outro... Simples assim


A queda de braço entre o Executivo e o Legislativo é para valer ou tudo não passa de um jogo de cena? Diuturnamente a mídia divulga notícias sobre o desentendimento entre esses Poderes, sem que nenhuma possibilidade de entendimento seja claramente mostrada para a população, que não esconde a ansiedade sobre este desfecho. Será que o povo acredita que a retomada do crescimento só virá se esta aprovação for vitoriosa na Câmara de Deputados e no Senado Federal? Não é muita expectativa para pouca certeza de que tudo só depende disso?
Mas se não há chiliques na equipe do governo, o superministro da Economia e o maestro dos destinos do país, o senhor Paulo Guedes, num rompante sob a excessiva pressão externa, declarou que não tem qualquer apego ao cargo e jogará a toalha se a proposta da Reforma da Previdência não for aprovada na íntegra – disse que não aceita nenhuma reforminha! Não é segredo que o atual ministro é muito rico e não precisa dos rendimentos do cargo para viver muito bem, mas o que pega muito mal é desistir num momento de turbulência. Precisava disso agora?
Pelo que a mídia mostra, independentemente das redes sociais que o governo utiliza de forma ilimitada, o desconforto da equipe frente às inúmeras críticas sobre a forma que pretendem aprovar a Reforma salvadora da Pátria, é visível e inquestionável que o governo apostou todas as fichas nisso. A certeza aumenta, exponencialmente, quando se vê manifestações de empresas, dos diversos portes e influências, apoiarem e condicionarem que a oferta de empregos e a decisão de novos investimentos estão atrelados à aprovação da proposta de Bolsonaro. Por quê?
Quem se deu ao trabalho de acompanhar o vai e vem dessa pendenga, que vem desde o mandato do presidente Temer, provavelmente ainda tem dúvidas sobre os impactos mais significativos caso seja aprovada como foi proposta. Como os diretamente atingidos podem consultar os prós e os contras, se a aprovação da Reforma acontecer como o governo quer? Fica um disse-me-disse que acaba que ninguém sabe quem está falando a verdade. Ora esse modelo condenou os aposentados do Chile; ora tudo isso, segundo o ministro Paulo Guedes, é mentira.
Numa previsão pessimista do cenário tupiniquim, o que acontecerá se a bendita Reforma não for aprovada como querem os únicos patriotas que só pensam no bem-estar da população menos favorecida? Certamente, obedecendo todas as regras do regime neoliberal, o desemprego aumentará e a crise assumirá de vez os destinos do país. Alguém consegue vislumbrar um cenário diferente deste? Quem investirá num país que não oferece as mínimas condições em termos de segurança jurídica e outras garantias legais? O momento é bom para quem precisa de emprego?
Curioso é que normalmente se entende reforma como algo que vai recuperar o que está se deteriorando, para evitar ações predatórias que podem comprometer o futuro e garantir que o bem adquirido, com tanto sacrifício, não seja corroído por agentes externos indesejáveis. Alguém vê isso na proposta do governo Bolsonaro? Ou tudo não passa de uma farsa muito bem montada para ludibriar o contribuinte e transferir uma montanha de dinheiro para os bancos? Enquanto o assunto não for claramente debatido, fica o disse não disse que perdura há quase três anos.
O que acontecerá se a Reforma não for aprovada como quer o superministro Paulo Guedes? A poderosa Pasta que coordena a economia do país ficará sem o ilustre ministro? Ou a manifestação do presidente Bolsonaro, de que ninguém é obrigado a ficar no governo, é a palavra final sobre este imbróglio? Como já vimos inúmeras vezes anteriormente, em várias situações de crises nas equipes que comandam o país, a frase a seguir é que o País é maior que tudo isso. No caso da gestão Bolsonaro, para variar, uma inovação pode ser indiscutível: Deus acima de todos!


J R Ichihara
25/05/2019

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