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Poema
 
LITERATURA
Por: Joaquim Mbatchi

O PRANTO DUM IMOLADO

Ah, que vida é esta!
Quê pragas são estas, meu Deus!
Sofrimentos, trabalhos incessantes
Que levam a gente ao envelhecimento rápido.

Quê desgraça!
Quê terrores!
Quê gemidos!
Quê coisa!

Nos campos e nos bosques;
Nas ruas e ruelas
Nas cidades, vilas e aldeias,
Por toda a parte agitações!

Porque lacrimejam aquelas mães?
Porque deploram aquelas famílias?
Porque se insurgem aqueles jovens?
Porque sucessivos recrutamentos agressivos?

Enfadadas estão aquelas mães,
No abismo foram botadas aquelas donas,
Porque seus filhos bem queridos
Foram pelos opressores levados
Para uma guerra inútil e vergonhosa.

Fatalmente foram arrastados
De modo involuntário enquadrados,
Para o terror,
Para o massacre de seus próprios irmãos.

Tanques, blindados, Mi-24
Caças-bombardeiros e helicópteros
Os perseguiram em corrida.

BMP1, roquetes, RPG7
Morteiros e explosivos,
Canhões de fabrico soviético e americano
Os tornaram desvanecidos.

Bombardeamentos insuportáveis,
Bombas químicas e tóxicas
Material bélico moderno e sofisticado
Transformaram-nos em cinzas.

Jovens foram assim desaparecendo
Pais da vindoura geração desistindo de improviso;
Solteiras e viúvas em acumulação,
Fazendo do resto de garotos polígamos.

Oh céus, até quando!
Até quando darás ouvidos
Ao clamor deste povo perdido?
Vinde, ó esperança dos homens,
Tu és o refúgio e salvação do mundo.

Kbga, 09-07-1990
MBIZI CIMVUNZI


MORTE NA FARTURA

Porque choras, filho do meu povo?
Ukuánda delapidam minha riqueza,
Bimbali e americanos de novo
Mergulham minha vida na pobreza.

Tantos procurando novas crenças,
Outros apregoando novas calças
Todos na mesma fila em dança;
Que pena, tremenda viltança!

Políticos discursam prometendo,
Muitos ouvindo mas, nada vendo
Senão o saque e a matança,
Comprometendo do povo a esperança!

Pregam o amor pastores e bispos,
Fazem doações homens benquistos;
Comem crianças sem petisco
Podridões que se furtam ao fisco.

Tanta gente de beiça caída
Encalhada em becos sem saída,
Tanto trabalho só para um pão
E pão que nem basta no estômago do cão.

Em que mais pensar senão Malongo?
Como lá chegar sem demonolatria?
Que chinlongo sem idolatria
Poderá levar-me até Malongo?

O dólar falando mais alto,
E homem sem dólar, quê mulher!
Nenhuma sequer me olha no asfalto
Quando até nem sei como a escolher.

Cabinda, 01-01-2001
MBIZI CIMVUNZI


FOGUEIRA INFERNAL

Estou cansado de tanto trabalhar,
De tanto batalhar como incansável campeiro
Que labuta para tão pouca vida desfrutar.
Pensei em dar voltinhas a um ribeiro
A ver se encontrasse um peixinho para pescar,
Que me valesse um caldo, sem dinheiro.

Foi um desgaste, um repugnante azar
Que me enfadou debaixo dum borracheiro,
Onde minha cólera não pude abrandar.
De volta à aldeia, sem eira nem beira,
Numa esteira pus-me a meditar
Debaixo da sombra de uma figueira.

Ali invoquei Gabriel, o mensageiro,
Que por mim intercedesse no sagrado altar
Ao santo de coração maior que o mundo inteiro
Para meu destino espinhoso transformar.
Pedi-lhe, como amigo importuno, sem cessar
Que me tirasse da beira desta infernal fogueira
Que me atormenta anos e anos sem folgazar.

Cabinda, 15-05-2001
MBIZI CIMVUNZI


A MARCHA INCANSÁVEL

Naquelas agraciadas zonas montanhosa
No ponto inclinado entre dois bairros
Na subida, para quem vai ao Mongo-Chizu,
Entre intervalos de mangueiras
E abacateiros,
Por onde o sol matutino
Arraia suavemente;
Lá foi implantada em pavilhões caiados
A minha saudosa escola Paulo Baveca.

De passagens adornadas
Por onde os alunos se divertem
Para lá vou semanalmente,
Com o pobre passo pressuroso
Marchando sobre atalhos macadamizados.

Para lá, caminhando alegremente
Preocupado em chegar a tempo
E entusiasmado em aprender
Com a esperança de ser alguém um dia.

Kbga, 21-04-1990
MBIZI CIMVUNZI


LABIRINTO

Minha vida, amigos, parece já não ter sentido
Meu corpo desfeito e minhas forças consumidas;
Dias e noites marchando debaixo do sol escaldante,
Eu a procura da vida e a morte atrás de mim.

Tanto trabalho para salário que nada basta
Pobre soldo, subsídio de uma reforma,
Tão magro que só chega no mês de cinquenta dias,
Insignificante remuneração que nem a um cão favorece.

Sempre metido nas emboscadas de bravos larápios
Nos esconderijos de lobos, sórdidos devoradores,
Que me sugam o sangue de tanto sacrifício
E se regalam vendo-me deitado em suas ciladas.

Vede, amigos, como vivo entre o sono e o despertar
Perseguido por todos os males dessa vil sociedade,
A fome, doenças, impostos, e a miséria da guerra
Que me afundam no abismo do sibilar das víboras.

Tantas armas contra minha cabeça apontadas,
A torrente de sangue sob os meus pés atingidos;
Mas, de modo algum temerei as pedradas
Que me atiram os facínoras em becos perdidos.


Vou vivendo no labirinto que me preparou o opressor
Percorrendo a senda árdua da vida em grilhões,
Encalhado como pássaro de asas partidas
Que jamais pode voar o largo céu nublado.

Este inferno pôs-me nas mãos um cálice
De vinagre; que amargura bebo com paciência!
Forte já não sou para carregar tantos horrores da vida,
Mas, pronto a viver como herói ou a morrer como mártir.

A isto estou sujeito e sempre firme
Porque “alma que vê de Deus a sombra alguma vez
Nunca se assusta com o espectro do diabo”,
Quando as privações da terra lhe garantem a luz celeste.


Cda, 21-03-2001
MBIZI CIMVUNZI


ANJO ADORÁVEL

Vi uma moça ao pôr-do-sol, um dia
Dando largas voltas no Largo do Ambiente;
Chamei por ela; ela curiosa e alegremente
Olhou para mim com olhar de simpatia.

Sua pele macia esplendidamente luzia
Seu rosto airoso com ar sorridente,
O cabelo fino-puríssimo e atraente
Deixaram-me em tão profunda latria.

Parecia-me árduo conquistar aquela flor
A rica rosa por quem tamanha chama
De viva luz me fez chamar amor.

Nunca vi tão linda e meiga flor em rama
Que cativa casto coração com furor,
E une o homem à mulher em corpo e alma.

Cabinda, 27-03-2001
MBIZI CIMVUNZI


CORAÇÃO TRESPASSADO

Quinze anos de paciência dolorosa,
No degredo dum pesado fardo;
Sob a flamejante cruz a infância toda,
Nas savanas e nos bosques, a vida quebrada
Sem riso nem graça, vida trabalhosa.

Hoje novamente ferido com a espada atroz,
Morro do pavor dum monstro devorador,
Desta guerra que órfãos faz dum povo sem voz
Que para a tumba leva a vida dum sofredor,
Deixando localidades desertas e sombrias.

A cada dia que passa, vejo
Inúmeros corpos despedaçados;
Com o tilintar das bombas solto gemidos
Cá dentro estala-me o coração,
E em cada estalo uma chaga aberta fica.

Enfermidade que os lombos não me poupa;
A vista e o pobre tórax fustigando
Com a cruz dos anos sozinho retalhados;
Deixai-me fechar os olhos, há tanto cansados
Para que este tormento não volte a provar.

Porque consentes, ó céu, tamanho martírio,
A este teu ser alquebrado,
Que nesta terra continue a inalar ar quente,
Porque me manténs ainda este andar,
Debaixo do escaldante sol sufocante?

Importa-te, ó cruz, que meus dias abrevies;
Está farto meu corpo de tanto sofrer,
De tantos suplícios e dissabores;
De tanta injustiça e limpa tortura
E de tantas agressões a minha alma.

Alívio e paz roga o meu espírito,
Repouso e calma implora a minha carne;
Permita, ó excelso, que eu vá ao teu encontro
Porque só com o “requiem aeterna”
Viverei feliz na tua divina morada.

Mayanga, 18.02.1999
MBIZI CIMVUNZI


MENINO LASTIMOSO

No despontar da infância quietinha
Enquanto filhote à vacagem eu já ia;
Mas o que me impelia não o entendia
Nem imaginava a força que me sustinha.

Várias vezes pela mão fui conduzido
Para sítios onde eu não conhecia;
Tudo com inocência eu fazia
Suportando nos campos o pranto imerecido.

Hoje, embora homem, um Zé-ninguém,
Quero imaginar e ao meu coração falar,
Os meus sentimentos e razões declarar;
E os meus juízos ponderar também.

Pois, dizem aí vale quem tem;
Entendo apelar o mundo à fraternidade
E dizer à inteira humanidade:
Trabalhar para o bem de todos convém.

A ti senhor ainda indolente,
Cesse de olhar com altivez!
Cesse de defraudar com avidez!
Chega de derramar sangue inocente!

A ti extraviado Caím, muita atenção!
Longe daqui o pensamento fatal,
Longe daqui os pés apressados ao mal,
Fora desta terra a assassina maquinação!

E aí, ó tirano que vocifera!
Basta de ultrajar o teu povo irmão!
Incitar jovens à guerra mortífera,
Não será isso horrenda maldição?

Seguir a estrela da manhã unidos vamos,
Acompanhar as virgens de lâmpadas acesas,
A luz dos reis que faz santas princesas;
Para o caminho da vida rumemos.

Luanda, 22.02.1999
MBIZI CIMVUNZI


SEDUÇÃO

Pelo “Largo do Ambiente” da cidade
Pus-me uma noite a observar,
E vi um vulto lá de longe,
Uma senhorita de seduzível olhar.

Passava junto a uma esquina;
Da sua casa seguia o caminho,
No silêncio e na escuridão da noite
Com intenção não sei de quê!

Não paravam seus pés em casa,
Ora pelas ruas, ora pelas praças;
Com olhos altivos procurando,
Por todos os cantos espreitando.

Veja que se dirigiu a mim, pressurosa,
Com esbeltos enfeites duma prostituta,
Gordinha, finória de linguagem
Uma pretinha litigiosa.

Aproximando-se a mim, beijou-me
E esfregando-me seu peito disse:
Sacrifícios e amarguras são o meu pão,
Meus votos hoje tu vais pagar.

Já tenho a minha cama coberta,
Com cobertas de algodão;
Já tenho meu leito perfumado
Com mirra e aloés.

Saí, por isso, ao teu encontro
Para teu corpo peludo acariciar;
E aqui achei-te fofinho
Para tua língua e lábios saciar.

Vem, saciemo-nos de amores,
Alegremo-nos até pela manhã;
Não está meu macharrão em casa
Com o brinde e beijos festejemos.

Luanda, 20.02.1999
MBIZI CIMVUNZI



VIDA CONTURBADA

A volta de torres e altares em flores
Ouvimos soar tambores de cantores,
Pregadores e adoradores em clamores
Oradores com fervores, dando louvores.

Passam obreiros ao largo, de tractores
Com motores a vapores inodores;
Vão lavrando a terra sem dissabores,
Comendo saborosos frutos com dores.

Importunos mercadores faladores,
Reprovando favores dos agricultores
Ameaçam terrores como malfeitores;
São factores de rumores entre pastores.

Doam cobertores, com amor, os benfeitores,
Roubam-nos malandros sedutores;
Estupram sem amor menores de seus senhores,
Terríveis infractores e impostores.

Cabinda, 27-02-2001
MBIZI CIMVUNZI


FILHO REDENTOR DOS HOMENS

Tua palavra, Senhor, é luz e vida
Alimento espiritual para os pobres;
Quem menos a procuram são nobres
Mas para nós tua mensagem é querida.

Este nazareno na cruz erguida
Que busca mensageiros entre pescadores,
Homens simples, pobres pecadores
É o caminho, a verdade e a vida.

Peregrinamos no mundo perdidos,
Perdidos nas trevas, sem norte
Consumidos e cansados decidimos parar.

Arrependidos, pensamos todos unidos
No Príncipe da Paz que levanta da morte
Os poucos que nele confiam, sem cessar.


Cabinda, 14-06-2001
MBIZI CIMVUNZI



O ALTAR DA MORTE

Pais que não assumem sua responsabilidade,
Mães que deixam filhas a horas mortas vagando
Na desordem, debaixo para cima em morta cidade,
Meninas libertinas entregues à sorte do desmando.

A pecúnia traiçoeira que o mundo tanto adora,
Se converte em ouro puro que atrai fracos corações
E compra o espírito leviano de mocinhas de agora,
Que tanto se perdem na turbulência das suas paixões.

Uma verdade triste que ofende a sociedade,
Que sempre me fere o coração, amiúde atribulado,
Que rouba a boa fama em troca da obscenidade
É a imoralidade que profana o paço enfeitiçado.

Os oportunistas daqui se vão perdendo sem parar,
Ocupados na indecência com pobres moças
Que pela nota verde da morte trocam o corpo no altar,
Reduzidas a pastilhas mascadas e expelidas em fossas.

Lindas miúdas para o prostíbulo leva a pobreza,
Vendendo-se pelo pão com sangue e lágrimas amassado,
A lobos que sem vergonha vão perdendo a nobreza,
Nobreza imerecida que em breve vai ficar no passado.

A vida não se ganha perdendo do corpo a dignidade,
Mas pela entrega livre ao trabalho, em corpo e alma
Com suor do rosto, coragem e boa vontade
Vencendo as tentações do mundo com calma.

Cabinda, 25-03-2001
MBIZI CIMVUNZI



DEMOCRACIA, ESPERANÇA OU MORTE?

Tu procedes da Grécia ou de Atenas,
Da terra de Sólon e de Péricles;
Tu vens para significar povo no poder
Governo dos eleitos por voto do povo.

Tão bem tu começaste no Oriente
No continente de Montesquieu anunciada,
Na América de Kennedy propagada
E desceste, enfim, até África para nos confundir.

Agora um novo nome tu não mereces
Como isso já é moda para os falsos,
Prioridade para inéditas riquezas angariar;
Aqui em incrível despotismo te convertem.

Este povo, tímida ou covardemente
Elege seus próprios sicários dirigentes,
Corruptos, déspotas ou astutos
Que por santos se fazem passar.

Vede que regime cheio de prepotência
Este partido de brutos arrogantes,
Perpetrando detenças e açoites,
Torturas e execuções sumárias!

Vede o Zé-povinho em demande de víveres,
O jovem armado em defesa dos interesses do chefe;
O paizinho posto na boca da rua,
Vagando com enteralgia em busca de pão.

Assim mesmo temos de aplaudir
Aos belos discursos do chefe:
“Dias melhores virão, o futuro começa agora”
Quando isso não passa de santa demagogia?

Ai de ti, pássaro bisnau
Que te arrogas com unhas e dentes,
Por este vil poder antropófago
Fazendo da oposição teu pode expiatório.

Enquanto continuares neste poleiro,
Dobrarmos a cerviz diante de ti
Nem que voltem à vida perdida
Aqueles que tu mandaste à necrópole.

Levianamente a assembleia te investiu;
Mas, está chegando quem te vai destruir
Vem aí quem te vai destronar,
Pois imolas o povo no teu diabólico altar.

Em nome da democracia acorrentada
Em nome de leis antidemocráticas
E com o olhar conivente dos teus capangas
Atrelas a verdade às tuas ambições.

Já se avizinha a tua partida
Está à porta a barca luciferana
Para o justo salário no lago irrecusável
Onde não há partidos nem sobornos.

Cabinda, 31-01-2001
MBIZI CIMVUNZI


LOUCURA

Um jovem galante, mentor arrogante,
Vai conduzindo com ventura e candor,
Um grupo de jovens sem pudor
Doidivanas de conversa aliciante.

Uma vestida à moda extravagante,
O charme de seus olhos a pedir um favor
Coxas bem nuas, corpo encantador
Peito charmoso, que coisa deleitante!

Ganhou desequilíbrio, vinda a sedução;
Converteu-se a aula num galanteio
E a aluna em amante de seu guia.

Perdeu a cabeça por efémera afeição
Chegou-lhe a alucinação, tudo ficou feio;
Comeu às escuras e tudo veio à luz do dia.

Cabinda, 23-04-2001
MBIZI CIMVUNZI


CHEGARÁ O DIA

A guerra é um monstro que não escolhe idade,
Que consome vidas humanas mais que a doença
Desertificando cidades e aldeias na totalidade
Sem deixar traços de vida para qualquer lembrança.

Tínhamos memória dos antepassados pela descendência,
Mas, muitos passam por este mundo sem deixar geração;
Vão partindo sem aviso antes da pubescência
É a triste realidade que verga a geração em extinção.

Quantos activistas de direitos do homem
Condenam a guerra enaltecendo o respeito à vida!
Porquê tantos insurrectos optando pelo que não convém,
Sempre renitentes num mal mais horrível que o SIDA!

Se é apenas a guerra meio para o político se valer
Enquanto tudo o que se move debaixo do sol ou da lua,
Estiver determinado, no tempo, pelo Infalível Ser,
Acredito que este déspota será um dia lançado no olho da rua.

Porque depois da tempestade vem a bonança,
Vem aí o dia em que os maltratados da sociedade
Contarão à futura geração, se tiverem lembrança,
Que outrora, os chefes sacrificavam o povo, sem piedade.

A guerra passará a ser um facto lendário e desconhecido
Àquele que puder ver o grande dia da reconciliação,
Quando pelo baptismo espiritual se converter todo o perdido,
E o lobo ferocíssimo voltar a pastar com a ovelha, sem tentação.

Acredito que chegará o dia em que o mundo viverá em Paz,
Mas é preciso que a humanidade inteira aprenda a lição;
A harmonia e o amor, tudo isso o mundo é capaz,
Porém, cada homem sua própria paz de coração.

Onde houver aceitação e humildade,
Onde for desmantelado o ódio e a tirania,
Substituindo a confiança e a generosidade
Ali há de superabundar a felicidade, sem mania.

Tenho fé que a humanidade será salva
Quando todos entenderem o sinónimo do vocábulo Amor;
Quando o homem demolir o canhão que leva à cova
E o espírito do Infinito repousar sobre todos, com fervor.


Cabinda, 18-03-2001
MBIZI CIMVUNZI



NEGRO DESTINO DUM POVO

Aquela tumultuosa multidão em marcha,
Correndo atrás de cada carro que pára;
Que briga e luta por uma caixinha
É a gente explorada dum povo espezinhado.

Aquele jovem sacrificado debaixo do sol escaldante,
Correndo atrás da Nissan dum arrogante;
Que espera migalhas duma falsa nota verde
É o produto falhado dum homem irresponsável.

Aquela criança esfarrapada entre quitandeiras,
Gritando “água fresca”, na solidão
Que vende sacos, omo e leite, na angústia
É a suposta esperança duma família infeliz.

Aquele homem dado ao serviço em corpo e alma
Que faminto vai ao serviço sem transporte,
Desprezado ou despedido quando encamado
É o autóctone deste território cobiçado.

Que homem prudente, idóneo por natureza
Ilustre, de mãos limpas, e puro de coração;
Admirável Messias de povos agrilhoados,
Trará maravilhosa liberdade a esta terra?

Só quando o sol nas trevas brilhar,
Quando um dia a liberdade voltar a sorrir,
Aquele homem, jovem e criança explorados
Terão a paz do coração e a alegria de viver.

Cabinda, 07-03-2001
MBIZI CIMVUNZI



O BRADO DUM HILOTA

Não sou nem Mwene nem dirigente;
Não sou grande nem homúnculo
Tão pouco opulento ou felizardo.

Sou apenas um jovem ingénuo…
Um desconhecido destemido,
Um olvidado no deserto perdido.

Sou um desterrado de solitária aldeia,
Que não recusa comer pão dum rústico
Nem beber da taça de amarguras.

Não surgi no mundo ao acaso,
Sou também fruto duma gestação
Filho duma mulher e terna mãe.

Sou um ser humano como tu;
Mas, eu o mais sofrido da natura
Cuja vida ninguém altera o curso.

Sou todos os dias levado ao altar,
Como holocausto para a imolação,
Um bezerro em garras do lobo.

Meu corpo não passa dum cárcere;
A terra, um lugar de martírio para mim,
Vede que destino o mundo me deu!

Não são ficções nem alucinações
Mas, puras verdades sensíveis
Cuja amargura encerra este poema.

Cabinda, 11-03-2001
MBIZI CIMVUNZI



BELDADE BESTIAL

Aquela menina airosa, tão formosa
Que, lucidamente, fala com firmeza,
A quem linda imagem atribuiu a natureza
É a fantástica nina da noite nebulosa.

Que beleza semelhante a uma mimosa
Me invadiu o coração, com fineza,
E me obrigou a galantear com singeleza
Com vontade de me fazer petição amorosa!

Procurei cravá-la para sempre no meu coração
Como planta o floricultor, no jardim, uma flor
E a vai irrigando para nunca murchar.

Fiquei com a esbelta figura, a ninfa de feição,
De inefável candura e de puro amor
E sem ela não sei, no mundo, com quem sonhar.

Cabinda, 29-03-2001
MBIZI CIMVUNZI


DEIXAR ANDAR

Que gente procedendo com banalidade,
Que se esquece dos grandiosos valores da cultura;
Que exibe estranhos costumes com cega doçura
Imaginando enaltecer ditames com autoridade!

Que gente distraída na vil comodidade
Que impede o silêncio da noite escura;
Que incita adolescentes ao alcoolismo da ventura
E passa vícios por virtudes a jovens, com futilidade!

Jovens acríticos assim se deixam arrastar
Pelo infando contágio dos adultos ultrapassados,
Que ainda buscam catorzinhas para bodar.

Maratona, a antiga farra para os passados
É o suposto rumo certo para Cabinda mudar,
Já que o futuro começa agora com os disfarçados.

Algures, 15-04-2001
MBIZI CIMVUNZI



A IMPREVISÍVEL DESPEDIDA

Tempo, porque me mergulhaste neste tremor,
Neste abalo fantástico que me atemoriza?
Quantas vezes não me matou este pavor,
Esta dor que me levou a alma que volatiza?

Querida, tu me deixaste na grande solidão!
Esquecendo-te que juntos decidimos caminhar,
Caminhar unidos, suportando a nossa paixão,
Na companhia de petizes sobre as ondas do mar!

Agora, que mais vejo senão forte tempestade…
Uma imensa nuvem negra barrando-me o olhar!
Fico, doravante, desajeitado no meu andar
E não sei se da tempestade vem alguma bondade.

Que temporal me trouxe o Infinito!
Levou para junto de si a minha Odete,
Sem aviso, com quê intenção?
Mas, vê-la outra vez é a minha esperança.

Na sua bondade e magnitude, o Soberano
Compassivo, trouxe-me outra Eva,
Na madrugada do pranto da despedida,
Uma maravilha de pasmosa piedade.

Cabinda, 28-01-2002
MBIZI CIMVUNZI



ANSIEDADE

Meu espírito toda a noite vagava,
Queria render minha alma a Deus
Buscando o eterno descanso nos céus,
Onde meu ser fatigado descansava.

Minha voz paulatinamente minguava,
Obrigando-me, sem querer, o grande adeus
Mas como deixar, sem aviso, queridos meus!
Tudo em mim com furor suspirava.

Esta ninfa vestir-se-ia de luto
Longamente sujeita ao grande fardo
Tão infeliz como menina bastarda,
Cambaleando entre a gente descarada.

Ao Pai Celestial glória e louvor
Seus feitos terei em minha memória;
Para sempre agradecerei tamanha vitória
Porque meus queridos poupou da dor e pavor.

Cabinda, 25-02-2002
MBIZI CIMVUNZI



AS ENXURRADAS

Tremenda miséria é aqui nossa vida;
Descargas eléctricas sem parar,
Águas caudalosas a desgraçar
Arrastando imundície na sua ida.

Chuvas de morte que não vêm sem caída
Perigosas, rápidas em matar
Os povos que não param de chorar;
Raios partem tudo na sua partida.

Trazem-nos o queixume fatigante,
O lixo, os charcos, tanta podridão
Deixando-nos este drama inquietante.

Vaga de mosquitos em furacão,
A febre palúdica e sufocante
São sicários que trazem obsessão.

Cabinda, 24-02-2001
MBIZI CIMVUNZI



O AMARROTADO

Porque estás Cabinda tão triste?
Tuas ruas e ruelas esburacadas,
Armadas e Chiazi desesperadas
Será que distraída te iludiste?

Que mais vejo que tu não impediste
Senão má gestão em chefias destacadas,
Má governação, sanzalas desordenadas
E a miséria da gente que a morrer sempre viste!

Tu admites que este povo inocente
Continue moribundo entre tanta fartura,
Que o peixe morra de sede numa enchente!

Seja como fosse tal loucura,
Nunca Moisés abandonava sua gente
No deserto de amargura e secura.

Cabinda, 24-02-2001
MBIZI CIMVUNZI



LAMENTAÇÕES

Deixai que eu veja!
Um deserto que não seja;
Novas terras não quero
Oh! Como eu te aspiro!
Cabanas nas solidões do mar
Povos que não deixam de admirar
Não sei o que me fica na mente
Rumores, um ai de dor quebrante.

Oh! Como te não sou estranho
Quando a sorte desgraçante
Surge ao encontro, barrando caminho.
Eu sinto o odor das tuas vestes
A poeira, a lava que levantas
Descansando em praias de amargura
Paz, sossego, um mar que te assegura.

Deixai que eu veja!
Alteio o peito, vou torcendo os braços
Gente que não é gente, gente me enoja;
Pronta decide no que não entende!
Enigmáticos desejos o povo destrói;
Oh povo! Deixai-me chorar perverso
Porque sou teu filho desde o berço.

Deixai que eu veja!
Palhotas na densa selva erguidas,
Crianças, raparigas, viúvas… veja!
São episódios que ao tempo vão seguidos.
Quanto me não lembro da esbelta figura!
Perdi tudo para viver despojado
E quanta esperança não é confundida,
Convosco, ó esperança nunca mais volvida!

Não podem crer os génios cabindenses
Que a vida exige sacrifícios!
O que retrocedeu à guerra dos romanos;
Conheço finalmente o precipício
Aspérrimas batalhas produzem desgraçados;
Emendai os erros do passado
A língua impenitente;
É tempo transposto volvendo a falácia.

Algures, 1979
Joâo D.Mbatchi (Manga Ndose Ntu)



TEMPO MEU DESEJO

Ai! não; que imagem monstruosa vejo?
Não; fui sempre infeliz, ó tempo meu desejo!
Se é isto a vida… a vida sem vida.
Vejo silhueta de fantasma que extasia
Fascinando a gente; dupla vassalagem!
E a cada passo promessas que à gente ludibria
Esse eterno obscurantismo, falaz miragem!
Condenai a boca sedutora que nos mentia.

Deixai-me ver
O berço da minha infância,
Aquele berço de banzas luzido
E também o ouro, petróleo, madeira e fosfato…
Tudo volatiza a minha alma em ânsia.
Riquezas que já não tenho sonhado.
Oh! povo que me acompanha…

Deixai-me recordar as praias do Chinga
Também Njiembo e Bungo Fuana.
E tu Subantando, fonte das minhas luzes
Tanta gente a tua escola foi formando,
Heróis e mártires da pátria, somos do teu berço;
Praias de lágrimas a cada passo;
Fútila, belas horas passei ao teu lado
Malembo, Lândana, Mandarim meu amado.

Exílio, deste-me tempo para recordar
Que soberano vivi desde a infância
Tu podes justificar;
Amei para não viver só… bela imagem;
Mas asilo me deste, a quê destino fui subjugado!
Dele vieram-me filhos do acaso
Salvai-me, tempo, do jugo cruel, do estranho caso,
Salvai este povo esquecido no degredo.



Kbga, 1979
João D. Mbatchi (Manga Ndose Ntu)




PORQUE TAPAR O SOL COM A PENEIRA?

É a verdade o bom emprego da palavra
A palavra conjugada com o facto;
A verdade é o direito de não enganar os outros
Um dever de justiça para todos.

A verdade incomoda os poderosos
A verdade perturba os ambiciosos;
A verdade tem a força de um búfalo,
A força de uma bomba nuclear.

A verdade destrói superstições e mitos,
A verdade é inimiga da exploração;
A verdade não tem fiéis amigos
É um argumento pobre, dizem os falsos.

A verdade vem à superfície
Como gota de óleo no tambor de água;
A verdade não enche barrigas,
É fria como gelo e ardente como fogo.

A verdade é a palavra certa do íntegro
Que destrói ladravões e fanáticos,
Que cria dissonância com os opressores;
É uma chatice para os impostores.

A verdade é pura irmã da justiça;
Por ela foi Sócrates pelos injustos acusado
De conduzir seu país à fabulosa subversão,
E obrigado a beber a mortífera cicuta.

Por causa da santa verdade
Foi Cristo pelos judeus sacrificado,
Suspenso entre ladrões no madeiro;
Morreu o Justo pelos injustos.

Hoje, pela verdade, igualmente
Morrem homens, mulheres e pobres;
Desaparecem jornalistas e pastores
Parte, sem aviso, tanta gente inocente.


Cda, 1999
MBIZI CIMVUNZI



OBLITERAÇÃO PREMEDITADA?

Vi de perto um território encravado
Entre dois estados de mesmo nome,
Dois países vizinhos e bem irmãos
Que em tempos idos me serviram de abrigo.

Passei por algumas artérias do enclave
Vi Macau, Timor e Índia um pouco alegres;
Cheguei a Duque de Chiazi, tão solitária
Em contínua soledade e sempre a chorar.

Sempre em marcha continuei para Chizo;
Chegando ao cume do grande morro;
De longe vi o enclave como um livreco
E mais além o largo mar a beijar o céu azul.

Desci para as mangueiras da Missão Feminina,
Mar a mar até às praias do Fútila e Malembo;
Vi ali pescadores a arrecadar suas redes,
Tristes porque o negrume flutuava sobre o mar.

O crude derramado, poluindo todo o ambiente,
Mares, a terra e o ar atmosférico irados
Um veneno mortífero que ameaça todo o povo,
Perigando cada vez mais a vida de muita gente.

Tanta crueldade, tamanha servidão nunca vista;
Essa genuinidade será assim imparcial!
Que globalização defendem aqui os senhores,
Quando só em nossas águas esse drama acontece?

Quantos ambientalistas não alteiam as vozes,
Em defesa do Zé-pescador mal indemnizado,
Outras tantas vezes prejudicado e marginalizado
E agora sem como alimentar seus filhos famintos!

Cabinda, 10-03-2001
MBIZI CIMVUNZI



O CHARME DO TEU CORPO

Tantas ninfas esta terra inunda;
Rostos redondinhos sem igual
Quadris à viola, tudo sensual
Que beleza de mulher aqui abunda!

Tu, formosura sempre fecunda,
Com lábios fininhos, corpo sexual
Chiquíssima riqueza não casual
Estupenda te encontrei numa rotunda.

Belos e felizes momentos ali nos uniram
Abraços, carinhos e beijos incessantes
Tão fantásticos parecendo uma lenda.

Teus olhares e risos tanto me seduziram
Que num ápice nos declaramos amantes
E para nossos amores busquemos uma senda.

Cabinda, 25-02-2001
MBIZI CIMVUNZI



ÁFRICA

Uma época desconcertante é hoje o nosso século
Em que o africano, por ambição do poder,
Tantas vidas humanas manda ao sepulcro
Devastando tudo, adquirido com sacrifício.

Povos e culturas, tudo desertificado;
Um horrível ódio dilacera tribos e etnias
Forçando a gente precocemente à tumba
Sob o conivente olhar dos pulas.

Tamanhos escândalos e crimes vergonhosos:
Usurpar poderes à suja mão armada,
Chegar ao paço sem passar pelo justo caminho,
Não será isso um golpe à nação?

Tantos desgraçados esta guerra sórdida faz!
Lágrimas e clamores são o pão de todos...
Vede o fútil espírito dos tubarões
Com o olhar mais voltado à imerecida fortuna!

Vede a miséria dos pequeninos
Sujeitos a represálias dos políticos!
Vede o aviltar da fé e dos pastores,
A social injustiça e o abuso dos bens públicos!

Nada de jeito apraz a tão numeroso povo faminto;
E para sustentar mais desordem e discórdia,
Carros de luxo, tolerância de ponto para lautos banquetes
Transformando a “res publica” em propriedade privada.

Ao Zé-povinho dias melhores para semana de nove dias,
Direitos iguais só quando a galinha tiver dentes;
Vida regalada é esperar por sapatos do defunto;
É assim a governação no negro continente depenado.


Cabinda, 17-03-2001
MBIZI CIMVUNZI



MBAZU LUSINGU

Minu ilota ndose, ilumbu cimweka
Ti ikúndama ngonda mu mpaka;
Kucimweka i nuni imweka imáka
Bwinji uvana lutumu ke bana batyamuka,
Ke bakambu ibila ba kala mun’ivíka
Mu ibila ci bana bitwalisa yaluka-yaluka
I makambu fwana manka.

Iyála myoko mun’ulinda ke ntangu`nsika
Vanji, nandi ufila mbazu ikwenga bwinji uviika
Bangu lunangu, i bana bavuvuka,
Zinganga zyonso zibiiva zitula ibáka,
Ozyo zibunga bantu m’ucyenga ubaka
Muna bwivi i bumpunya kucimweka
Mu nkama nkola, bwinji babonso uvyoka.

MBIZI CIMVUNZI



BUYILA

Bwisi buyila,
Itombe cinkoba;
Ikwíndika meso
Vanji csimona cimvele ko
Ibila bwisi buyila!

Bwisi buyila,
Imána bâ dede i mpofo
Ina ilúza meso i ngenze mwinya
Bwinji kamona mana mivyoka,
Vanji imanga umona cimvele
Ibila, mu nandi, kete tyemwene,
Bwisi buyila!

Bwisi buyila,
Ibila tuti linomba;
Tuti linomba livubalele Cyowa;
Mvula ikwelikesa ubíngulwa
Kaza, ni libete cisi limona ko
Ibila bwisi buyila!

Bwisi buyila,
I ngenze mwinya itombe
Mu meso mami pipila mukele,
I kuna nganda lyufa ni butubila!
Lupépemu lu mvula luvetamoka,
Vanji bakisi bikanda i bibîndika
Ibila bwisi buyila!

Bwisi buyila,
Itombe cinkoba,
Ke i lieso nkindibili;
Vanji cyezila cimebelama;
Mvula imebingulwa
Yono welanoka
I bwisi bwelacya.

Cabinda, 14-12-2004
MBIZI CIMVUNZI



LUVAMBANU

Muntu kafwanga bobo ko…
Kete ku `nsitu, kete mu ntandu kele
Njye fwene usúsukwa
Ti kabikizi `mvele ko
Mu mpasi ku bwala.

Muna mafula ma bwala
Fwili, fwili dindi…
Kuna kati ku bwala zingunga i zinkoko
Zyekitátangana:
Dlim dlom, dlim dlom…
Bam’didi `ntu, bam’didi `ntu,
“Wenda kwaku njye veka ikundubulu cintu.”

Usalu bi `nsitu bifwili,
Tulala twekityakalangana,
Bantu bakábukwizi
Muna ke tyamunanga sangu mpasi:

Cingandi nonukweze,
Cingandi cetikeze luto,
Cingandi dasukwizi
Wendeze kwandi naku kanina.

Likanda i bakundi basyele mu cyunda
Cyunda ocyo cizimukwina
Muna maswela ayi inkûnga
Ivanga ubutu ubosomoka.

Kete mu cimbevo, kete mu nzala,
Kete mu nzimbala zyandi naveka
Kafwilili,
Ah buna! Vana kanda
Vabika bemonika ciboba.

Zinganga zimetambula lubakala,
Bana baku-kuswanga bekikuswa,
Zinguli zinkazi zyekitóvukwa
Mavenda kanikito be telama.

Ba nkolokoto meso meki venukwa,
Mekivenukwena muna ikuta,
`Mfwizi `ncyento i baana bolil’oko…
Bazimbangene ti nzila lândana.

Bazimbangene ti ku kangala tuyíza,
I abu twelavyokilanga kuna mabumba
Tebukwanga monyo,
Ibila `ntoto awu ndelo, ndelo!

Cabinda, 08-06-2007
MBIZI CIMVUNZI



CYOWA

Vana ntete njye uba citanda
Citanda ci basi bwala,
Nganda bwinji tandilanga byuma,
Byuma bincinzi luzingu
Bikilanga bene ukwánga, mayaka,
Mafuta, inkandi, zi-mbala,
I binka bina biliwanga.

Weka bwete lizíngila wombo makanda,
Bubu aci kasyele citanda ko.
Cyowa bwete li basi Ngoyo,
Lizingila sambwali li mvila;
Baana ba Makongo, Mangoyo i Malwangu:
Bawoyo, bakwakongo, balinji, bakoce,
Bavili, bayombe i basundi.

Cyowa bwete liyenda mpúmu
Bwala bucyo bulikila nza imvimba
Basi Afrika, basi Mputu i basi Merika,
Obo bikota i bibasika.
Cyowa mam’itu,
Mam’itu luzolo, vanji bubu
Cimána citukwa nzungu vola.

22-06-2007
MBIZI CIMVUNZI



Lizandu

- Kunsi wikwenda?
- Ku zandu ikwenda.
- Ncya weka sumba kwawu?
- Bilya yeka sumba.
- Mpila bilya mbisi weka sumba?
- Madezo, loso, mafuta i mbizi.
- Njye zabizi ulamba?
- Bawombo bikwiza kulyanga ku nzo ami.
- Buna, ku ndundila ndonga wali zi madezo.
- Malavu ivandi makele, kúbika to pakiti.

22-06-2007
MBIZI CIMVUNZI



ITOKO CI MESO

Rosa ileze-cyento ci masimananga
Ci kumi imvu tanu;
Mwana inlatu wali
Babika ke lukezu, kuna Malembo;
Ileze-cyento cikele pelele,
Cyacyonso demvo-demvo.

Rosa ubutukwa monanga mundele,
Cyowa cyonso vakele k’ono
Widedangana yandi.
Itóko tonina mu malu
Yeke zitikila ku ndunzi.

Rosa tindi lilezama,
Lilezama monanga ntangu
Vakele k’ono limanga kunlengula
Ono limanga kuncebula
Muna nzila zyonso kivyokila.
Rosa cilepepe,
Iteka ci mfimbu
Cibika ubákalana mu cintatu.

Rosa `nkwa itoko lendeze usala
Mwana bwala zimbele ulamba;
Kwaveka lulendu, kwaveka `nlevo!
Isalu cyandi to itoko,
Ucina, ukangala.
Ukangala, aku bwete, ayi banene
Bana bimvaatikila i bim’bobomona
Muna uzwanana b’itombe,
Muna kitambwila `mpifu saka-mbisu
I ka ma damvemena`nsongo mbandu.

Rosa itoko ci meso,
Monanga kwandi libumba
Lina bafíkula bubote ku nganda
Vanji liwele seka muna kati;
Masákanina ngolo luzingu
Abubu bakundi bonso ba ma kuntiina,
Ibila Rosa kasyele `mvingu ko
Kasyele ko livimbu i wekasyokanga
Monang’ono mavanga
Ngonda imvimba naku lya.
Masyala nawonso `mvese i `mvese.
Bodo uba `nlele…

Cabinda, 06-12-2007
MBIZI CIMVUNZI



KETINISANGA MONYO

Talabu inanu ifuma
Muna kwiza lyanta nzila sende,
Ku si mînya ngolo i zimvula;
Kwaveka mpemu, kwaveka nzazi.

Kumi imvu tanu muna ke dwekanga
Mu nzila oyo kambangene ínti,
Kwaveka intambu malu
Kwaveka mpunya
Ozyo zizungana ibwilu i mwinya.

Ketinanga muna ukakila monyo,
Njieke zaba bubote oko wikwenda,
Kuna wifuma zabizi;
Indúma yáu ilaanda ku mbusa
Omo wivyokila, banka búna babindalele,
Oko basélelele monanga nkanda songolo.

Njye `nkutu, nani wikamba ti telama!
`Ntima wonso lumbámbazu
Meso pánana;
Kwaveka lufumfu, kwaveka cyoze,
Nzala buna zímbala.

Nzila yonso ko kesambanga
Nzambi mbaka cyali
Zezu, Maria, José beno to ifyete,
Kanikito ku mbika
Ubwa mu myoko zimbene.

Ubutukwila mu `mvita
Ukonzukwela mu`nzingu,
Uzíngila mu mpasi…
Luzingu alu lwamana
Nzambi mpana li-ilu lyaku.


Cabinda, 06-12-2007
MBIZI CIMVUNZI




`NCYENTO BWALA

Vana `ncyesele bwisi, kuna bwala
`Ncyento kamana kotukwa,
Ubása i zibola zinene
Byeka mu myoko.

Kuna kati ku nzo,
`nnuni i baana búna banónukweze
Búna bamene ku-ikómpeleka mavunga
Mun’ibila ci cyoze ci isívu.

Kuna nganda `mbunji,
Muna uzízila bi malu
Bími ni butubila
Oko bikóbisa `nlele,
`Nlele ono wivutukwila
Mu bincesele bi malu.

Nkama cyoze, nkama `mbunji
Nandi kafwene kenengumoka
Ketulumukanga mongo Ibeze
Muna kelanda mazi
Mazi ma salila ku nzo.

Vana uvutukwa kwaveka lémina,
Kwaveka `ntivu!
Vana utampuka kwaveka lyufa!
Kete syeze yobila
Idufu cibeze vutukwila.

Búna to kavitili ku nzo
Kanikito uzinga myoko.
Zindonga i zinzungu zyekisúkukwa
Makusa i nganda bikombweze.

`Nnuni bevyokilanga kuna ikozo
Macyo i zimpinda bikangwizi
Mayimbi mabele kókwanga
Kitemena to bantumisa
Bwinji ke cefuna.


Cabinda, 06-12-2007
MBIZI CIMVUNZI


KUNSI USWAMINA?

Mamwene `mvanji li-ilu;
Minukwawu va ndunzi aku
Imekwiza i cyiami izitu
I mami mambu.

Imekwiza ulinda `nlemvo
`Nlemvo wu mpasi zi nzingulu
Ozyo inata ava `ntoto masumu,
Zimpasi z’ilunzi i zi nyitu.

Ntambula muna luzolo lwaku,
Ibila ivami ike ivangu cyaku
Monanga wonsoko muntu
Ono kele lyela i cibuntu.

Binkufi beene byami ulumbu;
Tikwiza i tivyoka ntinu-ntinu
Dede ivúku ci mpemu `mbu
Cináta ndendekete bavubi i myatu.

Wiza nsalisa, minu mwan’aku
Muna byami ulílu i byanu,
Ibwilu i mwinya mu `nsitu
Mun’ibila ci `nzingu nsi-itu.

Zinkaka i zinkomba zyami, talabu
Zimemána ufwa mu cimbevo,
Mu nzala i mpwila va kati ku ntandu
Dede cimpongo cibúnganga zisusu.

Likanda li Cabinda, talabu kwaku
Lyeka zimbalanga mun’ibila ci lukuku
Lyeka búngananga mu cyunda ci mambu
Mun’ibila ci mambu ma nsi i ma luzingu.

Talabu cingamba muna ndima i mavutu
Ma banani batutóvulwa beene nyitu,
Mun’ibila ci saka, inkandi i mabumvu
Bwinji baana uvyocisela ilumbu.

Bizyami bi Kimbyanga, vana itó ci `nsitu
Muna nkama mabumba i makumatanu,
Mwamuna tuvângila i zinkomba zitu
Luvambanu lu cyunda ci ivûndu cyawu.

Kimbyanga, 19-05-1990
MBIZI CIMVUNZI



BUNGU LYELAFWANA

Bwala bwami minu,
Butonina kuna ntandu
Kuna ntandu Bungu
Mu ntangu bakulu;
Buvyokila kuna Ndeeku
Ndeeku zi utuba matungu,
Vanji bungu lyelafwan’amu
Amu ntandu ayi yitu.

Bwala bwami minu,
Ba nani batola bwawu?
Náni yandi muna bakulu
Ono utola Sintu i Libungu?
Ti na Chita ci Bwateta;
Ti na Njunku moonyo ibubu
Na Mpila ayi Bwateta, ivawu
Kana bawu bake bumonyo, yuwanu,
Nkanu yesikúvulabu;
Vanji nzabizi ti kuna Njyembo
`Nkuluntu Mangúmbu.

Kuna bwala bwami minu,
Kusyala ko bakuluntu
Ibila bayenda kwawu
Bayenda babonso ku zú,
I banka basábuka Jubungu.

Kuna bwala bwami minu,
Banmose bana babutukwila kwawu
Bamána tina Libungu i Sintu
Bákana to mun’ibila ci `mvita;
Ku bwala mavada wombo, kebanu
Cimbene, `nsoce i mankundu,
kukana-kukana ayi `ntengo
Kuna bwala bwami minu,
Batende bonso, talabu kwinu
Basyele luzitu ko muna ntubulu;
Mambu bilubukwila mbuta vwadangu,
Utúmpula zisunga zingolo i malavu;
Bantu bilóngila mu tutangu
Bisi cínzika ko lilonje li Mfumu;
Bilándangana kwawu ibubu
Mavanga ma nza i zimpukumuku.

Kuna bwala bwami minu,
Bâbana bawu bamána cítukwa íntu
Mun’ulyasa nsi i bantu;
I bantete bawu, ibwilu
Bikúma banka insôngo, kebanu
Bilókila mu bifutukubu,
Bilékila balyawu tupanzu
Bidômva nsi muna luvunu
Bivwanjika zimpofo va vangu.

Bwala bwami minu,
Bumána cítukwa `nsitu
`Nsitu ukambu mboma, monanu
Vuutu liliila zisibizi i memvo,
Ilála ci kolo-mbungu.
Muntu limonyo kazu,
Kazu li ubukuta kubwilu,
Busyala bwala ko buna butuungu
Vanji bumána citukwa cimpangulu.


Cabinda, 01-06-2002
MBIZI CIMVUNZI



BA `NKANDI `MVIMBA

Vana ntete Nzambi uvanga
Uvanga kuna Éden libakala,
Libakala limweka licyelika
Libakalanga uveka.

Buveka, butuba `nkulu
Ucituka ndungu mu luvukulu;
Bwabuna, muna luvati lu bakala
Nzambi uvanga `ncyento
Bwinji muna lubundunu
Uvanga kuna Éden likanda.

Babakala bubu mu Afrika
Basyala ko muna cilwinga cimweka;
Mamweka momo ivandi bacyento
Obo bamána tambazyana ke zitata
Buna bitambazyananga libukusu
Vana syelo li malavu.

Babakala i bacyento ba bubu
Bitomba babonso ukúncika
Bilepepe i ubakalana kucimweka ;
`Mvele witomba fwa mbabu.

Vanji, muna mang’uvala ikeko,
Bacyento ba Cabinda, muna binlongo
Bipúkala ibwilu i mwinya, mu vôze
Bivandila babakala, bangu mbongo
Muna bawu manga be kwela maveko
Ayi inswanya oyo bimona beene idóze.

Cabinda, 02.06.2002
MBIZI CIMVUNZI



`NTOTO `NKULUNTU

Mu `ntoto mwawu tufuma
`Ntoto wawu utulikila bya lumbu byonso.
Mu `ntoto mwawu mubasikila
Biwombo bina bituziingisa:
Mayaka, madezo, malolo, mânya,
Mafubu, zimpinda, zinkongo,
Zi-mbala, zingazi, uzánji i biwombo binka.
Muntu limonyo bwinji kaziinga,
Kafwene usimba libaka i sengo
Kafwene ufúdula `ntoto,
Ibila mwawu mubasikila
Usína bonso buzíngisa nza;
Nzetaloyi ivandi mu `ntoto ifuma.
Njye manga usala
Kabaka ko buziingila.
Mu nzo `nkanda kele
Cinda utanga bwinji ulubukwa,
Bwinji ubaka isalu;
Sala byaku wu baka,
Baka wu lya,
Lya wu ziinga,
Lembu ti byabyonso syala bisyala
Ibila `ntoto `nkuluntu.

Cabinda, 12-02-2008
MBIZI CIMVUNZI


LULENDU LU MASUMU

Koko ku Mfumu kukala `mvyungu ko muna ukakula;
Nandi kisi isílu ko bwinji kamanga ukúwa.
Masumu minu mawu masika liyenga
Lina likuluvasa beene ayi Nzambi.

Zimbivisu zinu zimevanga Nzambi uswama
Muna manga ku luvwilikila.
Myoko inu `mviindu menga kele,
Inlembo inu isumukwa.

Muna ulili binu bi munu luvunu wombo,
Muna tulimi twinu mbi zibasikila mwawu.
`Mvele wilosukwela busoonga,
`Mvele lifundisila muna bucyelika.

Litatimina kwinu luvunu,
Licicinina mana makambwizi mu nzila,
Likotisa cintatu i libutisa
Mana ma vúkila `nkanu `nnene.

Libutamena macyo ma nyoka zivondanga,
Litunga makonde ma mabuba;
Ono wilya macyo bene omo fwá,
Madézukwa, mpili zibasikila mwawu.

Muna makonde mawu
Mu podi tungamena binkutu ko.
Lu ifukikisa ko mu bina bitungamena mwawu.
Litwalisa mavanga ma sonya, …
Lifwika zinkoto zimbi…

Muna ibil’ocyo
Bwawu cyelika cikwakanena mu beno,
I bwawu limanga ubakila busoonga:
Litemena mwinda,
Kaza itombe to limona;
Litemena bwisi bucya,
Kaza ku itombe ibubu lilyâtila.

Likwenda dede i mpofo
Muna ke bámbanga ubaka,
I-ngenza mwinya lidávama utuntu
I libwa ku itombe monanga bafwa.

Livaanga beno bonso dede ubulu binganzi,
Limima monanga mabembe.
Litemena ludedekoso,
Kaza, tomba lwawu umonika, ve;
Litemena lukuku
I lwau ibubu inanu lukele.

Isaías 59, 1-11
Tradução de MBIZI CIMVUNZI



NANI UTUTOLOMONA?

Mwene Ibala Mamboma,
Mama Maliya Isiimbu Mambuku;
Tata Manuela Zoze Mpuna, …
Tata Manuela Bônzela Falanke…

Lembu ti lusá-tanga `nkanda `mvele ko
Beno luzaba ubuunda cintwali;
Luvanga mamviimba malúlama
Ayi mindele mputulukezu.

Beno lufwika mayindu macyelika
Luzaba uvyaka inlembo inu
Munkanda bwinji ulinda
Lubundunu lu nsi Cabinda i mindele.

Kuna simu li Mambuku,
Vana `nsina `nsanda
Luba bakutangana
Ayi mphutulukezu.

Bwawabu, náni matubotula
Ku si lutumu lu lukezu eh eh!
Mbutu Cyowa mbisi
Uvuka mawomo eh eh?

Mpúpulu ibaala,
Bincololo bamána yâla
Muna ukwiba, uvonda i teta
Amu nsi bakulu bitu.

Talabwanu menga ma mwana Cabinda
Mikumba dede i mwila;
Mu kati ku nsi-andi `mvika, mbizi,
Naku mbembu, naku `nkuli!

Ah tata Mikono eh eh,
Mbanda Ngó Bilolo,
Mambuku Mwene Mpuna;
Beno baana ba Malwangu,
Ba Mangoyo i ba Makongo eh eh!

Bulanu mbembu
Tukambanu filyambu
Vanganu mamviimba
Kana befo ukuuka kwitu!

Cabinda, 02-02-2001
MBIZI CIMVUNZI



MWANA USUMBULULA BANTU

Mbembu aku, Mwene, yawu mwinda i luzingu
Bilya b’ilúnzi ke bayá;
Bivyoka ku-ilenjya banene;
Kaza befo sangu aku `ncinzi tu ivwizi.

Mwisi Nazaré owo balélekeze va cintandubu
Owo wilaanda insámuni mu nkonga bavubi,
Bangu bémbele, bankwá masumu
Nandi nzila, cyelika i luzingu.

Tukele bazimbala muna ketámbanga nza,
Tukele bazimbala k’itombe, befo ko nzila;
Mun’ibila ci vongata kwitu, tibala utelama.

Tilya mpanda i tibaanza befo bonso vamweka
`Ntinu `nsika owo likótulwa ku si lufwa
Balwelo bana bake lufyatu mu nandi.



Cabinda, 14-06-2001
MBIZI CIMVUNZI



Luzingu va kati ku Ntandu

Tubeele bincololo va mongo kuku
Ku mbusa makumaná mimvu
Va kati ku ntandu imweka inene
Vanani bawombo bitu babiika mavese
Vana ivandi banka babutukwila.

Va kati ku ntandu ikambu cimvele
Vana vaba to malundu i zimpalabanda,
Vavana vavíkila baana ba nsi
Dede i mameme makambulu `nsuunji.

Vanji, ti mabakanena `nsuunji ko
Nkanu mameme bene mamána ufwa.
Bavatola muna ilumbu cintanu
Ci ngonda kumi muna `mvu 1977.

Luzingu lu bantu limonyo
Vavovo lwesi tonina,
Mu insina zimpalabanda
Muna uzuka bi utiiti.

Ono ubaka, ulembekela ku si mwanza
Ono ukambu, mbota kabatanga ibwilu,
Minya ngolo kabavumvulwanga imwinya
I lyufa `nkutu, ni b’utubila!

Mu ikoza ci mpanza i `nkandi
Mwawu banka babavondilanga finyu;
Mu saka makwasa banmose bayónzukwela,
Mu bilya bi mazi bikambu zivitamina
Mwawu bantu babavyociselanga ilumbu.

Mamons’omo buna ti Ferreira Custódio
Nandi mfumu `nkângu.
Bakuluntu i ubábana badinda,
Badinda matama, malu i vúvumu
Mu ibila ci mbela zi nzala.

Kwashorkor ibongomona monanga cimpongo
Kuna Bairro 15, uzu bu Maria Búku,
I bu ciboba Njimbi `Nlába,
Bisi mu lutangu ko bana basindila kwawu.
Muna ilumbu kevana kumi bilyomba.

Biboba i bikwindi, bikilanga beene,
Mu tukatu tunlomba bazyámina
Banmose mu insaansa twandu;
Cyali i cyunda mpila nyendulu ina.

Kuntwala Ferreira, kumonika
`Nlatu mweka, José António Bernardo;
Utumina mu ntangu nkufi
Bizi kumvínganena ke Reagan,
`Nkuluntu mweka mwisi Mbutu,
Ubazingilanga kuna Bairro 3.

Bantu balyomba bawombo
Mu ntangu cintumu cyandi
Kala fyote cimvuka ci ONU cimonika
Bwinji udekula byanu ke nsi.

Bilya i ulongo bitona ukóta
Bawombo babíkana uvevelela
Kuna kusindila Mpila, Bwetete i Njunku.
Vanji Nzambi ubacyulila ntalu cyali.

Mu biterol ayi insimanji,
Mu fuba manya i loso
Makwela mavangana mawombo.
Bantu babweela ubutukwa.

Cimbyanga bwala bunene
bukábukwila mu kumi i `nsenje mweka,
Vanji zona wali ziba mwawu:
Zona norte i zona sul.

Kuntwala Reagan
Kumonika cintumu cinka civíba,
Cina batwalisa ke bakala limweka,
Bakala li njibiti, João Kanga,
Ono usala i balyandi banka,
Anselmo Mbambi, João Mbatchi
Pedro Cláver i banka.

Cabinda, 14-06-2015
MBIZI CIMVUNZI








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